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Ibovespa abre junho em alta com petróleo em disparada, tensão no Oriente Médio e foco no cenário econômico global
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O mercado financeiro iniciou junho em clima de cautela, mas com viés positivo nas principais bolsas globais. No Brasil, o Ibovespa abriu o pregão desta segunda-feira em alta de 0,29%, acompanhando o desempenho favorável dos mercados internacionais e refletindo a valorização das commodities energéticas diante da escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio.
Os investidores acompanham atentamente os desdobramentos do conflito envolvendo Estados Unidos e Irã, que voltou a ganhar intensidade após novos ataques militares registrados durante o fim de semana. O cenário elevou as preocupações sobre possíveis impactos no fornecimento global de petróleo, impulsionando os preços da commodity e aumentando a volatilidade nos mercados.
Petróleo sobe forte e movimenta mercados globais
O barril do petróleo Brent opera próximo de US$ 93,34, acumulando valorização superior a 3% nas últimas sessões. A alta ocorre em meio ao receio de interrupções nas rotas de exportação da região do Golfo Pérsico, considerada estratégica para o abastecimento mundial de energia.
O avanço da commodity voltou a pressionar os mercados de renda fixa internacionais, já que investidores temem uma nova rodada de pressões inflacionárias globais, o que poderia influenciar as decisões dos principais bancos centrais ao redor do mundo.
Ibovespa acompanha exterior e monitora agenda econômica
No mercado doméstico, além do ambiente internacional, os investidores analisam os dados divulgados pelo Relatório Focus do Banco Central, que atualiza as projeções para inflação, juros, câmbio e crescimento econômico.
O Ibovespa Futuro operava na faixa dos 175 mil pontos durante a abertura, enquanto o dólar comercial apresentava leve recuo, negociado próximo de R$ 5,04.
A agenda econômica desta semana também concentra atenções nos índices PMI da indústria em diversas economias, além dos indicadores de emprego dos Estados Unidos, especialmente o payroll de maio, considerado uma das principais referências para as decisões de política monetária do Federal Reserve. As expectativas apontam para a criação de aproximadamente 85 mil vagas de trabalho e manutenção da taxa de desemprego em 4,3%.
Wall Street mantém trajetória positiva
Nos Estados Unidos, os principais índices acionários seguem próximos de máximas históricas, sustentados principalmente pelo forte desempenho das empresas ligadas à inteligência artificial e tecnologia.
Durante o pregão, o Dow Jones avançava 0,60%, enquanto o S&P 500 registrava alta de 0,16%. O Nasdaq Composite também operava no campo positivo, com valorização de 0,10%.
O mercado americano segue dividido entre o otimismo com os resultados corporativos do setor tecnológico e as preocupações com os efeitos econômicos da crise geopolítica no Oriente Médio.
Europa encerra mês sem direção única
As bolsas europeias apresentaram comportamento misto no fechamento da última sessão de maio. O índice pan-europeu STOXX 600 registrou leve alta de 0,1%, garantindo desempenho positivo na semana.
Entre os principais mercados da região, o DAX, da Alemanha, avançou 0,05%, enquanto o FTSE 100, do Reino Unido, recuou 0,16%. Já o CAC 40, da França, encerrou com baixa de 0,07%.
Os investidores europeus continuam atentos aos indicadores de atividade econômica e aos possíveis reflexos da crise energética internacional.
Ásia fecha com desempenho misto
Nos mercados asiáticos, o cenário foi de contrastes. Na China, os índices encerraram em queda, refletindo preocupações com o ritmo da recuperação econômica do país.
O índice de Xangai recuou 0,73%, enquanto o CSI300 perdeu 0,45%. Em contrapartida, Hong Kong apresentou avanço de 0,70%.
O grande destaque da região foi o mercado japonês. O índice Nikkei disparou 2,53%, impulsionado por ações de tecnologia, exportadoras e empresas ligadas à inteligência artificial.
Petrobras, Cosan, Sabesp e Grupo GPS movimentam a B3
No ambiente corporativo brasileiro, as atenções se concentram em empresas ligadas aos setores de energia, infraestrutura e serviços.
A Petrobras segue no radar dos investidores após anunciar redução nos preços do diesel, ao mesmo tempo em que acompanha a valorização do petróleo no mercado internacional.
As ações da Cosan e da Sabesp também permanecem sob observação diante de recentes atualizações operacionais e estratégicas divulgadas ao mercado.
Já o Grupo GPS movimenta o segmento de serviços com a continuidade de sua estratégia de expansão por meio de aquisições, reforçando sua presença em diferentes regiões do país.
Mercado segue atento aos riscos geopolíticos
Analistas avaliam que os próximos dias serão marcados por elevada sensibilidade aos acontecimentos no Oriente Médio. Qualquer avanço diplomático entre Estados Unidos e Irã poderá reduzir os prêmios de risco e aliviar os preços do petróleo.
Por outro lado, uma escalada adicional do conflito tende a aumentar a volatilidade nos mercados globais, influenciando diretamente moedas, commodities, juros e bolsas de valores.
Com uma agenda econômica carregada e um cenário geopolítico ainda instável, investidores seguem monitorando atentamente os próximos movimentos das principais economias do mundo em busca de sinais mais claros para os mercados financeiros neste início de junho.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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MPA e MMA regulamentam a coleta embarcada de ova de peixe-voador
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) publicam a Portaria Interministerial MPA/MMA Nº 62, de 03 de Junho de 2026, que estabelece medidas de ordenamento, registro, monitoramento e controle da coleta embarcada de ovas de peixe-voador (Hirundichthys affinis e Cheilopogon cyanopterus) no Mar Territorial e na Zona Econômica Exclusiva da Região Nordeste do Brasil.
