POLITÍCA NACIONAL
Debatedores defendem qualidade na formação médica no Brasil; assista
POLITÍCA NACIONAL
Os avanços tecnológicos aumentaram a expectativa de vida, com o acesso a remédios e tratamentos. Mas a vida moderna também traz novos desafios: aumento de doenças crônicas evitáveis, sedentarismo e mais ameaças à saúde mental.
Na Câmara dos Deputados, uma sessão solene lembrou o Dia Mundial da Saúde, comemorado em 7 de abril.
O deputado Dr. Luiz Ovando (PP-MS), um dos autores do pedido de realização da solene, defendeu a priorização da atenção básica para melhorar a vida das pessoas. “Sem saúde não há produtividade. Sem saúde, não há dignidade. Sem saúde, não há futuro. E por isso o Estado deve garantir acesso, mas o cidadão também deve assumir o seu papel. O Brasil precisa parar de tratar consequências e começar a enfrentar as causas”, disse Dr. Ovando.
Ele defendeu ainda a valorização da atenção primária e do papel essencial do médico clínico.
“OAB da Medicina”
A vice-presidente do Conselho Federal de Medicina, Rosilane Nascimento Rocha, defendeu a aprovação do projeto de lei (PL 448/26) que cria o exame nacional de proficiência em medicina (Profimed), mais conhecido como “OAB da Medicina”.
O texto está em análise na Câmara e pode ser votado no plenário ainda no primeiro semestre.
Da TV Câmara
Edição – Natalia Doederlein
Fonte: Câmara dos Deputados
POLITÍCA NACIONAL
Projeto isenta setor agropecuário de corte linear em incentivos tributários
O Projeto de Lei Complementar (PLP) 34/26, do deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), exclui os incentivos tributários do setor agropecuário da redução linear de benefícios fiscais federais prevista na Lei Complementar 224/25. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.
A lei instituiu um regime de revisão estrutural de incentivos e benefícios tributários federais, com corte linear e poucas exceções. O projeto busca incluir entre essas exceções os tratamentos tributários relativos a insumos agropecuários e aos créditos presumidos vinculados à cadeia do agro (desde sementes e adubos ao frango, porco, laranja, café, algodão e outros produtos).
Impacto estimado
Segundo Lupion, a redução linear poderia gerar um impacto de aproximadamente R$ 4,3 bilhões apenas em insumos agropecuários – como defensivos, sementes, adubos e fertilizantes – e de R$ 1,5 bilhão na distribuição desses produtos.
Estudos setoriais citados pelo autor apontam ainda efeitos sobre cadeias como: soja e biodiesel (cerca de R$ 500 milhões), aves, ovos e suínos (entre R$ 350 e R$ 400 milhões), lácteos (cerca de R$ 280 milhões) e carne bovina (cerca de R$ 520 milhões).
Para Lupion, esses números mostram que os incentivos em questão não funcionam como privilégio setorial, mas como mecanismos de neutralidade econômica para evitar a cumulatividade tributária em cadeias produtivas longas e intensivas em insumos.
A aplicação do corte linear sobre insumos agropecuários e créditos presumidos recompõe carga tributária justamente onde o sistema deveria garantir neutralidade de custos, na opinião de Lupion. “A redução linear, aplicada sem distinção entre ‘gasto tributário’ e ‘incentivo de neutralidade produtiva’, termina por internalizar tributo como custo, reforçando cumulatividade econômica e deteriorando a competitividade do agro brasileiro”, argumentou.
O deputado alerta ainda para o risco de repasse inflacionário, especialmente em alimentos e combustíveis, com impacto direto sobre o poder de compra da população.
Próximos passos
Ainda não foram definidas as comissões que analisarão o texto. O Plenário da Câmara aprovou, em maio, regime de urgência para o projeto; com isso, ele pode ser votado diretamente no Plenário, sem passar antes pelas comissões da Câmara.
Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei complementar
Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Ana Chalub
Fonte: Câmara dos Deputados


