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Mato Grosso do Sul expande produção de etanol de milho e atrai novos investimentos industriais
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Produção de etanol de milho cresce quase 34% em MS
O Mato Grosso do Sul reforçou sua posição estratégica no setor de bioenergia ao registrar crescimento expressivo na produção de etanol de milho. Na safra 2025/2026, o estado produziu 2,128 bilhões de litros, volume que representa 20,92% da produção nacional, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
O desempenho mantém o estado como segundo maior produtor do país, atrás apenas de Mato Grosso, e confirma a consolidação da região Centro-Sul como principal polo de expansão do biocombustível.
Em relação à safra anterior, houve crescimento de 33,9%, impulsionado principalmente pela ampliação da capacidade industrial e pela maior integração com a produção agrícola.
Etanol hidratado lidera produção no estado
Do total produzido em Mato Grosso do Sul:
- 73,11% correspondem ao etanol hidratado, utilizado diretamente como combustível
- 26,89% são de etanol anidro, destinado à mistura com a gasolina
O milho já responde por 43,21% de todo o biocombustível produzido no estado, considerando também a produção a partir da cana-de-açúcar, o que evidencia a crescente relevância do grão na matriz energética local.
Nova usina em Jaraguari impulsiona expansão industrial
O avanço do setor ganha novo impulso com a instalação de uma usina no município de Jaraguari. O projeto da Usina de Etanol de Amido Pioneiras recebeu Licença de Instalação recentemente e prevê investimento de R$ 300 milhões.
A unidade terá capacidade para processar 500 toneladas diárias de milho ou sorgo, com produção estimada de até 200 mil metros cúbicos de etanol por ano.
A nova planta se soma às usinas já em operação em Sidrolândia, Dourados e Maracaju, ampliando a base industrial do estado.
Investimentos fortalecem economia e atraem novos negócios
Além de aumentar a produção, o empreendimento deve gerar empregos, fortalecer a infraestrutura local e atrair novos investimentos para a região.
A instalação da usina também está associada a melhorias logísticas e organização industrial, incluindo projetos de pavimentação e acesso, que contribuem para a eficiência da cadeia produtiva.
Autoridades estaduais destacam que a agilidade no licenciamento ambiental e o ambiente favorável aos negócios têm sido fatores decisivos para atrair novos projetos ao estado.
Integração entre agro e energia sustenta avanço
A expansão do etanol de milho ocorre paralelamente à diversificação do uso da terra em Mato Grosso do Sul:
- A soja ocupa mais de 4,6 milhões de hectares
- Áreas de eucalipto somam cerca de 1,9 milhão de hectares
- As pastagens representam aproximadamente 46% do território
Esse cenário indica forte potencial de intensificação produtiva e reforça um modelo baseado na integração entre agricultura, indústria e energia.
Mato Grosso do Sul se consolida como polo de bioenergia
Com escala agrícola, infraestrutura em expansão e políticas de incentivo, Mato Grosso do Sul avança na estratégia de agregar valor à produção de grãos e ampliar sua competitividade no mercado de energias renováveis.
O crescimento do etanol de milho consolida o estado como um dos principais protagonistas da bioenergia no Brasil, com perspectivas positivas para novos investimentos e expansão da produção nos próximos anos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro
A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.
O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.
Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.
Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.
Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.
O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.
Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.
O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.
Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.
Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência
Fonte: Pensar Agro
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