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Produtores gaúchos concluem colheita do milho e já projetam próxima safra com foco no El Niño e maior investimento em área
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A colheita do milho no Rio Grande do Sul está praticamente finalizada, alcançando 99% da área cultivada, segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar. Com o encerramento da safra se aproximando, os produtores já voltam suas atenções ao planejamento da próxima temporada, especialmente diante das expectativas climáticas associadas ao fenômeno El Niño.
Colheita do milho atinge etapa final no Estado
De acordo com o levantamento, restam apenas pequenas áreas a serem colhidas, principalmente em propriedades de menor porte distribuídas em diferentes regiões do estado.
Nas áreas administradas pela Emater/RS-Ascar, os trabalhos estão praticamente concluídos, com exceção de lavouras tardias e cultivos de safrinha, que ainda representam menos de 5% dos 56.571 hectares cultivados na região.
Na Serra e nas Hortênsias, a colheita ocorre de forma escalonada, utilizando máquinas de pequeno porte ou colheita manual. Após a retirada dos grãos, o milho é armazenado em espiga ou a granel, sendo destinado principalmente ao consumo interno nas propriedades rurais.
Em outras regiões, o avanço da colheita foi parcialmente impactado por condições climáticas recentes, como nevoeiros, excesso de umidade nas manhãs e chuvas registradas no dia 12 de junho. Ainda assim, 87% das lavouras já foram colhidas, com o restante em fase final de maturação.
Condições climáticas influenciam maturação e qualidade do grão
As lavouras semeadas em períodos intermediários e tardios do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) seguem em fase de enchimento de grãos. Apesar dos desafios climáticos ao longo do ciclo, o desempenho produtivo é considerado satisfatório pelos técnicos.
As temperaturas mais baixas e a menor incidência de radiação solar contribuíram para um alongamento do ciclo, resultando em grãos colhidos com maior teor de umidade. Isso exige atenção redobrada no processo de secagem antes do armazenamento, etapa essencial para preservar a qualidade do produto.
Produtores já planejam próxima safra e ampliam investimentos
Com o encerramento da colheita, os agricultores gaúchos já iniciam o planejamento da próxima safra de milho. Em municípios como Maçambará, a expectativa de ocorrência do fenômeno El Niño tem influenciado as decisões de investimento, especialmente em áreas de sequeiro.
A projeção de maior disponibilidade hídrica no próximo ciclo tem incentivado produtores a ampliar a área destinada à cultura, reforçando o papel estratégico do milho na rotação de culturas e na produção de grãos no estado.
Mercado registra leve recuo no preço do milho
No mercado gaúcho, a pesquisa semanal da Emater/RS-Ascar apontou leve queda no preço pago ao produtor. O valor médio da saca de 60 quilos passou de R$ 58,98 para R$ 58,91, uma redução de 0,12% em relação ao levantamento anterior.
O movimento reflete um mercado relativamente estável, com ajustes pontuais em meio ao encerramento da safra e à expectativa de reorganização da oferta nas próximas semanas.
Cenário combina safra finalizada e foco no novo ciclo
O Rio Grande do Sul encerra praticamente toda a colheita do milho 2025 com produtividade considerada satisfatória, apesar das variações climáticas ao longo do ciclo. Ao mesmo tempo, o setor produtivo já direciona atenção para a safra seguinte, com decisões influenciadas por clima, custos e estratégias de manejo, em um cenário que tende a manter o planejamento como fator central para o desempenho da cultura no estado.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Câmbio favorece exportação e melhora competitividade do arroz brasileiro no mercado internacional
A valorização do dólar frente ao real tem contribuído para melhorar a paridade de exportação do arroz brasileiro, aumentando a competitividade do produto no mercado internacional. Apesar disso, o mercado doméstico ainda opera com baixa liquidez e preços pressionados, em um cenário de negociações pontuais e seletivas.
Segundo análise da Safras & Mercado, o ambiente interno segue marcado por compradores atuando apenas para reposição imediata de estoques, enquanto vendedores mantêm postura cautelosa diante da volatilidade do mercado.
Liquidez reduzida limita recuperação mais forte dos preços
De acordo com o consultor Evandro Oliveira, o mercado doméstico de arroz continua apresentando baixa fluidez nas negociações, com pouca disposição dos agentes para volumes maiores.
No entanto, ele destaca que a menor necessidade de liquidação imediata de estoques por parte dos produtores reduziu a pressão vendedora, diminuindo a ocorrência de negócios em níveis mais depreciados, observados em meses anteriores.
Ao mesmo tempo, há sinais de leve aquecimento na demanda industrial, o que sugere um ambiente comercial um pouco mais ativo em comparação ao período entre abril e maio.
Câmbio volta a favorecer exportações do arroz
O comportamento do câmbio passou a ser um fator de sustentação para o setor. Após operar próximo de R$ 5,00, o dólar voltou a se valorizar e chegou a flertar com a faixa de R$ 5,20, melhorando a competitividade do arroz brasileiro no mercado externo.
Esse movimento contribui diretamente para a paridade de exportação, ampliando o interesse de compradores internacionais e ajudando a equilibrar o cenário interno de preços.
Fundamentos globais indicam ajuste de oferta
No cenário internacional, os fundamentos do mercado de arroz seguem em processo de ajuste. O relatório mais recente do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontou redução nas estimativas de área plantada, produção e estoques globais.
Apesar disso, o consumo mundial permanece em níveis historicamente elevados, enquanto o comércio internacional se mantém próximo de recordes, o que sustenta o equilíbrio entre oferta e demanda no médio prazo.
Nos Estados Unidos, os cortes foram ainda mais significativos, com redução da área cultivada, da produção e dos estoques finais. Há ainda expectativas de novas revisões para baixo na área destinada ao arroz longo fino, o que pode restringir a oferta exportável norte-americana.
Preços do arroz seguem em queda no Rio Grande do Sul
No mercado físico brasileiro, a média da saca de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira cotada a R$ 58,63, queda de 0,27% em relação à semana anterior.
Na comparação mensal, o recuo foi de 2,01%, enquanto no acumulado anual a desvalorização já chega a 10,55%, refletindo a pressão persistente sobre os preços internos.
Setor aguarda reação mais consistente do mercado
Apesar da melhora na paridade de exportação e dos sinais de ajuste na oferta global, o mercado de arroz ainda opera sem uma recuperação consistente nas cotações internas. A expectativa dos agentes é de que o câmbio e a dinâmica internacional possam contribuir para maior equilíbrio nas próximas semanas.
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Fonte: Portal do Agronegócio
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