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Polos irrigados concentram maior renda, produtividade e desenvolvimento

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A expansão da agricultura irrigada pode se tornar um dos principais vetores de crescimento do agronegócio brasileiro nas próximas décadas, especialmente em um cenário de maior pressão climática e busca por estabilidade produtiva. É o que aponta um estudo desenvolvido pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), em parceria com pesquisadores do Grupo de Políticas Públicas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP).

O levantamento analisou polos agrícolas irrigados em estados como Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso e Rio Grande do Sul e identificou diferenças relevantes em renda, produtividade e indicadores sociais quando comparados a municípios rurais sem forte presença de irrigação.

Na prática, o estudo mostra que regiões irrigadas apresentam economia mais dinâmica, menor vulnerabilidade social e maior geração de riqueza dentro da porteira.

Na Bahia, por exemplo, a renda média nos polos irrigados é 68,6% superior à observada em outros municípios rurais. Em Minas Gerais, a diferença chega a 42,85%. No Rio Grande do Sul, o ganho é de 11,96%, enquanto em Mato Grosso a renda média supera em 8,13% a registrada em regiões não irrigadas.

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Os impactos também aparecem nos indicadores sociais. Em Mato Grosso, o percentual de beneficiários de programas de transferência de renda é cerca de 50% menor em municípios com agricultura irrigada, indicando maior capacidade de geração de emprego e renda local.

Outro dado que chama atenção está no Produto Interno Bruto (PIB) per capita. Segundo o estudo, polos irrigados podem apresentar indicadores até 256% superiores aos demais municípios rurais. Em Mato Grosso, o PIB per capita dessas regiões supera R$ 182 mil por habitante.

A irrigação também aparece como ferramenta de redução de risco climático. Em um ambiente de maior irregularidade das chuvas e eventos extremos mais frequentes, sistemas irrigados aumentam previsibilidade produtiva, reduzem perdas e permitem maior estabilidade da renda agrícola.

Hoje, segundo dados da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o Brasil possui aproximadamente 8,2 milhões de hectares equipados para irrigação. O potencial de expansão, porém, ultrapassa 55 milhões de hectares adicionais, sendo quase metade dessas áreas atualmente ocupadas por pastagens.

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As simulações econômicas realizadas pelos pesquisadores indicam que cada incorporação de 1.600 hectares irrigados pode elevar o valor adicionado bruto da agropecuária em R$ 8,27 milhões no curto prazo. Em horizontes mais longos, esse impacto pode se aproximar de R$ 14 milhões, além da geração de empregos formais ligados à produção agrícola e aos serviços associados.

Apesar do potencial, o avanço da irrigação ainda enfrenta gargalos estruturais. O estudo aponta quatro fatores considerados decisivos para ampliar o uso da tecnologia no país: acesso à energia competitiva, qualificação de mão de obra, gestão eficiente dos recursos hídricos e maior conectividade no campo.

O tema ganha relevância em um momento em que o agro brasileiro busca aumentar produtividade sem depender exclusivamente da abertura de novas áreas. Nesse cenário, a irrigação passa a ser vista não apenas como ferramenta de produção, mas como instrumento estratégico de segurança alimentar, adaptação climática e desenvolvimento regional.

O estudo completo será apresentado oficialmente no fim de maio e deve ampliar o debate sobre infraestrutura hídrica e planejamento agrícola no país.

Fonte: Pensar Agro

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ABCS propõe novas linhas de crédito e ampliação do INOVAGRO para o Plano Safra 2026/27

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A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) encaminhou ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) uma série de propostas para o Plano Safra 2026/2027. O documento reúne sugestões voltadas à ampliação do crédito rural, modernização das granjas e fortalecimento da competitividade da suinocultura brasileira.

As medidas defendidas pela entidade buscam adequar as linhas de financiamento às necessidades do setor, que demanda investimentos constantes em tecnologia, biosseguridade, automação e bem-estar animal.

Entre os principais pontos apresentados pela ABCS está a criação permanente de uma linha de crédito específica para retenção de matrizes suínas, com prazo de carência de dois anos para pagamento.

ABCS pede crédito específico para retenção de matrizes

Segundo a entidade, a suinocultura possui um ciclo produtivo mais longo em relação a outras cadeias pecuárias. O intervalo entre a inseminação da matriz e o abate dos animais gerados no ciclo reprodutivo pode chegar a nove meses.

Além disso, cada matriz permanece em produção, em média, durante cinco ciclos, totalizando aproximadamente 24 meses de atividade.

Com base em levantamentos da Embrapa Suínos e Aves referentes aos custos médios registrados em janeiro de 2026 nos estados da Região Sul, a ABCS calculou que o custo direto por matriz ao longo de 2,5 anos chega a R$ 6.791.

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O estudo considera despesas com aquisição de matrizes, alimentação, medicamentos e vacinas.

A associação estima que seriam necessários aproximadamente R$ 239 milhões em recursos para atender cerca de 5% dos produtores independentes do país por meio da nova linha de crédito proposta.

Entidade solicita ampliação dos limites do INOVAGRO

Outro ponto defendido pela ABCS é a ampliação dos limites de financiamento do Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária (INOVAGRO).

A proposta prevê aumento do limite individual para R$ 4,5 milhões e do teto para operações coletivas para R$ 13,5 milhões.

Segundo a entidade, os investimentos são necessários para adequar as granjas às exigências previstas na Instrução Normativa nº 113/2020, que trata de bem-estar animal e práticas produtivas na suinocultura.

Os recursos seriam destinados principalmente para reformas em instalações de gestação, ampliação de maternidades, sistemas de climatização e automação das unidades produtivas.

A ABCS argumenta que as adequações são fundamentais para elevar a eficiência produtiva, reduzir o uso de antimicrobianos e atender exigências de mercado.

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Proposta também prevê atualização do limite do Pronamp

A associação também sugeriu mudanças no enquadramento do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp).

A proposta encaminhada ao Mapa prevê elevação do limite de renda bruta anual de R$ 3,5 milhões para R$ 3,75 milhões.

De acordo com a entidade, a atualização é necessária diante do aumento dos custos de produção e das mudanças econômicas registradas nos últimos anos no setor agropecuário.

Setor cobra linhas de financiamento mais alinhadas à realidade da produção

Segundo o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, as propostas têm como objetivo aproximar os mecanismos de crédito da realidade enfrentada pelos produtores rurais.

“A atividade exige investimentos contínuos em tecnologia, biosseguridade e bem-estar animal. Por isso, defendemos que os mecanismos de crédito acompanhem a dinâmica e as necessidades do setor”, afirmou.

As sugestões apresentadas pela ABCS reforçam a mobilização do setor produtivo em torno do Plano Safra 2026/2027, considerado estratégico para garantir competitividade, expansão da produção e modernização da agropecuária brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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