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Biometano ganha destaque no 8º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano

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O 8º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano (FSBBB), que será realizado de 14 a 16 de abril em Foz do Iguaçu (PR), reunirá especialistas para discutir toda a cadeia do biometano — da produção à distribuição. O evento deste ano tem como tema “Biometano: bem feito, suficiente, bem distribuído”, e abordará os principais avanços, desafios e oportunidades do setor.

Programação destaca painéis, negócios e visitas técnicas

Entre os destaques estão painéis sobre produção, políticas públicas, mobilidade, investimentos, integração com o gás natural e perspectivas de mercado. De acordo com Airton Kunz, pesquisador da Embrapa Suínos e Aves e membro da comissão organizadora, o debate ganha força com a Lei do Combustível do Futuro (Lei nº 14.993/2024), que amplia a participação do biometano na matriz energética brasileira.

“O Brasil tem posição estratégica, especialmente pelo potencial de gerar biometano a partir de resíduos da produção animal, criando oportunidades de substituir o diesel em soluções logísticas dessas cadeias”, afirma Kunz.

Apesar do crescimento, o setor enfrenta desafios como garantia da qualidade, aumento da escala de produção e expansão da infraestrutura de distribuição. Atualmente, o biocombustível já é utilizado em frotas de caminhões e processos industriais, contribuindo para a descarbonização.

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A programação completa inclui:

  • Dia 13: reuniões técnicas, encontros e palestras pré-evento.
  • Dias 14 e 15: abertura oficial, espaço de negócios com mais de 70 empresas, apresentações de startups, premiação “Melhores do Biogás” e debates.
  • Dia 16: roteiros de visitas técnicas.

Entre os painéis confirmados estão: “O negócio dos Substratos e as Culturas Energéticas”, “Biogás na Prática” e “Oportunidades e Desafios Setoriais”, com participação de especialistas da Embrapa.

O FSBBB é organizado pelo Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás), Embrapa Suínos e Aves, Universidade de Caxias do Sul (UCS) e Sociedade Brasileira dos Especialistas em Resíduos das Produções Agropecuária e Agroindústria (SBERA). Mais informações: biogasebiometano.com.br.

Reunião técnica foca no transporte e logística do biometano

Como atividade pré-evento, será realizada no dia 13 de abril, das 14h às 16h, a Reunião Técnica “Transporte a Biometano no Agronegócio”, no Hotel Bourbon Cataratas Resort. O encontro discutirá:

  • Corredores rodoviários sustentáveis
  • Descarbonização da cadeia agroindustrial
  • Tecnologias de caminhões a gás e dual fuel

Serão apresentados casos práticos de unidades rurais que produzem biometano para abastecimento de frotas e transporte de proteína animal. A iniciativa é gratuita e voltada a produtores, profissionais de logística, transporte e gestão de frotas, organizada pelo IDR-PR, Fetranspar, Embrapa, SUPEN e CIBiogás.

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Trilha de atualização conecta laboratórios e especialistas

Também no dia 13, das 8h às 17h, será realizada a Trilha de Atualização para Laboratórios de Biogás e Biometano, no Itaipu Parquetec. O encontro reunirá pesquisadores, laboratórios e estudantes para troca de experiências sobre:

  • Avaliação de substratos e ensaios interlaboratoriais
  • Ferramentas microbiológicas para eficiência energética
  • Processos de acreditação de laboratórios
  • Otimização da digestão anaeróbia

As inscrições são gratuitas, limitadas a 50 participantes, com prazo até 10 de abril. A atividade é presencial e promovida pelo CIBiogás, Embrapa, Senai/SC, Inmetro e UCS, com apoio do NAPI Biogás.

Inscrições

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Greening, safra menor e queda no consumo pressionam o setor brasileiro

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A citricultura brasileira chega à safra 2026/27 pressionada por três problemas simultâneos: quase metade das laranjeiras do principal cinturão produtivo está contaminada pelo greening, a produção deve cair cerca de 10% e o consumo mundial de suco perdeu força depois de anos de preços elevados. Embora continue líder global, o Brasil precisa controlar a doença e ampliar mercados para evitar uma pressão maior sobre produtores e indústrias.

A primeira reestimativa do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) aponta uma produção de 263,15 milhões de caixas de 40,8 quilos em São Paulo e no Triângulo e Sudoeste de Minas Gerais. O volume equivale a aproximadamente 10,7 milhões de toneladas de laranja.

A projeção ficou 3,1% acima da estimativa inicial, divulgada em maio, mas ainda representa uma queda de cerca de 10% diante das 292,94 milhões de caixas colhidas na temporada 2025/26. A recuperação sobre a primeira previsão ocorreu principalmente porque os frutos ganharam peso com as chuvas.

Entre maio e agosto, o cinturão citrícola recebeu 210 milímetros de chuva, volume 51% superior à média histórica do período. O peso médio estimado passou de 160 para 166 gramas por fruto, reduzindo de 255 para 246 o número de laranjas necessário para completar uma caixa.

O efeito positivo da chuva, porém, não elimina os riscos. A colheita está mais lenta e os frutos permanecem por mais tempo nas árvores, expostos a pragas, doenças e queda prematura. Até meados de agosto, apenas 27% da produção prevista havia sido retirada dos pomares.

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A taxa média de queda dos frutos foi elevada de 23,7% para 24,1%. Nas variedades tardias, que ainda têm grande parte da produção no campo, a perda projetada chega a 27,3% para Valência e Folha Murcha e a 30,9% para a variedade Natal.

O greening permanece como o maior problema da atividade. O levantamento mais recente sobre a doença mostrou que 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola estavam contaminadas em 2025. A severidade média também aumentou, passando de 18,7% para 22,7% da copa das plantas.

Transmitido pelo psilídeo, um pequeno inseto, o greening não tem cura. A doença reduz a produtividade, provoca queda precoce e produz frutos menores, deformados e amargos. O controle exige monitoramento frequente, combate ao inseto transmissor e eliminação das plantas doentes, especialmente em regiões onde a incidência ainda é baixa.

Na safra 2025/26, o greening foi responsável pela perda estimada de 49,59 milhões de caixas. A doença respondeu sozinha por 13 pontos percentuais da taxa total de queda de 23,2% registrada naquele ciclo.

A pressão não está restrita aos pomares. Depois de quatro anos de resultados elevados, o mercado internacional entrou em uma fase de ajuste. As exportações brasileiras de suco de laranja somaram 746,9 mil toneladas na safra 2025/26, praticamente o mesmo volume da temporada anterior, mas a receita caiu aproximadamente 30%.

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Os preços elevados das safras anteriores levaram parte dos consumidores a substituir o suco de laranja por bebidas mais baratas. Problemas de qualidade provocados pelo clima e pelo greening também afetaram o mercado. Na Europa, principal destino histórico do produto brasileiro, o volume adquirido caiu 10,9%. No Japão, a retração chegou a 28,6%.

O aumento das chuvas nesta temporada favoreceu o tamanho das laranjas, mas poderá reduzir a concentração de sólidos solúveis, medida pelo índice brix. Para a indústria, isso significa que pode ser necessário processar mais caixas para obter a mesma quantidade de suco concentrado, reduzindo parte do ganho trazido pelo maior peso dos frutos.

A busca por novos compradores tornou-se, portanto, uma necessidade para equilibrar a cadeia. O produto brasileiro não enfrenta grandes restrições sanitárias, mas encontra tarifas elevadas em mercados com potencial de consumo, como Japão, Coreia do Sul e Índia. A redução dessas barreiras poderia ampliar os destinos e diminuir a dependência de poucos compradores.

Maior produtora mundial de laranja e líder na exportação de suco, a citricultura brasileira mantém escala, tecnologia e capacidade industrial. O desafio agora é impedir que o avanço do greening, a queda da produtividade e o enfraquecimento do consumo reduzam a rentabilidade de uma cadeia que depende de investimentos contínuos para renovar pomares e manter a produção.

Fonte: Pensar Agro

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