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Agricultura regenerativa avança no Mato Grosso com expansão do Programa Revitalis e foco em crédito de carbono

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A agricultura regenerativa ganha nova escala no Mato Grosso com a ampliação do Programa Revitalis, iniciativa voltada à captura de carbono, sustentabilidade e aumento da resiliência produtiva no agronegócio brasileiro.

A expansão ocorre com a entrada da Morena Agro no projeto desenvolvido pela MyCarbon — subsidiária da Minerva Foods especializada em originação e comercialização de créditos de carbono — em parceria com a BRANDT Brasil, empresa focada em inovação tecnológica, fisiologia vegetal e biossoluções para o agro.

Com a nova etapa, 4.396 hectares da Morena Agro passam a integrar o programa, fortalecendo a adoção de práticas regenerativas no estado e ampliando o monitoramento técnico das áreas agrícolas.

Programa Revitalis amplia monitoramento de carbono no solo

O Programa Revitalis foi criado para incentivar produtores rurais a implementar sistemas produtivos mais sustentáveis, capazes de aumentar o estoque de carbono no solo e reduzir emissões de gases de efeito estufa na agropecuária.

A iniciativa combina:

  • monitoramento técnico contínuo;
  • rastreabilidade das áreas;
  • análise científica;
  • coleta de solo;
  • e acompanhamento individualizado dos talhões agrícolas.

A partir da construção da linha de base e do diagnóstico das propriedades, cada área participante passa a ser acompanhada de forma específica, permitindo medir a evolução do carbono armazenado no solo e os impactos das práticas adotadas.

Agricultura regenerativa ganha força no agro brasileiro

Entre as práticas estimuladas pelo programa estão:

  • integração lavoura-pecuária;
  • rotação de culturas;
  • uso de plantas de cobertura;
  • adoção de insumos biológicos;
  • e manejo voltado à recuperação da saúde do solo.

Além dos benefícios ambientais, o modelo busca aumentar a eficiência produtiva e melhorar a resiliência das propriedades diante das mudanças climáticas.

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Segundo especialistas do setor, o avanço da agricultura regenerativa responde à crescente demanda global por sistemas produtivos de baixa emissão de carbono e maior rastreabilidade ambiental.

Crédito de carbono cria nova fonte de receita para produtores

Um dos diferenciais do Revitalis é a possibilidade de geração de créditos de carbono a partir das práticas adotadas nas propriedades rurais.

Os participantes podem buscar certificação para comercialização dos créditos por meio da MyCarbon, criando uma nova oportunidade de receita associada à sustentabilidade no campo.

Para Marta Giannichi, diretora da MyCarbon, o projeto se destaca pela combinação entre ciência, escala operacional e acompanhamento técnico contínuo.

“Estamos falando de um projeto estruturado com base em ciência, monitoramento contínuo e impacto mensurável. A entrada da Morena Agro amplia a escala e fortalece uma visão clara: é possível produzir mais, com eficiência, enquanto se constrói resiliência climática no sistema produtivo”, afirma.

Parceria fortalece inovação e sustentabilidade no campo

A entrada da Morena Agro amplia a abrangência territorial do programa e reforça a integração entre tecnologia, produtividade e preservação ambiental.

Segundo Flávio Cotrin, diretor de Marketing, Desenvolvimento de Mercado e Pesquisa da BRANDT Brasil, o projeto demonstra que a agricultura regenerativa pode ser aplicada em larga escala no país.

“O Revitalis demonstra que a agricultura regenerativa pode ser aplicada em escala quando combinamos ciência, tecnologia e parceria com produtores. A entrada da Morena Agro fortalece essa visão e reforça o compromisso da BRANDT em levar inovação que aumente a produtividade, melhore a saúde do solo e contribua para uma agricultura mais sustentável”, destaca.

Mato Grosso reforça protagonismo na agricultura de baixa emissão

Com forte presença na produção de soja, milho, pecuária e sistemas integrados, o Mato Grosso vem consolidando protagonismo na adoção de práticas ligadas à agricultura de baixa emissão de carbono.

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A expansão do Revitalis reforça essa tendência e posiciona o estado entre os principais polos de desenvolvimento de soluções voltadas:

  • à regeneração do solo;
  • à captura de carbono;
  • à rastreabilidade ambiental;
  • e à sustentabilidade produtiva.

Para Maria Cecília Brandão, coordenadora de Controladoria e presidente do Comitê ESG+C da Morena Agro, o objetivo é transformar sustentabilidade em resultado concreto no campo.

“Na Morena Agro, sustentabilidade só faz sentido quando gera resultado real no campo. Não estamos testando tendência, estamos escalando um modelo de agricultura mais inteligente, mensurável e alinhado ao futuro”, afirma.

Solo ganha valor estratégico na nova economia do agro

A iniciativa reforça o movimento crescente de valorização do solo como ativo estratégico dentro da nova economia agropecuária de baixo carbono.

Combinando produtividade, tecnologia e sustentabilidade, programas como o Revitalis ganham espaço em um cenário no qual produtores buscam:

  • maior eficiência operacional;
  • redução de riscos climáticos;
  • acesso a novos mercados;
  • e diversificação de receitas.

A expectativa do setor é que projetos ligados à agricultura regenerativa e créditos de carbono avancem de forma acelerada nos próximos anos, impulsionados pela demanda internacional por cadeias produtivas mais sustentáveis e rastreáveis.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Super Porto Verde transforma Itacoatiara em novo polo logístico do agronegócio no Arco Norte

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O avanço do Arco Norte como rota estratégica para o escoamento da produção agrícola brasileira ganhou um novo impulso com a chegada do maior sistema flutuante de transbordo de granéis das Américas em Itacoatiara, no Amazonas. Batizado de Super Porto Verde, o novo empreendimento do Super Terminais recebeu investimentos de R$ 250 milhões e deverá ampliar a capacidade logística da região para movimentação de grãos e fertilizantes destinados à exportação.

A nova estrutura representa um marco para a logística do agronegócio brasileiro e reforça o papel das hidrovias amazônicas no crescimento das exportações de commodities agrícolas.

Novo porto fortalece logística do Arco Norte

Localizado a cerca de 175 quilômetros de Manaus, o Super Porto Verde nasce em uma região considerada estratégica para a integração entre os corredores hidroviários da Amazônia e os fluxos nacionais de exportação.

O empreendimento integra a estratégia do Super Terminais de ampliar sua atuação no segmento de granéis sólidos, acompanhando o crescimento da demanda logística no Arco Norte, rota que vem ganhando relevância no escoamento da produção agrícola brasileira nos últimos anos.

Segundo a companhia, a nova estrutura deverá aumentar a eficiência operacional e reduzir gargalos logísticos para tradings, operadores portuários e exportadores do agronegócio.

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Píer flutuante amplia capacidade operacional no Amazonas

O sistema flutuante chegou a Itacoatiara no início de maio e está em fase de instalação. O píer será incorporado a uma área portuária de aproximadamente 300 mil metros quadrados.

Inicialmente concebido para operações com contêineres, o projeto foi adaptado para atuar no transbordo de granéis sólidos, atendendo principalmente a movimentação de soja, milho e fertilizantes.

A estrutura possui 240 metros de extensão e 18 metros de largura, além de contar com três guindastes elétricos Sennebogen 895E, considerados os maiores do mundo em sua categoria e os primeiros em operação no hemisfério sul.

Os equipamentos possuem capacidade operacional de até 2.100 toneladas por hora, permitindo elevada produtividade nas operações portuárias.

Estrutura permitirá operação simultânea de navio e barcaças

O novo terminal foi projetado para permitir a atracação simultânea de um navio do tipo Panamax, com capacidade de até 50 mil toneladas, além de seis barcaças operando ao mesmo tempo.

A previsão é de que as operações sejam concluídas em até 36 horas, reduzindo tempos de espera, aumentando a previsibilidade logística e ampliando a competitividade das exportações brasileiras pelo corredor Norte.

O modelo hidroviário vem sendo apontado pelo setor como uma alternativa mais eficiente e sustentável para o transporte de grandes volumes em longas distâncias.

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Investimento deve gerar empregos e fortalecer economia regional

Além dos ganhos logísticos, o Super Porto Verde também deverá impulsionar a economia regional no Amazonas.

De acordo com o Super Terminais, o empreendimento deve gerar cerca de 130 empregos diretos e outros 250 indiretos, fortalecendo a atividade econômica em Itacoatiara e ampliando a participação do estado na cadeia logística nacional do agronegócio.

Para a companhia, o projeto também reforça o compromisso com sustentabilidade e inovação na logística portuária brasileira.

Modal hidroviário ganha espaço na agenda sustentável do agro

O crescimento do Arco Norte está diretamente ligado à busca por alternativas logísticas mais eficientes e ambientalmente sustentáveis para o agronegócio brasileiro.

O transporte hidroviário é considerado um dos modais com menor emissão de carbono por tonelada transportada, fator que ganha relevância diante das exigências globais por cadeias produtivas mais sustentáveis.

Com o novo terminal, o Amazonas amplia sua relevância estratégica na infraestrutura nacional de exportação, consolidando Itacoatiara como um dos principais pontos logísticos do corredor Norte para o escoamento da produção agrícola brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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