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Câmara aprova política de minerais críticos e coloca fertilizantes como estratégicos para o agro brasileiro

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A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (6) a criação da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), medida considerada estratégica para o agronegócio brasileiro ao equiparar fertilizantes aos minerais críticos e essenciais para a soberania nacional e a segurança alimentar.

A proposta representa um avanço importante para a cadeia produtiva agrícola ao abrir espaço para incentivos fiscais, linhas de crédito e investimentos destinados à ampliação da produção nacional de fertilizantes fosfatados, potássicos e nitrogenados — insumos fundamentais para a produtividade das lavouras brasileiras.

Fertilizantes entram no planejamento estratégico nacional

O texto aprovado incorpora o Plano Nacional de Fertilizantes (PNF) às diretrizes da nova política mineral brasileira, consolidando os fertilizantes como produtos estratégicos para o país.

Na prática, projetos ligados à mineração, beneficiamento e industrialização desses insumos poderão acessar mecanismos de financiamento incentivado, benefícios tributários e apoio regulatório, desde que sejam habilitados pelo futuro Conselho Especial de Minerais Críticos e Estratégicos.

O relator da proposta e vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, Arnaldo Jardim, destacou a importância da integração entre política mineral, produção agrícola e segurança alimentar.

Segundo o parlamentar, a proposta harmoniza instrumentos legislativos e políticas públicas voltadas ao fortalecimento da produção nacional de insumos estratégicos.

Dependência externa preocupa o agro brasileiro

A medida ganha relevância em meio à forte dependência brasileira da importação de fertilizantes. Dados recentes da Confederação Nacional da Indústria apontam que mais de 80% dos fertilizantes utilizados pela agricultura brasileira vêm do exterior.

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O cenário é ainda mais crítico em alguns segmentos:

  • fertilizantes potássicos: 97,8% importados;
  • nitrogenados: 89%;
  • fosfatados: 66,4%.

Nos últimos meses, a preocupação aumentou principalmente com os nitrogenados, produzidos a partir do gás natural e diretamente impactados pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio. A ureia, um dos principais fertilizantes nitrogenados, registrou alta superior a 30% após a escalada dos conflitos na região.

Programa prevê incentivos fiscais para produção nacional

O projeto também cria o Programa Federal de Beneficiamento e Transformação de Minerais Críticos e Estratégicos (PFMCE), mecanismo que permitirá a concessão de créditos fiscais da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para empresas do setor.

Os benefícios poderão ser destinados a companhias que atuem na:

  • produção de fertilizantes;
  • mineração de matérias-primas;
  • beneficiamento mineral;
  • industrialização de insumos agrícolas estratégicos.

Entre os requisitos previstos para acesso aos incentivos estão:

  • utilização mínima de bens e serviços nacionais;
  • fornecimento de parte da produção ao mercado interno;
  • comprovação de investimentos em máquinas, equipamentos e operações.

O deputado Zé Silva, um dos autores da proposta e integrante da FPA, afirmou que o programa garantirá prioridade aos fertilizantes dentro da política de incentivos.

Segundo ele, o projeto prevê cerca de R$ 1 bilhão por ano em incentivos durante cinco anos para projetos ligados ao setor.

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Debêntures incentivadas devem ampliar investimentos no setor

Outro ponto importante do texto aprovado é a autorização para emissão de debêntures incentivadas destinadas ao financiamento de projetos de mineração e produção de fertilizantes.

As debêntures incentivadas oferecem isenção de Imposto de Renda para investidores pessoa física, tornando o instrumento mais atrativo no mercado financeiro e facilitando a captação de recursos para expansão da capacidade produtiva nacional.

Poderão acessar esse mecanismo empresas ligadas à:

  • mineração de matérias-primas;
  • produção de fertilizantes;
  • beneficiamento mineral;
  • pesquisa e prospecção geológica.
Parlamentares destacam segurança alimentar e autonomia produtiva

Integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária defenderam a proposta como medida estratégica para garantir segurança alimentar, estabilidade produtiva e menor vulnerabilidade geopolítica do agronegócio brasileiro.

O deputado Sérgio Souza afirmou que a alta recente dos fertilizantes nitrogenados mostrou o quanto o Brasil ainda depende de fatores externos para manter sua produção agrícola.

Já o deputado Joaquim Passarinho destacou que o país precisa avançar em autonomia produtiva diante das transformações globais e da transição energética.

