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Ministério do Turismo acompanha tendências do turismo chinês para aumentar fluxo de visitantes ao Brasil

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O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, participou nesta quinta-feira (28), em Xangai, da Envision 2026 Global Conference, um dos principais encontros mundiais voltados às tendências do turismo internacional. Promovido pela Trip.com Group, o evento reuniu mais de 3.500 participantes, entre executivos do setor, companhias aéreas, redes de hotéis, influenciadores e operadores de destinos turísticos de diversos países.

A Trip.com é considerada uma das maiores plataformas globais de comercialização de viagens. Durante a conferência, foram apresentados dados sobre o crescimento das viagens internacionais realizadas por chineses, apontando a América do Sul e o Brasil como destinos prioritários para os próximos anos. Locais associados à natureza, experiências culturais, museus, resorts e turismo de luxo são os segmentos mais procurados, e  nos quais o Brasil possui forte potencial.

Para o ministro Gustavo Feliciano, o Brasil reúne características cada vez mais alinhadas ao perfil do viajante chinês. “Temos todos os atributos que o turista chinês procura. Agora, com a facilitação do acesso pela isenção de visto, vamos conseguir transformar o Brasil em um destino cada vez mais desejado por esse público tão estratégico”, afirmou. 

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Outro destaque do evento foi a força do chamado “turismo prata”, formado por aposentados chineses com maior disponibilidade financeira e de tempo para viajar. Segundo dados apresentados durante a conferência, somente em Xangai cerca de cinco milhões de pessoas se aposentaram no último ano, o que amplia o potencial desse público.

Encontro CTrip

Na segunda-feira (25), o ministro Gustavo Feliciano avançou nas tratativas com a CTrip, uma das maiores plataformas digitais de viagem do mundo.

A proposta é que os destinos brasileiros sejam divulgados na plataforma da empresa, com foco em atrair mais turistas chineses ao Brasil, principalmente após as oportunidades decorrentes da isenção recíproca de visto entre os dois países. 

A CTrip é uma gigante global do turismo e controladora de plataformas como a Trip.com e a Skyscanner. A empresa reúne serviços que vão da apresentação de destinos à oferta de voos, hospedagem e meios de transporte, em modelo semelhante aos dos principais sites de viagens que operam no Brasil.

Por Isadora Lionço

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

 

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Fonte: Ministério do Turismo

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Turismo plural é estratégia de competitividade, defendem especialistas no Fórum Internacional de Mulheres no Turismo

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Ir além do óbvio e incluir recortes de gênero, raça, idade e ancestralidade não é apenas uma pauta social, mas uma estratégia de competitividade e mercado para os destinos brasileiros. Essa avaliação marcou o painel “Diversidade e Inclusão Turística da Mulher”, realizado nesta quinta-feira (4), durante o segundo dia do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB). O debate reuniu especialistas em afroturismo, turismo 60+ e turismo indígena para discutir como diferentes trajetórias, identidades e territórios influenciam a forma de viajar, empreender e consumir turismo no país.

​A coordenadora-geral de Turismo Responsável e Sustentável do Ministério do Turismo, Carolina Fávero, destacou que as políticas públicas voltadas às mulheres precisam considerar essa pluralidade. “As mulheres viajam de maneiras diferentes, vivem realidades diferentes e se relacionam com os destinos de formas distintas. Pensar em um turismo mais inclusivo significa reconhecer essa diversidade e construir experiências que contemplem todas elas”, afirmou.

​Afroturismo

​Especialista em afroturismo, Thaís Rosa Pinheiro defendeu que os destinos brasileiros avancem no reconhecimento da diversidade racial presente no país e valorizem histórias que, por muito tempo, permaneceram invisibilizadas. 

Segundo ela, os turistas buscam cada vez mais experiências autênticas, ligadas à identidade, à cultura e à memória dos territórios. ​”O turismo é feito de pessoas para pessoas. As belezas naturais são importantes, mas o que conecta o visitante aos destinos são as histórias, a cultura e a identidade de quem vive nesses lugares”, ressaltou.

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​Para Thaís, ampliar o olhar sobre o afroturismo também significa qualificar o acolhimento e combater situações de discriminação, que ainda afetam viajantes negros em diferentes etapas da experiência turística.

​Turismo 60+

A criadora do blog Sentidos do Viajar, Sylvia Yano, chamou a atenção para o crescimento da população idosa e para a necessidade de o setor desenvolver produtos e experiências mais adequados a esse público. Segundo ela, muitas mulheres acima dos 60 anos ainda não se reconhecem na comunicação e na oferta turística disponíveis atualmente.

​Dados apresentados pela especialista mostram que 74% das pessoas com mais de 60 anos não se enxergam representadas no turismo. Atualmente, o Brasil possui cerca de 35 milhões de pessoas nessa faixa etária, número que tende a crescer nas próximas décadas.

​”A população está envelhecendo e o turismo precisa se preparar para isso. Não estamos falando apenas de acessibilidade, mas de experiências significativas, autênticas e alinhadas aos interesses desse público”, ressaltou.

​Protagonismo indígena

​Representando a Rota dos Encantados Potiguara, a empreendedora indígena Îasypytã Potiguara defendeu que os povos originários deixem de ser vistos apenas como atrativos turísticos e passem a ocupar o papel de protagonistas na construção e na gestão das experiências oferecidas aos visitantes.

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​Segundo ela, iniciativas de etnoturismo sustentável têm contribuído para preservar tradições, fortalecer economias locais e gerar renda para mulheres indígenas em seus próprios territórios. ​”Quem melhor para contar a história de um povo do que as pessoas que pertencem a ele? Quando os povos indígenas assumem o protagonismo do turismo, fortalecem sua cultura, preservam seus territórios e transformam a realidade das comunidades”, afirmou.

​Encerrando o painel, as participantes defenderam que a ampliação da diversidade no turismo não deve ser vista apenas como uma pauta de inclusão, mas como uma estratégia para tornar os destinos mais competitivos, autênticos e preparados para atender aos diferentes perfis de viajantes que movimentam o setor.

Por Natália Moraes e Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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