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Corte no orçamento do seguro rural em 2026 eleva alerta no agro e expõe risco de falta de previsibilidade no PSR

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O novo bloqueio de recursos destinados ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) reacendeu o alerta no setor agropecuário sobre a falta de previsibilidade orçamentária para uma das principais ferramentas de gestão de risco no campo. A medida, anunciada pelo governo federal, preocupa seguradoras e entidades do setor, especialmente diante do avanço dos eventos climáticos extremos no Brasil.

Bloqueio reduz orçamento e limita expansão do seguro rural

O corte de R$ 461,7 milhões no orçamento do PSR para 2026 reduz significativamente a disponibilidade de recursos previstos para a política pública. Com a decisão, o programa passa de cerca de R$ 1,1 bilhão inicialmente projetados para aproximadamente R$ 638 milhões, dos quais R$ 100 milhões já foram executados.

Na prática, a redução impacta diretamente a capacidade de subvenção ao prêmio pago pelos produtores rurais na contratação de seguros agrícolas, instrumento considerado essencial para mitigação de riscos climáticos e econômicos.

FenSeg alerta para risco estrutural na política de seguro rural

A Federação Nacional de Seguros Gerais (Federação Nacional de Seguros Gerais) avalia que a instabilidade recorrente no orçamento do PSR compromete o planejamento de longo prazo de produtores, seguradoras e do próprio governo.

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Segundo o presidente da Comissão de Seguro Rural da entidade, Daniel Nascimento, a principal preocupação não está apenas nos eventos climáticos, mas na imprevisibilidade dos recursos destinados à proteção do setor.

“Mais preocupante do que a ocorrência de um evento climático, que hoje pode ser monitorado e antecipado, é a incerteza em relação à disponibilidade dos recursos destinados à subvenção. O novo bloqueio de recursos do PSR evidencia um problema que há anos compromete a expansão da proteção no campo: a falta de previsibilidade orçamentária”, afirma.

Pressão climática aumenta urgência por políticas de proteção no campo

A preocupação do setor ocorre em um cenário de maior exposição da agricultura brasileira a eventos climáticos extremos, com alertas recorrentes sobre possíveis ciclos intensos de El Niño e seus impactos na produção agrícola.

Para a FenSeg, o seguro rural é um instrumento estratégico de estabilidade da renda no campo, segurança alimentar e mitigação de perdas produtivas, exigindo planejamento contínuo e previsível para funcionar de forma eficiente.

Cobertura do seguro rural recua no Brasil

Os efeitos da instabilidade no PSR já aparecem nos números do programa. A área segurada, que chegou a aproximadamente 13,7 milhões de hectares em 2021, caiu para cerca de 3,2 milhões de hectares em 2025.

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A redução é interpretada pelo setor como reflexo direto da instabilidade orçamentária e da dificuldade de expansão da política pública, justamente em um momento de aumento dos riscos climáticos para a agropecuária brasileira.

Setor defende fortalecimento do marco legal do seguro rural

Além da recomposição orçamentária, a FenSeg defende avanços estruturais na legislação do seguro rural como forma de garantir maior estabilidade ao sistema.

A entidade acompanha a tramitação no Senado Federal do Projeto de Lei nº 2.951/2024, já aprovado pela Câmara dos Deputados. A proposta busca modernizar o marco legal do setor, ampliar a segurança jurídica e criar bases mais estáveis para a política de subvenção ao seguro rural no país.

Conclusão

O novo bloqueio de recursos do PSR reforça um desafio recorrente da política de seguro rural no Brasil: a falta de previsibilidade orçamentária. Em um cenário de crescente instabilidade climática, o setor alerta que a continuidade das incertezas pode comprometer a expansão da cobertura e aumentar a vulnerabilidade do produtor rural frente aos riscos da atividade agrícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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USDA anuncia investimento de US$ 60 milhões para fortalecer pequenos frigoríficos e ampliar a cadeia de carnes nos EUA

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USDA lança plano de US$ 60 milhões para impulsionar pequenos processadores de carne e aves nos Estados Unidos

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou um novo pacote de medidas voltado ao fortalecimento dos pequenos processadores de carne e aves, setor considerado estratégico para a segurança alimentar e o desenvolvimento econômico das comunidades rurais do país. A iniciativa inclui o lançamento do Plano de Ação para Pequenos Processadores e a abertura de uma nova rodada de financiamento de US$ 60 milhões destinada à expansão da capacidade produtiva dessas empresas.

O programa faz parte da estratégia do governo norte-americano para ampliar a competitividade da indústria de proteínas, reduzir a concentração do mercado e fortalecer a resiliência da cadeia de abastecimento de carnes.

Menos burocracia e mais eficiência para pequenas empresas

De acordo com o USDA, o novo plano foi desenvolvido para simplificar processos regulatórios, melhorar o atendimento às empresas e garantir que os padrões de inspeção e segurança alimentar continuem sendo rigorosamente cumpridos.

Entre as principais medidas previstas estão a criação de canais mais ágeis para atendimento das demandas do setor, ampliação do suporte técnico especializado e modernização das orientações regulatórias, tornando as exigências governamentais mais claras e acessíveis aos empreendedores.

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A proposta também prevê melhorias na gestão das inspeções federais e na utilização dos recursos do Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar (FSIS), órgão responsável pela fiscalização de carnes, aves e derivados nos Estados Unidos.

Financiamento de US$ 60 milhões amplia capacidade de processamento

Além das mudanças regulatórias, o USDA abriu as inscrições para a quarta rodada do Programa de Expansão do Processamento de Carne e Aves (MPPEP), que disponibilizará US$ 60 milhões em recursos para apoiar investimentos no setor.

Os recursos serão distribuídos em duas etapas e poderão ser acessados por pequenas, micro e médias empresas processadoras de carne, além de cooperativas, organizações sem fins lucrativos e entidades tribais que atuem em território norte-americano.

O objetivo é ampliar a capacidade de processamento, estimular a concorrência no mercado de proteínas e fortalecer a cadeia de suprimentos, reduzindo gargalos logísticos e aumentando a oferta de produtos ao consumidor.

Papel estratégico dos pequenos frigoríficos

Segundo o USDA, as pequenas e microempresas representam a maioria dos estabelecimentos inspecionados pelo governo federal e exercem papel fundamental no abastecimento alimentar, especialmente em regiões rurais e comunidades de menor porte.

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Além de gerar empregos e renda localmente, esses empreendimentos contribuem para diversificar o mercado, oferecendo alternativas aos grandes grupos industriais que dominam a maior parte do processamento de carnes nos Estados Unidos.

Com o novo plano, o governo pretende ampliar a participação dessas empresas no setor, aumentar sua competitividade e criar um ambiente regulatório mais favorável para investimentos e expansão.

Estratégia para fortalecer a indústria de carne dos EUA

A secretária de Agricultura dos Estados Unidos, Brooke Rollins, destacou que a iniciativa representa um passo importante para fortalecer a indústria nacional de carnes, eliminando obstáculos burocráticos e oferecendo mais suporte às pequenas empresas.

O pacote integra uma agenda mais ampla de modernização da cadeia de proteína animal norte-americana, com foco no fortalecimento dos produtores locais, na ampliação da concorrência e na garantia de maior segurança alimentar para o país.

A expectativa é que os investimentos contribuam para aumentar a eficiência da cadeia produtiva, melhorar a capacidade de resposta a eventuais crises de abastecimento e consolidar um setor mais competitivo e resiliente nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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