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Fósforo se torna aliado estratégico na pecuária de corte e impulsiona produtividade no Brasil

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Pecuária brasileira em destaque global

O Brasil consolidou-se como maior produtor e exportador de carne bovina do mundo, segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Em 2026, o país mantém a liderança global com exportações estimadas em 12,35 milhões de toneladas, em um cenário de oferta internacional restrita e demanda aquecida.

O desempenho reforça a necessidade de práticas de manejo eficientes e estratégias nutricionais adequadas para sustentar um rebanho competitivo e produtivo.

Fósforo: mineral central para saúde e desempenho

Entre os nutrientes essenciais, o fósforo se destaca pelo papel central no metabolismo dos bovinos.

Bruna Gomes, gerente de produtos terapêuticos da Ourofino Saúde Animal, explica:

“O fósforo participa da geração de energia nas células, formação óssea, transmissão de impulsos nervosos e diversos processos fisiológicos essenciais. Sua deficiência provoca queda no consumo de alimentos, redução no ganho de peso e baixa eficiência produtiva do rebanho.”

O fósforo é o segundo mineral mais abundante no organismo dos bovinos, essencial para a produção de ATP, formação de DNA e RNA, estrutura das membranas celulares e metabolismo energético.

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Consequências da deficiência mineral

Estudos da Embrapa Gado de Corte apontam que a deficiência de fósforo é comum na pecuária tropical, especialmente em sistemas baseados em pastagens naturais.

Entre os impactos estão:

  • Crescimento mais lento
  • Redução no ganho de peso
  • Queda no desempenho produtivo
  • Baixa eficiência na utilização de alimentos
  • Problemas ósseos e imunológicos

O desequilíbrio mineral também aumenta a susceptibilidade a distúrbios metabólicos, especialmente durante adaptação ao confinamento ou períodos de estresse nutricional.

Manejo nutricional e metabolismo energético

Pesquisas científicas, incluindo estudo publicado na revista Animal (Pereira et al., 2013), indicam que estratégias nutricionais focadas no suporte metabólico melhoram a eficiência de nutrientes e a disponibilidade energética, favorecendo o desempenho e adaptação dos animais.

Produtores têm adotado essas práticas como diferencial competitivo, buscando maior eficiência alimentar e produtividade sustentável.

Tecnologia a favor da eficiência produtiva

A indústria de saúde animal tem investido em soluções que combinam vitaminas e minerais estratégicos para apoiar o rebanho em momentos de maior demanda fisiológica.

Entre elas está o FosBion B12, solução injetável da Ourofino Saúde Animal que associa fósforo orgânico (butafosfan) e vitamina B12 (cianocobalamina). A formulação ajuda no metabolismo de carboidratos e lipídios, produção de energia e funcionamento hepático, promovendo bem-estar e desempenho produtivo.

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Bruna Gomes ressalta:

“Com o metabolismo energético equilibrado, o animal responde melhor aos desafios produtivos, resultando em mais eficiência alimentar, desempenho superior e maior sustentabilidade na produção.”

Nutrição de precisão como pilar da produtividade

A especialista reforça que o avanço da pecuária brasileira está ligado à combinação de tecnologia, nutrição de precisão e genética. Produzir mais proteína animal em menos área tornou-se prioridade estratégica para atender à demanda global crescente.

Nesse contexto, o manejo nutricional adequado, incluindo o equilíbrio mineral da dieta, é um dos pilares para manter produtividade, saúde do rebanho e rentabilidade das propriedades rurais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produtores gaúchos concluem colheita do milho e já projetam próxima safra com foco no El Niño e maior investimento em área

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A colheita do milho no Rio Grande do Sul está praticamente finalizada, alcançando 99% da área cultivada, segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar. Com o encerramento da safra se aproximando, os produtores já voltam suas atenções ao planejamento da próxima temporada, especialmente diante das expectativas climáticas associadas ao fenômeno El Niño.

Colheita do milho atinge etapa final no Estado

De acordo com o levantamento, restam apenas pequenas áreas a serem colhidas, principalmente em propriedades de menor porte distribuídas em diferentes regiões do estado.

Nas áreas administradas pela Emater/RS-Ascar, os trabalhos estão praticamente concluídos, com exceção de lavouras tardias e cultivos de safrinha, que ainda representam menos de 5% dos 56.571 hectares cultivados na região.

Na Serra e nas Hortênsias, a colheita ocorre de forma escalonada, utilizando máquinas de pequeno porte ou colheita manual. Após a retirada dos grãos, o milho é armazenado em espiga ou a granel, sendo destinado principalmente ao consumo interno nas propriedades rurais.

Em outras regiões, o avanço da colheita foi parcialmente impactado por condições climáticas recentes, como nevoeiros, excesso de umidade nas manhãs e chuvas registradas no dia 12 de junho. Ainda assim, 87% das lavouras já foram colhidas, com o restante em fase final de maturação.

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Condições climáticas influenciam maturação e qualidade do grão

As lavouras semeadas em períodos intermediários e tardios do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) seguem em fase de enchimento de grãos. Apesar dos desafios climáticos ao longo do ciclo, o desempenho produtivo é considerado satisfatório pelos técnicos.

As temperaturas mais baixas e a menor incidência de radiação solar contribuíram para um alongamento do ciclo, resultando em grãos colhidos com maior teor de umidade. Isso exige atenção redobrada no processo de secagem antes do armazenamento, etapa essencial para preservar a qualidade do produto.

Produtores já planejam próxima safra e ampliam investimentos

Com o encerramento da colheita, os agricultores gaúchos já iniciam o planejamento da próxima safra de milho. Em municípios como Maçambará, a expectativa de ocorrência do fenômeno El Niño tem influenciado as decisões de investimento, especialmente em áreas de sequeiro.

A projeção de maior disponibilidade hídrica no próximo ciclo tem incentivado produtores a ampliar a área destinada à cultura, reforçando o papel estratégico do milho na rotação de culturas e na produção de grãos no estado.

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Mercado registra leve recuo no preço do milho

No mercado gaúcho, a pesquisa semanal da Emater/RS-Ascar apontou leve queda no preço pago ao produtor. O valor médio da saca de 60 quilos passou de R$ 58,98 para R$ 58,91, uma redução de 0,12% em relação ao levantamento anterior.

O movimento reflete um mercado relativamente estável, com ajustes pontuais em meio ao encerramento da safra e à expectativa de reorganização da oferta nas próximas semanas.

Cenário combina safra finalizada e foco no novo ciclo

O Rio Grande do Sul encerra praticamente toda a colheita do milho 2025 com produtividade considerada satisfatória, apesar das variações climáticas ao longo do ciclo. Ao mesmo tempo, o setor produtivo já direciona atenção para a safra seguinte, com decisões influenciadas por clima, custos e estratégias de manejo, em um cenário que tende a manter o planejamento como fator central para o desempenho da cultura no estado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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