CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

POLITÍCA NACIONAL

Especialistas alertam para dificuldades enfrentadas por alunos com altas habilidades; assista

Publicados

POLITÍCA NACIONAL

As dificuldades enfrentadas por estudantes com superdotação e altas habilidades foram tema de audiência pública promovida pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados.

Dados do Censo Escolar apontam para uma subnotificação desse grupo em relação ao total de matrículas.

Um dos gargalos que contribuem para isso é o alto custo dos exames envolvidos na investigação de casos de superdotação, explicou a especialista em atendimento educacional voltado a altas habilidades e presidente do Instituto Raízes, Roberta Munique.

“A família geralmente tem dificuldade de entender o que é a superdotação, sem falar que as investigações médicas são caríssimas. Há avaliações que chegam a R$ 10 mil”, disse.

A deputada Nely Aquino (Podemos-MG), autora do requerimento para a realização do debate, ressalta que a dificuldade na identificação de altas habilidades e superdotação não prejudica apenas o aluno, mas também toda a comunidade.

“Quando o sistema educacional deixa de identificar e atender adequadamente um estudante com altas habilidades, não é apenas aquele aluno que perde.
Perdem a família, a comunidade, a escola e o país”, afirmou.

Leia Também:  Câmara aprova realização de campanhas educativas permanentes contra a violência doméstica

“Cada talento desperdiçado é uma contribuição não dada à ciência, à cultura, à inovação e ao desenvolvimento social e econômico do Brasil”, acrescentou a parlamentar.

Atletas do conhecimento
O estudante Rafael Kessler, de 12 anos, tem altas habilidades. No ano passado, estimulado por exercícios de uma olimpíada de matemática, ele criou uma fórmula para resolver cálculos complexos que recebeu o nome de “Fórmula de Kessler”.

Rafael defendeu ações governamentais de incentivo a alunos como ele. “Assim como existem políticas para apoiar atletas no esporte, o Brasil também precisa investir nos atletas do conhecimento”, comentou.

Lucas Freitas Vieira, de 12 anos, também reivindicou mais reconhecimento para os alunos com altas habilidades. Ele conquistou uma medalha de ouro e outra de bronze na Olimpíada Internacional de Cibersegurança, disputada na China no ano passado.

“Se um aluno com transtorno do espectro autista não faz a cópia ou o dever de casa, os professores não tiram ponto. Já quando um superdotado não faz e não faz porque é um sacrifício imenso para nosso cérebro fazer coisas repetitivas e sem sentido, nós somos punidos e mal vistos”, declarou.

Leia Também:  CI analisa plano de navegabilidade e conservação de rios da Amazônia

“Eu sinto na pele o peso de um sistema que não acompanha o ritmo do meu cérebro”, enfatizou.

Da TV Câmara – MO

Fonte: Câmara dos Deputados

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

POLITÍCA NACIONAL

Comissão debate dados do Atlas Mundial da Obesidade 2026; participe

Publicados

em

A Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados promove audiência pública nesta quarta-feira (3) para discutir os dados do Atlas Mundial da Obesidade 2026 e suas implicações para a formulação de políticas públicas de saúde e para a definição das alíquotas do Imposto Seletivo incidente sobre produtos prejudiciais à saúde.

O debate foi proposto pelo deputado Padre João (PT-MG) e será realizado às 16 horas, no plenário 9.

Segundo o parlamentar, a obesidade é um dos maiores desafios de saúde pública no mundo. Dados do Atlas Mundial da Obesidade 2026, apresentado em março, apontam crescimento expressivo da prevalência de excesso de peso e obesidade em diversos países, incluindo o Brasil, com impactos sobre os sistemas de saúde, a qualidade de vida da população e a produtividade econômica.

Entre os fatores associados a esse cenário, informa o deputado, destaca-se o aumento do consumo de alimentos ultraprocessados e de refrigerantes e bebidas açucaradas, produtos caracterizados por elevado teor de açúcares adicionados, gorduras e sódio, e associados ao aumento do risco de obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares e outras doenças crônicas não transmissíveis.

Leia Também:  Comissão aprova marco legal para o turismo itinerante

Ele acrescenta que o Atlas Mundial da Obesidade 2026 apresenta o consumo de bebidas açucaradas como um dos riscos evitáveis que aumentam a probabilidade de obesidade infantil. Em 134 países, entre eles o Brasil, crianças de 6 a 10 anos consomem, em média, mais de 100 ml de bebidas açucaradas por dia.

O deputado ressalta ainda que organismos internacionais e evidências científicas apontam para a importância de políticas públicas integradas que incluam medidas regulatórias, informacionais e fiscais voltadas à promoção de ambientes alimentares mais saudáveis.

Entre essas medidas, destaca-se a adoção de tributação seletiva sobre produtos prejudiciais à saúde, com o objetivo de desestimular o consumo e contribuir para a redução de fatores de risco associados a doenças crônicas.

 “No Brasil, a recente reforma do sistema tributário instituiu o Imposto Seletivo, concebido como instrumento para incidir sobre bens e serviços prejudiciais à saúde e ao meio ambiente”, lembra Padre João. “A definição de suas alíquotas e critérios de incidência representa, portanto, oportunidade relevante para alinhar a política fiscal às evidências científicas e às estratégias de promoção da saúde”, defende.

Leia Também:  Quilombolas e indígenas pedem financiamento para educação em seus territórios

Da Redação – MB

Fonte: Câmara dos Deputados

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA