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MEC fortalece parceria educacional com a China

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O Ministério da Educação (MEC) recebeu, na quarta-feira, 15 de abril, uma delegação de alto nível da Universidade de Hubei, localizada em Wuhan, na China, com o objetivo de aprofundar a cooperação bilateral na educação superior. No encontro, a pasta reforçou o interesse em explorar novas possibilidades para a criação de parcerias entre a universidade chinesa e as universidades brasileiras, além dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia vinculados ao MEC.  

A reunião foi liderada pelo assessor especial para Assuntos Internacionais do MEC, Felipe Dutra de Carvalho Heimburger, e contou com representantes das secretarias de Educação Superior (Sesu) e de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do MEC, além da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).  

A delegação chinesa, comandada pela vice-reitora Zhang Donghui, apresentou a Universidade de Hubei, que possui um histórico de pesquisa sobre o Brasil, iniciado na década de 1960, tendo fundado em 1978 o primeiro instituto na China dedicado à história brasileira. Atualmente, abriga o Centro de Estudos do Brasil e o Centro de Estudos da América Latina.  

De acordo com a delegação, a Universidade de Hubei possui curso de graduação em português na região central do país desde 2016. A instituição teve atuação na criação do primeiro Instituto Confúcio do Brasil, em 2008, que hoje é um dos maiores do país. A universidade também é a instituição chinesa que mais recebeu alunos brasileiros nos últimos três anos, oferecendo diversas bolsas de estudo e programas acadêmicos.  

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Cooperação Educacional Brasil-China – A cooperação entre Brasil e China na área educacional tem se fortalecido nos últimos anos, incluindo a assinatura de Memorandos de Entendimento entre os respectivos ministérios da Educação, visitas de alto nível entre as partes e a aproximação entre universidades e institutos dos dois países.  

Em fevereiro de 2026, a Capes lançou o Programa Brasil-China de Líderes em Inovação Científica e Tecnológica, que selecionará até 160 pós-graduandos (mestrandos e doutorandos) e 24 docentes brasileiros para participar de ações de capacitação e projetos de inovação na Universidade de Beihang, em Hangzhou, por um período de quatro semanas. A iniciativa ocorre no âmbito do Ano Cultural Brasil-China, celebrado em 2026, que busca promover ações de intercâmbio para possibilitar a aproximação das duas sociedades.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Assessoria de Assuntos Internacionais (AI/GM) 

Fonte: Ministério da Educação

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Estudo sugere que Bets prejudicam 2 milhões de estudantes

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O dinheiro destinado a apostas online pode fazer falta em outras áreas da vida. Na educação, levantamentos recentes mostram que os gastos com bets já aparecem relacionados a decisões de ingresso e permanência no ensino superior privado. As estimativas indicam que cerca de 2 milhões de brasileiros podem ter a trajetória acadêmica afetada pelo comprometimento da renda com apostas.

O número reúne dois grupos identificados em pesquisa da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), em parceria com a Educa Insights. Entre os potenciais ingressantes, 986 mil poderiam deixar de efetivar a matrícula em 2026, devido aos gastos em apostas. Entre estudantes que já estão na graduação, 14% dos entrevistados disseram ter atrasado mensalidades ou trancado o curso pelo mesmo motivo.

Considerando que a rede privada possui mais de 8 milhões de matrículas, a aplicação desse percentual representa uma ordem de grandeza superior a 1,1 milhão de estudantes. Somados os dois grupos, chega-se a cerca de 2 milhões de pessoas potencialmente afetadas. Outro levantamento, realizado pelo Instituto Semesp, identificou que 19,1% das instituições privadas pesquisadas afirmaram já ter observado relação entre apostas online e inadimplência de estudantes.

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Os dados não significam que as apostas sejam a única causa de dificuldades financeiras ou de interrupção dos estudos. Questões como renda familiar, emprego e outras despesas também interferem na capacidade de um estudante iniciar ou continuar uma graduação. As pesquisas apontam, especificamente, que os gastos com bets podem se somar a esses fatores e comprometer o orçamento destinado à educação.

Quando o comprometimento da renda chega à graduação – As apostas on-line podem se tornar uma barreira adicional ao acesso e à permanência no ensino superior, influenciando em comprovações de avaliação socioeconômica, inclusive entre estudantes que dependem de políticas de acesso e financiamento, como o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

O impacto pode aparecer antes mesmo do início das aulas. Para quem pretende ingressar em uma instituição privada, o comprometimento da renda pode pesar na decisão de efetivar a matrícula. Para quem já está estudando, pode significar dificuldades para manter em dia a mensalidade ou outras despesas relacionadas à formação.

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Mesmo com o apoio de uma bolsa ou de um financiamento, o estudante continua com outras despesas ao longo da graduação. Quando parte da renda é destinada às apostas online, é possível que haja menos recursos disponíveis para os custos relacionados aos estudos. O comprometimento da renda também pode trazer dificuldades para estudantes que precisam comprovar sua situação financeira para acessar ou manter benefícios educacionais, conforme as regras de cada programa.

Assessoria de Comunicação Social do MEC

Fonte: Ministério da Educação

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