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Fiesp critica MP do Frete e alerta para aumento dos custos logísticos no agronegócio

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A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) manifestou forte preocupação com o texto da Medida Provisória do Frete, atualmente em tramitação no Senado Federal. Em nota pública, a entidade afirma que a proposta amplia a intervenção estatal no setor de transporte rodoviário de cargas, aumenta a insegurança jurídica e pode provocar impactos diretos nos custos logísticos do agronegócio e da economia brasileira.

Segundo a federação, as mudanças previstas na medida provisória tendem a elevar o custo do transporte de mercadorias, com reflexos em toda a cadeia produtiva e potencial repasse aos preços pagos pelos consumidores.

Custos logísticos podem superar valor de algumas cargas

A principal crítica da entidade está relacionada às regras para definição do piso mínimo do frete. De acordo com a Fiesp, o texto estabelece mecanismos que limitam a livre negociação entre contratantes e transportadores, reduzindo a flexibilidade do mercado e aumentando os custos operacionais.

A federação alerta que determinados produtos de baixo valor agregado poderão sofrer impactos ainda mais significativos. Entre os exemplos citados está o transporte de calcário agrícola, insumo fundamental para a correção da fertilidade do solo e para o aumento da produtividade das lavouras brasileiras.

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Segundo a entidade, em algumas situações o custo do frete poderá superar o valor da própria carga transportada, comprometendo a competitividade de importantes segmentos do agronegócio.

Insegurança jurídica preocupa setor produtivo

Outro ponto destacado pela Fiesp é a previsão de penalidades consideradas excessivas para o descumprimento das regras estabelecidas pela medida provisória.

Na avaliação da entidade, a aplicação de multas elevadas e até mesmo a possibilidade de cassação de registros podem criar um ambiente de insegurança jurídica para empresas de diferentes setores econômicos.

A federação também questiona dispositivos que tratam da definição das variáveis utilizadas no cálculo do piso mínimo do frete. Segundo a avaliação da indústria, a proposta reduz a autonomia regulatória e amplia a rigidez nas relações comerciais entre os agentes do mercado de transporte.

Agronegócio pode sentir impactos em toda a cadeia

O setor agropecuário figura entre os mais sensíveis às mudanças nos custos logísticos, uma vez que grande parte da produção nacional depende do transporte rodoviário para o escoamento de grãos, fertilizantes, corretivos agrícolas, defensivos e produtos industrializados.

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Qualquer elevação nos custos de frete tende a impactar diretamente a rentabilidade dos produtores rurais, além de influenciar os preços finais de alimentos e matérias-primas.

Especialistas destacam que a logística representa um dos principais desafios de competitividade do agronegócio brasileiro, especialmente em regiões distantes dos portos e centros consumidores.

Fiesp pede revisão do texto no Senado

Diante das preocupações levantadas, a Fiesp defende que o Senado Federal exerça seu papel de revisão da proposta e promova ajustes que reduzam os impactos econômicos da medida.

A entidade avalia que, sem mudanças, a nova regulamentação poderá acelerar o processo de verticalização das frotas por parte das empresas, reduzindo oportunidades para transportadores autônomos e alterando a dinâmica do mercado de transporte rodoviário de cargas.

Para a federação, a busca por equilíbrio entre a valorização dos transportadores e a preservação da competitividade da economia brasileira será fundamental para evitar novos custos ao setor produtivo e ao consumidor final.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dólar sobe para acima de R$ 5,20 e mercado acompanha decisões sobre juros e petróleo; Ibovespa inicia sessão atento ao cenário global

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O mercado financeiro brasileiro opera em clima de atenção nesta quarta-feira (24), com o dólar registrando valorização frente ao real e os investidores monitorando os desdobramentos da política monetária global, a trajetória dos juros e os movimentos dos preços do petróleo.

Nas primeiras negociações do dia, a moeda norte-americana chegou a ser negociada a R$ 5,20, mantendo o viés de alta observado na sessão anterior. Na terça-feira (23), o dólar comercial encerrou o pregão com valorização de 0,88%, cotado a R$ 5,1866. Durante a manhã desta quarta-feira, o mercado também acompanhava oscilações próximas de R$ 5,16 a R$ 5,20, refletindo a volatilidade típica do ambiente cambial atual.

O movimento ocorre em um cenário de maior cautela dos investidores diante das perspectivas para a política monetária dos Estados Unidos e do Brasil. A manutenção de juros elevados por mais tempo nas principais economias tende a fortalecer o dólar globalmente e reduzir o apetite por ativos de maior risco, como moedas de países emergentes.

Petróleo e cenário internacional influenciam o câmbio

Além dos juros, o mercado acompanha atentamente o comportamento das cotações internacionais do petróleo. A commodity segue no radar dos investidores devido às tensões geopolíticas e aos impactos sobre a inflação global.

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Quando os preços do petróleo apresentam forte volatilidade, aumentam as incertezas sobre o crescimento econômico e a trajetória inflacionária, o que influencia diretamente as expectativas para os bancos centrais e, consequentemente, o mercado cambial.

Ibovespa inicia o dia após nova alta

Enquanto o dólar avança, o mercado acionário brasileiro busca manter o desempenho positivo observado na sessão anterior. O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou o pregão de terça-feira com alta de 0,52%, aos 171.249 pontos.

Os investidores seguem atentos aos movimentos das commodities, ao desempenho das bolsas internacionais e à divulgação de indicadores econômicos que possam influenciar as expectativas para a economia brasileira e global.

Desempenho acumulado do mercado
  • Dólar
    • Semana: +0,41%
    • Junho: +2,86%
    • Acumulado de 2026: -5,50%
  • Ibovespa
    • Semana: +1,73%
    • Junho: -1,46%
    • Acumulado de 2026: +6,28%
Perspectivas para o agronegócio

Para o agronegócio brasileiro, a valorização do dólar continua sendo um fator relevante. Um câmbio mais alto tende a favorecer a competitividade das exportações de commodities como soja, milho, café, algodão, carnes e celulose, ampliando a receita em reais dos exportadores.

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Por outro lado, a alta da moeda norte-americana também eleva os custos de insumos importados, especialmente fertilizantes, defensivos agrícolas e máquinas, exigindo atenção redobrada dos produtores na gestão financeira da safra.

Com a volatilidade ainda presente nos mercados globais, analistas avaliam que os próximos movimentos do dólar e da bolsa continuarão sendo influenciados pelas decisões dos bancos centrais, pelos indicadores econômicos e pelo comportamento das commodities no cenário internacional

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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