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Seminário debate diretrizes para EaD na graduação
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O Ministério da Educação (MEC), em parceria com o Conselho Nacional de Educação (CNE), promoveu, nesta quinta-feira, 14 de maio, o seminário “Diretrizes para a Educação a Distância no Âmbito da Graduação”. O encontro teve como objetivo promover um debate qualificado sobre os desafios, as oportunidades e as experiências relacionadas à educação a distância (EaD) no ensino superior, reunindo especialistas, gestores e autoridades educacionais. O seminário ocorreu no plenário do CNE, em Brasília (DF), e teve transmissão ao vivo pelo canal do MEC no YouTube.
A abertura contou com a participação da secretária de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres) do MEC, Marta Abramo; do presidente do CNE, Cesar Callegari; do presidente da Câmara de Educação Superior do CNE, Otavio Rodrigues; da vice-presidente da Câmara de Educação Superior (CES), Maria Paula Dallari Bucci; do presidente da Comissão do Novo Marco Regulatório da EaD, Celso Niskier; e Antonio Carlos Rodrigues de Amorim, diretor de Educação a Distância da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
A secretária Marta Abramo afirmou na ocasião que o seminário faz parte da etapa de elaboração das diretrizes para EaD e representa uma oportunidade para esclarecer as inovações do Decreto nº 12.456/2025, que regulamentou a Nova Política de Educação a Distância. O objetivo é garantir mais qualidade na oferta de EaD, uma ferramenta estratégica de ampliação do acesso à educação superior em um país como o Brasil.
“Esse decreto traz não só ajustes na política de educação a distância, ele é, de fato, um conjunto de normas com uma reflexão, uma forma diferente de olhar a oferta da educação superior a distância. Quanto mais a gente falar sobre isso, a gente adensar esse debate, com certeza a gente vai saber interpretar melhor e entender qual foi o propósito dessas normas”, apontou.
Abramo destacou que o trabalho em parceria da Seres, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e do CNE é fundamental para a definição das novas diretrizes, cada um com suas competências e responsabilidades: o Inep com a revisão dos instrumentos de avaliação e o CNE com a discussão sobre a revisão das diretrizes.
“A nossa primeira tarefa na Seres foi pensar em como a gente faria a revisão de referenciais de qualidade para educação a distância. Eles haviam sido elaborados na época da Secretaria de Educação a Distância e estavam ultrapassados. Então, a gente fez esse pacto, de que primeiro a gente elaboraria os referenciais de qualidade, um processo muito intenso, muito rico e muito desafiador. A gente está no momento muito interessante agora. Esse debate de hoje, com certeza discutirá pontos fundamentais que a gente quis trazer de inovação e que precisam ser incorporados e compreendidos por todos, para que a gente efetivamente avance na construção das diretrizes”, relatou a secretária.
Para a vice-presidente da Câmara de Educação Superior do CNE, Maria Paula Dallari Bucci, o seminário é importante para a construção das novas regras da EaD. “Nós estamos vivendo um momento importante na educação superior do Brasil. Nós vivemos um período de desregulação muito intenso entre 2017 e 2024, estamos num momento de inflexão. Não se trata de olhar para o passado e ver problemas, mas de aprender com a compreensão desses problemas, desenhar e definir um novo momento. A diversidade é muito própria das instituições da educação superior e precisamos entender o papel de cada um desses prestadores, o papel do Estado, da regulação, da supervisão, tudo isso está em questão”, afirmou.
Programação – A programação foi composta por quatro painéis temáticos. O primeiro abordou o tema “A experiência brasileira da regulação da EaD”, seguido da discussão sobre “O papel dos polos no processo de ensino e aprendizagem e sua conexão com as sedes”. Já o terceiro painel discutiu os “Desafios e oportunidades da mediação pedagógica” e o quarto apresentou experiências internacionais sobre modelos híbridos de oferta de graduação.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do CNE
Fonte: Ministério da Educação
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Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência
A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026.
A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782.
No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas.
A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios.
Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso.
Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade.
Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”.
Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações.
A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais.
A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade.
“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”.
Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência.
A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção.
No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades.
A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão.
Multimídia
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)
Fonte: Ministério da Educação




