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Mistura de terbutilazina + mesotriona alcança até 95% de controle de plantas daninhas no milho, aponta Estação Dashen
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Ensaios conduzidos pela Estação Dashen, no Norte do Paraná, validaram a eficácia da primeira mistura pronta de terbutilazina + mesotriona no controle de plantas daninhas na cultura do milho. Segundo os pesquisadores, a solução apresentou alto desempenho em aplicações pós-emergentes e também efeito residual no solo, com índices de controle que chegaram a 95% quando aplicada no momento correto.
A tecnologia, recentemente lançada no mercado brasileiro pela Sipcam Nichino sob a marca comercial Click® Pro, vem sendo estudada pela estação experimental há dois anos.
Nova tecnologia amplia alternativas no manejo de plantas daninhas
De acordo com o doutor em agronomia e especialista em plantas daninhas Jethro Barros Osipe, responsável pelos estudos na Estação Dashen ao lado de Robinson Osipe e Petrus B. Osipe, a terbutilazina representa uma evolução importante no manejo do milho.
A molécula é considerada uma alternativa à atrazina, que pode sofrer restrições regulatórias no Brasil. Além disso, apresenta boa performance no controle de espécies como soja voluntária e outras invasoras relevantes no sistema produtivo.
Efeito residual no solo melhora manejo na safra seguinte
Os resultados dos ensaios indicam que a combinação terbutilazina + mesotriona oferece não apenas controle em pós-emergência, mas também ação residual no solo ao longo do ciclo da cultura.
Esse efeito reduz a infestação de plantas daninhas e facilita o manejo da área para as culturas subsequentes, contribuindo para maior eficiência operacional no sistema produtivo.
Alta eficiência no controle de invasoras no milho
Nas avaliações realizadas na última safra, a mistura foi aplicada em estádios iniciais do milho em áreas com presença de espécies como capim-pé-de-galinha, capim-carrapicho e caruru.
Segundo os pesquisadores, a solução apresentou desempenho consistente tanto em folhas largas quanto em gramíneas, com destaque para o controle de:
- capim-pé-de-galinha
- capim-amargoso
- caruru
- trapoeraba
- leiteiro
- picão-preto
A tecnologia também demonstrou eficácia sobre plantas daninhas resistentes ao glifosato, ampliando as opções de manejo no campo.
Controle integrado e aplicação em sistemas de consórcio
Outro destaque apontado pelos pesquisadores é a possibilidade de uso da mistura em áreas com Brachiaria em sistemas de consórcio com milho, o que reforça sua versatilidade dentro de diferentes estratégias de produção.
Manejo correto é determinante para eficiência
Os resultados indicam que, quando aplicada no momento adequado — especialmente no início do desenvolvimento da cultura — a mistura pode alcançar até 95% de controle das plantas daninhas.
Para os pesquisadores, a adoção de novas tecnologias químicas com ação complementar e residual tende a fortalecer o manejo integrado e reduzir perdas na produtividade do milho, especialmente na segunda safra.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Suinocultura em Mato Grosso do Sul cresce 50% e ultrapassa 130 mil empregos com avanço da industrialização do agro
A suinocultura de Mato Grosso do Sul vive um ciclo de forte expansão e consolidação como uma das cadeias produtivas mais estratégicas do agronegócio brasileiro. Nos últimos três anos, o setor registrou crescimento próximo de 50%, impulsionando geração de empregos, industrialização e atração de investimentos.
De acordo com dados da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) e da Asumas, a cadeia já soma cerca de 32 mil empregos diretos. Considerando os efeitos indiretos ao longo da cadeia produtiva — como produção de grãos, logística e indústria de alimentos — o impacto total ultrapassa 100 mil a 130 mil postos de trabalho no estado.
Cadeia produtiva amplia impacto econômico no estado
O crescimento da suinocultura em Mato Grosso do Sul está diretamente ligado à integração com a produção de milho e soja, insumos fundamentais para a ração animal, além da expansão da indústria frigorífica e da logística de exportação.
Esse efeito multiplicador tem fortalecido não apenas o campo, mas também centros urbanos, com aumento da demanda por serviços especializados e mão de obra qualificada.
Investimentos e política de Estado impulsionam setor
Nos últimos anos, o setor recebeu forte apoio institucional, com quase R$ 2 bilhões em financiamentos via Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) e mais de R$ 300 milhões em incentivos fiscais destinados à modernização de granjas e frigoríficos.
Esse ambiente de investimento tem permitido a modernização da cadeia produtiva, aumento da eficiência sanitária e abertura de novos mercados internacionais.
Segundo o presidente da Asumas, Renato Spera, o diferencial do estado está na combinação entre segurança jurídica, suporte governamental e status sanitário avançado.
“Esse conjunto de fatores permitiu ao estado acessar mercados exigentes como Singapura e Emirados Árabes, ampliando a competitividade da carne suína sul-mato-grossense”, destacou.
Industrialização do agro como estratégia de crescimento
O governador Eduardo Riedel reforçou que a suinocultura é um dos principais exemplos da estratégia de “industrializar o agro” no estado, agregando valor à produção primária e ampliando a geração de renda local.
Segundo ele, o crescimento consistente de cerca de 50% em três anos reflete a profissionalização da cadeia e sua capacidade de sustentar empregos e investimentos de longo prazo.
Rota Bioceânica deve impulsionar nova fase de expansão
Com a consolidação da Rota Bioceânica, que conecta o Brasil ao Oceano Pacífico via países da América do Sul, o setor projeta uma nova fase de expansão.
A expectativa é de redução nos custos logísticos e maior competitividade nas exportações para mercados asiáticos, o que deve estimular a instalação de novas plantas industriais e ampliar a demanda por mão de obra técnica.
Suinocultura avança na agenda de sustentabilidade
Outro vetor de crescimento está ligado à agenda ambiental. A suinocultura do estado tem liderado iniciativas de descarbonização, com investimentos em biodigestores que transformam dejetos em energia limpa.
Essas tecnologias vêm criando um novo nicho de empregos especializados em engenharia ambiental, gestão de resíduos e energia renovável, alinhando produção agropecuária e sustentabilidade.
Perspectiva
Combinando expansão produtiva, abertura de mercados e inovação ambiental, a suinocultura de Mato Grosso do Sul se consolida como um dos pilares do desenvolvimento econômico regional, com potencial de continuidade do crescimento e ampliação da geração de empregos nos próximos anos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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