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Café recua no Brasil com pressão externa, câmbio e avanço da safra; mercado segue volátil em meio à colheita 2026
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O mercado de café no Brasil iniciou um período de maior pressão sobre os preços, com o avanço da colheita, queda nas bolsas internacionais e variações no câmbio influenciando diretamente a formação das cotações no físico. A combinação desses fatores levou a um cenário de negócios mais cautelosos, tanto para compradores quanto para vendedores.
Na quarta-feira (6), o mercado doméstico registrou preços de estáveis a mais baixos, refletindo principalmente a queda do café arábica na Bolsa de Nova York e a menor liquidez nas negociações internas. Segundo análise da Safras & Mercado, o ritmo de comercialização desacelerou, com compradores atuando apenas de forma pontual e produtores mais retraídos, aguardando maior definição de preços com o avanço da safra.
Preços recuam no físico e mercado opera com baixa liquidez
A pressão externa e a cautela no mercado interno resultaram em ajustes negativos nas principais praças produtoras do país.
No Sul de Minas Gerais, o café arábica bebida boa com 15% de catação recuou para R$ 1.790,00 a R$ 1.795,00 por saca, ante R$ 1.820,00 a R$ 1.825,00 anteriormente.
No Cerrado Mineiro, o arábica bebida dura com 15% de catação foi negociado entre R$ 1.810,00 e R$ 1.815,00 por saca, abaixo dos R$ 1.840,00 a R$ 1.845,00 registrados no dia anterior.
Na Zona da Mata mineira, o café arábica tipo “rio” com 20% de catação caiu para R$ 1.200,00 a R$ 1.205,00 por saca.
O café conilon tipo 7 em Vitória (ES) permaneceu estável em R$ 890,00 a R$ 895,00 por saca, enquanto o tipo 7/8 ficou entre R$ 880,00 e R$ 885,00.
Estoques em Nova York recuam e bolsas internacionais seguem voláteis
Os estoques certificados de café nos armazéns credenciados da ICE Futures em Nova York totalizaram 492.408 sacas de 60 kg em 06 de maio de 2026, com queda de 5.518 sacas em relação ao dia anterior, segundo dados da própria bolsa.
Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), o contrato julho/2026 fechou quarta-feira a 283,85 centavos de dólar por libra-peso, com queda de 5,90 centavos (-2%). Já nesta quinta-feira, o mercado operava praticamente estável, com leve recuo de 0,03%, cotado a 283,75 centavos/lbp.
O dólar comercial também contribuiu para o cenário mais fraco no Brasil, com queda de 0,15%, cotado a R$ 4,9119, enquanto o Dollar Index recuava 0,16%, a 97,863 pontos.
No cenário global, as bolsas da Ásia fecharam em alta, enquanto a Europa operava mista e o petróleo registrava queda, adicionando volatilidade aos mercados de commodities.
Café abre quinta-feira com mercado misto e foco na safra brasileira
Na manhã desta quinta-feira (7), o mercado internacional de café operava de forma divergente, com o robusta em alta na Bolsa de Londres e o arábica em queda em Nova York, refletindo ajustes de posição diante do avanço da colheita no Brasil.
Por volta das 8h30 (horário de Brasília), o robusta apresentava ganhos moderados na ICE Futures Europe, com o contrato maio/26 subindo para US$ 3.638 por tonelada. Já o arábica operava em queda na ICE Futures US, com o contrato maio/26 recuando para 297,60 cents/lbp.
Segundo o analista Marcelo Fraga Moreira, da Archer Consulting, o mercado segue sustentado por estoques globais ainda ajustados, mas começa a incorporar a expectativa de maior oferta vinda do Brasil nos próximos meses, com o avanço da safra 2026.
Colheita brasileira pressiona mercado e produtores adotam cautela
No Brasil, o início da colheita intensifica a cautela no mercado físico. O avanço da safra de conilon no Espírito Santo e em Rondônia aumenta a expectativa de maior disponibilidade no curto prazo, enquanto o arábica ainda reflete incertezas sobre o potencial produtivo após impactos climáticos recentes.
A Safras & Mercado destaca que produtores seguem mais retraídos, enquanto compradores tentam aproveitar o aumento da oferta para pressionar preços.
Além disso, o mercado acompanha a evolução dos embarques brasileiros. Dados da Secretaria de Comércio Exterior indicam desaceleração no volume exportado em relação ao ano anterior, embora as receitas permaneçam elevadas devido aos preços ainda historicamente firmes.
Câmbio e oferta global mantêm mercado em equilíbrio instável
O comportamento do dólar segue como fator decisivo para o mercado brasileiro. Uma moeda mais fraca reduz a competitividade das exportações e limita movimentos de alta no mercado interno.
Apesar da pressão sazonal da colheita, analistas reforçam que o mercado global ainda opera com oferta relativamente ajustada, especialmente para cafés de melhor qualidade, o que ajuda a evitar quedas mais acentuadas nas cotações internacionais.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Produtores contribuem para aperfeiçoamento da plataforma AgroBrasil+Sustentável
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em parceria com a Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ), realizou, nessa quarta-feira (6), em Brasília (DF), uma oficina de feedback e usabilidade da plataforma AgroBrasil+Sustentável.
Representantes das cadeias da soja, carne, madeira, café e cacau testaram a plataforma em ambiente de demonstração, com apoio técnico das equipes do Mapa e do Serpro. Os participantes acessaram funcionalidades como login via Gov.br, cadastro da propriedade e emissão de relatórios, além de registrarem percepções sobre a clareza das informações, a facilidade de uso e a utilidade prática da ferramenta.
O encontro contou com contribuições de produtores rurais de diferentes cadeias produtivas para aprimorar a plataforma, especialmente em aspectos relacionados à linguagem, à navegação, à qualificação da propriedade e à geração de relatórios de conformidade socioambiental.
A iniciativa ocorre em um contexto de crescente demanda por comprovação de boas práticas, rastreabilidade e origem livre de desmatamento, especialmente diante de regulamentações internacionais, como o Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR).
Para a produtora de cacau do Pará, Verônica Preuss, participar da oficina foi uma oportunidade de contribuir para uma ferramenta capaz de dar mais visibilidade à produção rural. “Quanto mais informação a gente tiver, mais rastreável você é e mais possibilidade de comércio e de produção”, afirmou.
As contribuições coletadas serão sistematizadas e poderão subsidiar novos ciclos de aprimoramento da plataforma, com o objetivo de torná-la mais acessível, útil e alinhada às necessidades dos produtores rurais brasileiros.
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