MATO GROSSO
Bombeiros atendem ocorrências de acidentes de trânsito em Nova Mutum e Lucas do Rio Verde
MATO GROSSO
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) atendeu, entre sexta-feira e sábado (22 e 23.5), duas ocorrências de acidentes de trânsito nos municípios de Nova Mutum e Lucas do Rio Verde.
Em Nova Mutum, a 5ª Companhia Independente Bombeiro Militar (5ª CIBM) foi acionada na noite de sexta-feira (22.5) para atender grave acidente envolvendo uma carreta, um micro-ônibus e um carro de passeio, na rodovia MT-235, sentido São José do Rio Claro.
De acordo com as informações apuradas no local, o condutor do carro de passeio tentou realizar uma ultrapassagem sobre o micro-ônibus, mas não conseguiu concluir a manobra e colidiu com a carreta que trafegava no sentido contrário e com o próprio micro-ônibus.
Com a força do impacto, o condutor do carro morreu no local, sendo necessário o uso de técnicas de desencarceramento pela equipe de resgate. Uma passageira que estava no banco dianteiro também morreu ainda no local após ser projetada para fora do veículo.
Outras quatro vítimas que estavam no banco traseiro foram socorridas. Uma delas foi encaminhada pela equipe de saúde de São José do Rio Claro para atendimento médico em unidade do município. As demais vítimas, dois menores de 10 e 12 anos e uma mulher de 62 anos, foram atendidas e transportadas pela equipe da 5ª CIBM ao Hospital Regional de Nova Mutum.
Nenhum ocupante da carreta e do micro-ônibus ficou ferido.
Segunda ocorrência
Em Lucas do Rio Verde, a 13ª Companhia Independente Bombeiro Militar (13ª CIBM) atendeu, na manhã deste sábado (23.5), uma ocorrência de tombamento de veículo na MT-449.
A equipe ouviu um forte impacto nas proximidades da unidade operacional e se deslocou imediatamente ao local, onde encontrou um veículo tombado sobre o lado direito da via.
A vítima, um homem de 55 anos, estava desacordada no interior do automóvel. Para o resgate, os bombeiros precisaram efetuar cortes na estrutura do veículo e o rebatimento do teto para possibilitar o acesso seguro.
Após o desencarceramento, a vítima recebeu atendimento pré-hospitalar, foi estabilizada e encaminhada ao Hospital São Lucas. Conforme avaliação da equipe, o homem apresentava sinais vitais estáveis e não possuía sinais aparentes de hemorragia ou fraturas.
Durante a ocorrência, os bombeiros também realizaram o controle do tráfego na rodovia até a chegada da Guarda Civil Municipal, garantindo a segurança da cena e prevenindo novos acidentes.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
TAC garante encerramento de lixão e recuperação ambiental
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Querência, firmou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no dia 31 de agosto, com o Município para garantir uma solução definitiva para a gestão dos resíduos sólidos urbanos, o encerramento do antigo lixão municipal e a recuperação ambiental da área degradada.A atuação ministerial teve início em 2013, quando foi instaurado inquérito civil para apurar irregularidades no gerenciamento e na destinação final dos resíduos sólidos no município. Naquele mesmo ano, vistoria realizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) constatou a disposição inadequada de resíduos em lixão a céu aberto, sem impermeabilização do solo, com infiltração de chorume, ocorrência de queimadas e presença de catadores no local.Mesmo após diversas tentativas de resolução extrajudicial, a situação persistiu. Diante disso, o Ministério Público ingressou, em 2020, com uma ação civil pública visando interromper a disposição irregular dos resíduos, assegurar a destinação ambientalmente adequada e promover a recuperação da área degradada.Nos últimos anos, o município passou a encaminhar os resíduos sólidos urbanos para um aterro sanitário licenciado localizado em Água Boa, medida que representou um importante avanço na política de gestão de resíduos. Contudo, segundo o MPMT, a mudança da destinação final não elimina os passivos ambientais acumulados ao longo de décadas de utilização do lixão, tornando necessárias ações para o encerramento técnico da área e sua recuperação ambiental.Foi nesse contexto que o Ministério Público e o Município construíram uma solução consensual voltada à reorganização da política municipal de resíduos sólidos. O TAC estabelece obrigações específicas, responsáveis, cronograma de execução, mecanismos de fiscalização e prazos para a implementação das medidas.Entre as ações previstas estão o encerramento definitivo do lixão, a elaboração de diagnóstico ambiental e do Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD), a regularização e o licenciamento da estrutura de transbordo dos resíduos, a manutenção da destinação final em aterro sanitário licenciado, o fortalecimento da coleta seletiva, a inclusão socioprodutiva dos catadores, o desenvolvimento de ações de logística reversa e a avaliação da sustentabilidade econômico-financeira dos serviços de limpeza urbana.O acordo também prevê a criação de um grupo de trabalho multidisciplinar para coordenar e acompanhar a execução das medidas, além do cumprimento de etapas condicionadas aos processos de licenciamento e aprovação ambiental.Para garantir a efetividade do TAC, a 1ª Promotoria de Justiça instaurou procedimento administrativo específico para monitorar o cumprimento das obrigações assumidas. Também foi elaborado um controle detalhado dos prazos, que será compartilhado com o Município e com o Conselho Municipal de Meio Ambiente para acompanhamento e fiscalização das ações.Segundo a promotora de Justiça Daniela Moreira Augusto, o objetivo é solucionar de forma definitiva um problema ambiental que se arrasta há mais de uma década.“O TAC foi construído para ser efetivamente cumprido. Não se trata apenas de encerrar um processo ou de impedir o descarte de resíduos em determinado local. O encerramento de um lixão exige uma série de medidas, como a recuperação da área degradada, a mitigação dos passivos ambientais e a estruturação adequada do sistema de transbordo. Por isso, optamos por um acordo estrutural, com obrigações concretas, responsáveis definidos, prazos estabelecidos e acompanhamento permanente”, destacou.O cumprimento das obrigações será fiscalizado pelo Ministério Público, com participação do Conselho Municipal de Meio Ambiente. O TAC prevê ainda a apresentação de relatórios bimestrais de acompanhamento e estabelece multa diária em caso de descumprimento injustificado, sem prejuízo da adoção das medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis.Com a formalização do acordo, o MPMT busca assegurar a execução de ações concretas para o encerramento definitivo do lixão, a recuperação ambiental da área degradada e a consolidação de um sistema municipal de manejo de resíduos sólidos ambientalmente adequado, sustentável e alinhado à legislação vigente.
Fonte: Ministério Público MT – MT



