AGRONEGOCIOS
Ataques de javaporcos na safrinha do milho aumentam risco de perdas de até 40% nas lavouras brasileiras
AGRONEGOCIOS
Com o avanço da safrinha de milho no Brasil, produtores rurais têm enfrentado um desafio crescente nas lavouras: o aumento dos ataques de javaporcos, que representam risco significativo à produtividade e à rentabilidade das propriedades.
Segundo estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento, a segunda safra de milho deve atingir 109,3 milhões de toneladas, reforçando sua importância estratégica no abastecimento interno e nas exportações. No entanto, o cenário também exige atenção redobrada com perdas causadas por animais silvestres.
Milho é alvo preferencial de javaporcos durante fase produtiva
O milho se torna altamente atrativo para os javaporcos especialmente na fase de enchimento de grãos, quando as espigas estão formadas. Nessa etapa, os animais derrubam plantas e consomem diretamente a produção, causando danos expressivos às lavouras.
De acordo com o analista de mercado agro da Belgo Arames, Danilo Moreira, a presença desses animais já impacta diretamente a produtividade em diversas regiões do país.
Perdas podem chegar a 40% na produção de milho
Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária indicam que os javaporcos podem provocar perdas de até 40% nas áreas cultivadas, afetando diretamente o resultado econômico da atividade agrícola.
Além do impacto produtivo, a espécie também representa risco à segurança rural, já que possui comportamento agressivo e pode atacar pessoas quando se sente ameaçada.
Cercamento é principal estratégia de proteção das lavouras
Entre as principais medidas de prevenção, o cercamento das áreas produtivas é apontado como a solução mais eficiente para evitar a entrada dos animais.
Soluções específicas têm sido desenvolvidas para enfrentar esse desafio no campo. A Belgo Arames, referência no mercado de arames no Brasil, desenvolveu a cerca Belgo Javaporco®, uma tela com 11 fios horizontais projetada para resistir ao impacto de animais de médio e grande porte.
Tecnologia e prevenção reduzem riscos na safrinha
Segundo especialistas, o uso de barreiras físicas adequadas reduz significativamente o risco de invasão e protege o investimento do produtor rural ao longo do ciclo produtivo.
O analista destaca que soluções desenvolvidas especificamente para esse tipo de problema aumentam a eficiência da proteção no campo e contribuem para a estabilidade da produção.
Safrinha de milho exige atenção redobrada no manejo
Com a safrinha em pleno desenvolvimento e projeção de safra recorde, o controle de fauna silvestre se torna parte essencial da gestão agrícola.
A combinação entre tecnologia, prevenção e monitoramento constante é apontada como fundamental para preservar a produtividade e evitar prejuízos que podem comprometer a rentabilidade do setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGOCIOS
Ruptura em supermercados recua para 11,7% em março, mas itens essenciais seguem pressionando abastecimento no Brasil
O Índice de Ruptura da Neogrid, que mede a falta de produtos nas prateleiras dos supermercados brasileiros, recuou para 11,7% em março de 2026. O resultado representa queda de 1,5 ponto percentual em relação a fevereiro (13,2%), indicando uma leve recuperação no abastecimento do varejo alimentar.
Apesar do avanço, categorias essenciais da cesta básica continuam pressionando o indicador, com destaque para leite, arroz, feijão e azeite, que ainda apresentam níveis elevados de indisponibilidade.
Varejo melhora abastecimento, mas consumo segue irregular
Segundo análise da Neogrid, o movimento de redução na ruptura reflete uma recomposição gradual dos estoques por parte dos supermercados, que vêm se preparando para uma possível retomada do consumo após um início de ano mais fraco.
No entanto, o cenário ainda exige cautela. A demanda irregular e o ambiente econômico instável mantêm o setor em alerta, já que a ruptura impacta diretamente as vendas e a experiência do consumidor.
Categorias essenciais seguem pressionadas
Entre os produtos monitorados, alguns itens apresentaram aumento na indisponibilidade em março, reforçando a pressão sobre o abastecimento de alimentos básicos:
- Leite: 13,9% → 19,1% (+5,2 p.p.)
- Azeite: 13,6% → 14,1% (+0,5 p.p.)
- Arroz: 11,5% → 11,7% (+0,2 p.p.)
- Feijão: 10% → 10,8% (+0,8 p.p.)
Já algumas categorias apresentaram melhora:
- Ovos: 27,2% → 27% (-0,2 p.p.)
- Açúcar: 10,2% → 8,4% (-1,8 p.p.)
- Café: 8% → 7,5% (-0,5 p.p.)
Ovos seguem como principal ponto crítico do abastecimento
Mesmo com leve recuo em março, os ovos continuam sendo a categoria com maior nível de ruptura no país, com índice de 27%.
A trajetória recente mostra forte volatilidade: o indicador havia caído para 22% em janeiro, mas voltou a subir em fevereiro e se manteve em patamar elevado em março.
Nos preços, a categoria também registrou alta na maior parte das embalagens, com exceção da meia dúzia de ovos. A caixa com 12 unidades subiu de R$ 11,63 para R$ 12,07, enquanto a de 20 unidades passou de R$ 16,00 para R$ 17,32.
Leite UHT tem maior avanço na ruptura
O leite UHT foi o destaque negativo do período, com a ruptura saltando de 13,9% em fevereiro para 19,1% em março — o maior avanço entre todas as categorias analisadas.
O movimento indica deterioração contínua ao longo do trimestre, já que em janeiro o índice era de 8,8%.
No mercado, os preços também avançaram. O leite integral e o semidesnatado subiram, enquanto apenas o desnatado apresentou recuo.
Arroz e feijão seguem trajetória de alta na ruptura
Itens fundamentais da cesta básica, arroz e feijão continuam com tendência de aumento na indisponibilidade.
O arroz passou de 6,8% no fim de 2025 para 11,7% em março de 2026, enquanto o feijão avançou de 8,2% em janeiro para 10,8% no último levantamento.
Apesar disso, os preços dos produtos apresentaram comportamento de queda ou estabilidade, indicando pressão simultânea entre oferta e consumo.
Açúcar e café apresentam alívio no abastecimento
Duas categorias importantes apresentaram melhora no índice de ruptura:
- Açúcar: queda de 10,2% para 8,4%
- Café: redução de 8% para 7,5%
Ambos os produtos também registraram recuo nos preços, indicando recomposição de oferta no varejo.
Cenário ainda exige atenção da cadeia de alimentos
Apesar da melhora geral no índice de ruptura, o levantamento da Neogrid aponta que o abastecimento de itens essenciais ainda enfrenta instabilidade no Brasil.
A combinação de demanda irregular, custos logísticos e variações de produção mantém parte da cesta básica sob pressão, especialmente em proteínas e grãos estratégicos para o consumo doméstico.
O setor supermercadista segue monitorando o comportamento do consumo e a reposição de estoques, buscando equilíbrio entre disponibilidade de produtos e eficiência operacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
AGRONEGOCIOS3 anos atrás
Agrônomo mineiro recebe a Comenda do Mérito Agronômico, a mais alta distinção da categoria
-
MATO GROSSO3 anos atrás
Mar… ia
-
MATO GROSSO3 anos atrás
A solidão humana
-
Gourmet3 anos atrás
Molho Bolonhesa
-
Gourmet2 anos atrás
Brigadeiro
-
Gourmet2 anos atrás
Picolé detox
-
Gourmet2 anos atrás
Molho rosé
-
Gourmet2 anos atrás
Salpicão