A norma representa importante avanço no processo de reconhecimento e organização de uma atividade pesqueira tradicional exercida há décadas por comunidades artesanais do litoral do Rio Grande do Norte e da Paraíba, que até então não possuía instrumento específico de ordenamento pesqueiro.
Para o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, a iniciativa reforça o compromisso do Governo Federal com a valorização da pesca artesanal. “O processo se deu por meio de muita escuta, reforçando a participação social nos processos de gestão pesqueira e a construção de soluções compatíveis com a realidade das comunidades pesqueiras tradicionais”.
A regulamentação cria mecanismos para monitoramento da atividade, controle da frota e rastreabilidade da produção. Isso vai permitir maior capacidade de acompanhamento pelos órgãos gestores. Também vai contribuir para a construção progressiva de informações técnicas sobre a pescaria.
Importância na economia
A coleta embarcada de ovas de peixe-voador possui relevante importância socioeconômica para comunidades pesqueiras artesanais da Região Nordeste, especialmente no litoral potiguar. Além da geração de renda direta para pescadores, pescadoras e suas famílias, a atividade movimenta cadeias produtivas relacionadas ao beneficiamento, comercialização e exportação do produto.
O processo de construção da regulamentação teve início após o recebimento, pelo MPA e MMA, de demandas apresentadas pelo próprio setor pesqueiro relacionadas, principalmente, às dificuldades enfrentadas na comercialização e exportação das ovas, em razão da ausência de regras específicas para a atividade. A partir disso, as equipes técnicas do MPA iniciaram processo de diálogo com pescadores e pescadoras artesanais, representantes do setor produtivo, pesquisadores e órgãos ambientais. O processo de escuta teve como objetivo compreender a dinâmica operacional da pescaria, sua cadeia produtiva e os principais desafios relacionados ao ordenamento da atividade.
Foram realizadas reuniões presenciais com pescadores artesanais no litoral do Rio Grande do Norte, consultas técnicas junto ao setor produtivo e reuniões no âmbito da Rede Pesca Brasil, incluindo discussões no Comitê Permanente de Gestão e do Uso Sustentável dos Recursos Pelágicos Norte e Nordeste (CPG Pelágicos N/NE) e em seu Grupo Técnico-Científico, coordenado pelo pesquisador Dr. Guelson Batista da Silva.
As discussões envolveram ainda equipes do MMA, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Segundo a coordenadora-geral de Gestão Participativa Costeira e Marinha da SNPA/MPA, Adayse Bossolani, a proposta busca compatibilizar o reconhecimento de uma atividade tradicional já existente com mecanismos de monitoramento e controle da frota e da produção. “A regulamentação busca organizar uma atividade que já ocorre historicamente na região, permitindo ampliar a capacidade de monitoramento, rastreabilidade e acompanhamento da produção, ao mesmo tempo em que reconhece a importância socioeconômica da pescaria para as comunidades artesanais envolvidas”, afirmou.
Principais medidas da regulamentação
A nova portaria estabelece critérios específicos para o exercício da coleta embarcada de ovas de peixe-voador por pescadores profissionais artesanais. Busca estruturar mecanismos iniciais de monitoramento e gestão da atividade.
A norma cria duas modalidades para a coleta embarcada de ovas de peixe-voador:
– 6.13: coleta embarcada de ovas de peixe-voador (Hirundichthys affinis e Cheilopogon cyanopterus), com utilização de atratores biodegradáveis e autorização complementar para rede de emalhe costeiro de superfície;
– 6.14: coleta embarcada de ovas de peixe-voador (Hirundichthys affinis e Cheilopogon cyanopterus), com utilização de atratores biodegradáveis e autorização complementar para covos ou manzuás.
A portaria autoriza a atividade exclusivamente para embarcações artesanais devidamente registradas no Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP), com arqueação bruta de até 20 AB e regularizadas perante a Autoridade Marítima para a área de navegação compatível com a atividade exercida.
A coleta deverá ser realizada por meio de atratores biodegradáveis, com recolhimento manual das ovas aderidas aos substratos utilizados durante a pescaria.
A norma também estabelece que o interessado em obter autorização de pesca para as modalidades de permissionamento deverá protocolar requerimento no site do MPA, por meio de peticionamento eletrônico, no prazo de até 15 dias corridos, contados da data de publicação desta Portaria. Acesse aqui o site com o requerimento.
No âmbito do permissionamento, a regulamentação institui modalidades específicas para embarcações que já atuam em pescarias relacionadas ao emalhe costeiro de superfície e ao uso de covos e manzuás, permitindo maior adequação do registro pesqueiro à realidade operacional atualmente observada na atividade.
Como medida inicial de controle e monitoramento da pescaria, a norma estabelece número limitado de autorizações para atuação na atividade, permitindo maior capacidade de acompanhamento da frota, da produção e do esforço pesqueiro pelos órgãos gestores. Ela cria mecanismos de rastreabilidade da produção, incluindo obrigações relacionadas à comercialização e ao registro da entrada do produto nas empresas adquirentes, contribuindo para maior formalização e controle da cadeia produtiva.
A norma prevê ainda o monitoramento contínuo da atividade e revisão das medidas de ordenamento até o final de 2027, a partir dos dados gerados durante o período inicial de implementação da pescaria monitorada.
Com a publicação da portaria, o MPA avança na estruturação de instrumentos voltados ao reconhecimento e à gestão de uma atividade tradicional da pesca artesanal nordestina, ampliando a capacidade de monitoramento da atividade, fortalecendo a rastreabilidade da produção e produzindo informações técnicas para o aperfeiçoamento futuro das medidas de ordenamento pesqueiro.
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