O deputado Danilo Forte ressaltou que o Brasil reúne condições para ampliar simultaneamente a produção mineral e o protagonismo mundial na produção de alimentos.

Para o deputado José Rocha, a aprovação da medida representa um passo importante para reduzir a dependência das importações e fortalecer a segurança do abastecimento agrícola nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja oscila em Chicago e Brasil mantém preços sustentados pelo câmbio em meio à volatilidade global

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Mercado da soja combina pressão externa e suporte do câmbio no Brasil

O mercado brasileiro de soja operou em ambiente de cautela nesta quarta-feira, refletindo a volatilidade da Bolsa de Chicago e a sustentação parcial vinda do câmbio, com o dólar permanecendo acima de R$ 5,20.

Segundo análises da Safras & Mercado, o cenário foi de negócios pontuais, prêmios firmes e produtores mantendo ritmo mais controlado de vendas, à espera de definição mais clara do mercado internacional.

“O produtor está segurando e cadenciando as ofertas”, afirmou o analista Rafael Silveira.

Chicago tenta recuperação, mas fundamentos seguem pressionados

A Bolsa de Mercadorias de Chicago, operada pela Chicago Board of Trade, registrou leve alta nos contratos mais curtos da soja, com a posição novembro/26 avançando cerca de 0,24%, cotada em torno de 11,37 3/4 centavos de dólar por bushel.

O movimento indica tentativa de recuperação técnica, sustentada por expectativas de demanda chinesa, mas ainda limitada por fatores fundamentais como:

  • Previsão de chuvas no Meio-Oeste dos EUA
  • Melhora das condições climáticas durante a floração
  • Pressão do complexo soja (óleo e farelo)
  • Oferta global elevada

Enquanto o óleo de soja recuou, o farelo apresentou leve alta, reforçando o quadro de instabilidade entre derivados.

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Brasil: preços regionais variam com logística e câmbio como principais suportes

No mercado físico brasileiro, os preços da soja seguiram majoritariamente estáveis, com variações pontuais entre praças produtoras.

  • Passo Fundo (RS): R$ 128,00/saca
  • Santa Rosa (RS): R$ 129,00/saca
  • Cascavel (PR): R$ 124,00/saca
  • Rondonópolis (MT): R$ 114,00/saca
  • Dourados (MS): R$ 116,50/saca
  • Rio Verde (GO): R$ 117,00/saca
  • Paranaguá (PR): R$ 135,00/saca
  • Rio Grande (RS): R$ 135,00/saca

De acordo com a TF Agroeconômica, o câmbio segue como principal fator de sustentação das cotações internas, enquanto fretes elevados, gargalos de armazenagem e custos logísticos limitam movimentos mais consistentes de alta.

Clima nos EUA e oferta sul-americana aumentam pressão sobre cotações

A perspectiva de chuvas no Meio-Oeste dos Estados Unidos reforça o cenário de oferta confortável, especialmente em um momento decisivo do desenvolvimento da safra.

Na América do Sul, a Argentina registrou forte avanço no esmagamento de soja, com crescimento superior a 20% em maio frente a abril, alcançando 4,18 milhões de toneladas, o maior volume desde o recorde de 2021. O aumento amplia a oferta de farelo e óleo no mercado internacional e adiciona pressão ao complexo soja.

Panorama regional no Brasil: custos e produção seguem no foco do mercado
  • Rio Grande do Sul: colheita encerrada com produção estimada em 19 milhões de toneladas, abaixo do potencial inicial
  • Santa Catarina: alta nos custos de transporte reduz margens
  • Paraná: soja mantém liderança no Valor Bruto da Produção estadual
  • Mato Grosso do Sul: mercado estável, mas com restrições de armazenagem
  • Mato Grosso: preços oscilantes e avanço da colheita do milho safrinha acima de 20%
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O aumento da pressão no crédito rural e revisões nas projeções de produção para ciclos futuros reforçam o ambiente de cautela entre produtores e tradings.

Perspectiva

Para os próximos dias, o mercado da soja tende a seguir altamente dependente da evolução do clima no cinturão agrícola dos Estados Unidos e das sinalizações de demanda da China. Em Chicago, o viés permanece técnico, com espaço para recuperação limitada caso não surjam novos fundamentos altistas.

No Brasil, o câmbio continuará sendo o principal fator de sustentação dos preços, enquanto a liquidez deve seguir reduzida diante da postura defensiva dos produtores. A tendência é de um mercado lateralizado, com oscilações regionais influenciadas principalmente por logística, custos internos e paridade de exportação.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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