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USDA anuncia investimento de US$ 60 milhões para fortalecer pequenos frigoríficos e ampliar a cadeia de carnes nos EUA
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USDA lança plano de US$ 60 milhões para impulsionar pequenos processadores de carne e aves nos Estados Unidos
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou um novo pacote de medidas voltado ao fortalecimento dos pequenos processadores de carne e aves, setor considerado estratégico para a segurança alimentar e o desenvolvimento econômico das comunidades rurais do país. A iniciativa inclui o lançamento do Plano de Ação para Pequenos Processadores e a abertura de uma nova rodada de financiamento de US$ 60 milhões destinada à expansão da capacidade produtiva dessas empresas.
O programa faz parte da estratégia do governo norte-americano para ampliar a competitividade da indústria de proteínas, reduzir a concentração do mercado e fortalecer a resiliência da cadeia de abastecimento de carnes.
Menos burocracia e mais eficiência para pequenas empresas
De acordo com o USDA, o novo plano foi desenvolvido para simplificar processos regulatórios, melhorar o atendimento às empresas e garantir que os padrões de inspeção e segurança alimentar continuem sendo rigorosamente cumpridos.
Entre as principais medidas previstas estão a criação de canais mais ágeis para atendimento das demandas do setor, ampliação do suporte técnico especializado e modernização das orientações regulatórias, tornando as exigências governamentais mais claras e acessíveis aos empreendedores.
A proposta também prevê melhorias na gestão das inspeções federais e na utilização dos recursos do Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar (FSIS), órgão responsável pela fiscalização de carnes, aves e derivados nos Estados Unidos.
Financiamento de US$ 60 milhões amplia capacidade de processamento
Além das mudanças regulatórias, o USDA abriu as inscrições para a quarta rodada do Programa de Expansão do Processamento de Carne e Aves (MPPEP), que disponibilizará US$ 60 milhões em recursos para apoiar investimentos no setor.
Os recursos serão distribuídos em duas etapas e poderão ser acessados por pequenas, micro e médias empresas processadoras de carne, além de cooperativas, organizações sem fins lucrativos e entidades tribais que atuem em território norte-americano.
O objetivo é ampliar a capacidade de processamento, estimular a concorrência no mercado de proteínas e fortalecer a cadeia de suprimentos, reduzindo gargalos logísticos e aumentando a oferta de produtos ao consumidor.
Papel estratégico dos pequenos frigoríficos
Segundo o USDA, as pequenas e microempresas representam a maioria dos estabelecimentos inspecionados pelo governo federal e exercem papel fundamental no abastecimento alimentar, especialmente em regiões rurais e comunidades de menor porte.
Além de gerar empregos e renda localmente, esses empreendimentos contribuem para diversificar o mercado, oferecendo alternativas aos grandes grupos industriais que dominam a maior parte do processamento de carnes nos Estados Unidos.
Com o novo plano, o governo pretende ampliar a participação dessas empresas no setor, aumentar sua competitividade e criar um ambiente regulatório mais favorável para investimentos e expansão.
Estratégia para fortalecer a indústria de carne dos EUA
A secretária de Agricultura dos Estados Unidos, Brooke Rollins, destacou que a iniciativa representa um passo importante para fortalecer a indústria nacional de carnes, eliminando obstáculos burocráticos e oferecendo mais suporte às pequenas empresas.
O pacote integra uma agenda mais ampla de modernização da cadeia de proteína animal norte-americana, com foco no fortalecimento dos produtores locais, na ampliação da concorrência e na garantia de maior segurança alimentar para o país.
A expectativa é que os investimentos contribuam para aumentar a eficiência da cadeia produtiva, melhorar a capacidade de resposta a eventuais crises de abastecimento e consolidar um setor mais competitivo e resiliente nos próximos anos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca, em Porto Velho: criação e aperfeiçoamento de políticas públicas
Diferente da etapa do Rio Grande do Norte, a etapa estadual da 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca (CNAP) em Rondônia foi organizada a partir da mobilização da sociedade civil, na quarta-feira (10). Foram 105 participantes, entre representantes da pesca, da aquicultura, do setor industrial, de entidades da sociedade civil, gestores públicos, instituições parceiras e demais envolvidos com o desenvolvimento do setor no estado.
Durante o evento, os participantes debateram os principais desafios e oportunidades do setor em Rondônia. Os trabalhos foram organizados em três grupos temáticos: pesca artesanal, aquicultura e setor industrial. A partir dos debates, foram construídas 30 propostas, além da eleição dos delegados que representarão o estado na etapa nacional, de 11 a 13 de novembro de 2026, em Brasília (DF).
O coordenador da Comissão Executiva Nacional da 4ª CNAP, Paulo Faria, ressaltou a importância da mobilização da sociedade civil nesse processo. Segundo ele, a realização da etapa de Rondônia demonstra que a conferência é, acima de tudo, um espaço da sociedade. “Quando uma etapa não é deflagrada pelo estado, mas a sociedade civil se organiza, assume a responsabilidade e realiza o encontro, isso mostra a força desse processo participativo. A conferência precisa acontecer porque é nela que discutimos, de forma coletiva, os rumos da pesca e da aquicultura no Brasil”, destacou.
“A realização desta conferência mostra a força da organização do setor pesqueiro e aquícola de Rondônia. Foi um momento importante para ouvir pescadores, aquicultores, indústria e demais atores da cadeia produtiva, construindo propostas que reflitam as necessidades reais do estado. Rondônia tem enorme potencial para o desenvolvimento sustentável da pesca e da aquicultura, e as contribuições construídas aqui ajudarão a orientar as políticas públicas e fortalecer o setor nos próximos anos”, afirmou a Secretária Nacional de Registro, Monitoramento e Pesquisa do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), Carolina Doria .
Com essas etapas regionais, o Governo Federal reforça a retomada da participação social no setor de Pesca e Aquicultura depois de 16 anos. O tema da etapa nacional será: “De política de governo a política de Estado: sustentabilidade, participação social e continuidade institucional”.
ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura

