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Aberto prazo para propostas à Universidade de Beihang
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Estão abertas as inscrições para apresentação de propostas ao Programa Brasil-China de Futuros Líderes em Inovação Científica e Tecnológica, uma parceria inédita do Ministério da Educação (MEC), por meio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), com a Universidade de Beihang, localizada em Pequim. Serão selecionados até 24 projetos de instituições de ensino superior brasileiras para realização de capacitação no país asiático por quatro semanas. O período de inscrições vai até 15 de abril.
As instituições selecionadas poderão indicar 160 pós-graduandos (mestrandos e doutorandos) e 24 docentes brasileiros para participar do programa. Por meio da Capes, serão investidos R$ 3,9 milhões em bolsas (ou diárias, no caso de docentes) e em auxílios para saúde e deslocamento. A Universidade de Beihang fornecerá estrutura para as atividades acadêmicas, como acesso a laboratórios e bibliotecas, além da isenção de mensalidades.
O programa abrange as áreas de matemática, física, química, inteligência artificial, aviação verde, engenharia aeroespacial, geomateriais, aeronáutica e engenharia biomédica. Podem participar instituições públicas ou privadas sem fins lucrativos que tenham acordo de cooperação, publicações conjuntas e ações efetivas de pesquisa e mobilidade com a Universidade de Beihang.
Cada instituição poderá indicar de cinco a 20 pós-graduandos, que precisam ter concluído pelo menos 50% dos créditos, estar desenvolvendo a dissertação ou tese e ter fluência em inglês. Do total, 70% devem ser doutorandos e pelo menos quatro devem ser mulheres. Na impossibilidade de cumprimento das exigências, o docente deverá apresentar justificativa à Capes.
A submissão das propostas deve ser feita por meio do site https://inscricao.capes.gov.br. O resultado dos projetos selecionados será divulgado até 29 de maio, e o início das atividades na China está previsto para 9 de julho deste ano. A Universidade de Beihang também indicará até 160 de seus alunos para participarem do programa. Todos os detalhes do processo de seleção dos brasileiros constam do Edital nº 4/2026.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Capes
Fonte: Ministério da Educação
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Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência
A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026.
A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782.
No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas.
A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios.
Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso.
Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade.
Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”.
Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações.
A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais.
A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade.
“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”.
Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência.
A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção.
No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades.
A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão.
Multimídia
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)
Fonte: Ministério da Educação



