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Sisu+ 2026 preenche 99,5% das vagas na chamada regular
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O Ministério da Educação (MEC) divulgou, nesta quarta-feira, 24 de junho, o resultado da chamada regular do Sisu+ 2026, etapa complementar inédita ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu). O resultado, disponível no Portal Único de Acesso, registrou a ocupação de 99,51% das 9.436 oportunidades ofertadas logo na chamada regular.
Participaram do processo 132.488 candidatos, com volume de 236.804 inscrições, já que cada estudante pôde optar por até dois cursos e, com as alterações da Lei de Cotas, quem concorre sob ações afirmativas também participa da seleção via ampla concorrência. A oferta global contemplou 532 cursos de graduação distribuídos em 34 instituições públicas de educação superior de todas as regiões do país.
Do total, 3.822 candidatos foram aprovados na modalidade de ampla concorrência, enquanto categorias de cotas, como estudantes de escolas públicas autodeclarados pretos, pardos e indígenas, somaram quase 3 mil candidatos aprovados.
No cenário nacional, o estado da Paraíba liderou o acesso (1.775 aprovados), seguida pelo Rio de Janeiro (1.636), Minas Gerais (1.462), Ceará (996) e Rio Grande do Sul (909). Entre as instituições, a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), o Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet/RJ), o Instituto Federal do Ceará (IFCE) e a Universidade Federal do Pampa (Unipampa) se destacaram como as maiores ofertantes.
As graduações com maior volume de inscrições foram direito (14.221 interessados), administração (13.653) e engenharia civil (10.844), seguidas por fisioterapia (10.580) e enfermagem (9.153). O acesso permitiu a utilização de desempenhos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023 a 2025, assim como o Sisu 2026.
“Os dados desta primeira edição sublinham o amadurecimento contínuo das políticas de acesso à educação superior promovidas pelo Ministério da Educação, que têm como foco estimular a ocupação de vagas, a plena autonomia das instituições públicas de educação superior e a liberdade dos jovens na construção de seus percursos de vida”, afirmou o secretário de Educação Superior do MEC, Marcus David.
Cronograma

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Sisu+ – O programa integra um ciclo mais amplo de aprimoramento do Sisu, como as alterações recentes da Lei de Cotas, aprimoramentos importantes no sistema de inscrição e melhorias na organização de vagas. A seleção é uma etapa complementar ao Sisu que tem o objetivo de ampliar o acesso à educação superior — contribuindo para a ocupação de vagas disponíveis — e de aperfeiçoar os processos da ferramenta de seleção. A etapa fortalece as instituições públicas de educação superior ao permitir que utilizem a estrutura do Sisu para ofertar vagas que, de outra forma, poderiam depender de processos seletivos próprios, com maior dispersão de regras, calendários e canais de divulgação.
A participação é voltada às instituições públicas e gratuitas que tenham participado da etapa regular do Sisu 2026 e formalizado a adesão por meio de termo. A tendência é que o Sisu+ seja utilizado especialmente para: cursos que, tradicionalmente, dependem de chamadas sucessivas para preenchimento de vagas; instituições que realizariam processos seletivos próprios para vagas com ingresso no segundo semestre; cursos de licenciatura, engenharias e demais áreas estratégicas em que a ampliação do acesso esteja associada a políticas públicas complementares; e instituições que desejem utilizar a infraestrutura do Sisu para reduzir custos administrativos, ampliar a divulgação das vagas e padronizar procedimentos de seleção.
O objetivo é reduzir a necessidade de processos seletivos próprios paralelos e apoiar a organização das ofertas acadêmicas em ambiente já conhecido pelas instituições e pelos estudantes, incluindo instituições localizadas em regiões interiorizadas do país e ampliando a visibilidade de vagas eventualmente disponíveis fora dos grandes centros urbanos.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria Educação Superior (Sesu)
Fonte: Ministério da Educação
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Projeto Integra moderniza investigações das polícias civis e amplia uso de tecnologia no combate ao crime organizado
Brasília, 24/6/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), tem ampliado a capacidade investigativa das polícias civis dos estados e do Distrito Federal com o Projeto Integra. A ação já contabiliza mais de 16 mil extrações de dados de dispositivos móveis, 9.719 aparelhos analisados e 530 profissionais capacitados para operar tecnologias avançadas de investigação criminal. O investimento do Governo Federal é de R$ 85 milhões, destinados à modernização da infraestrutura tecnológica das polícias civis.
Coordenado pela Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi/Senasp), o projeto fortalece o enfrentamento às organizações criminosas por meio da disponibilização de equipamentos e soluções tecnológicas de última geração para desbloqueio, extração, análise e armazenamento de dados de dispositivos móveis, sempre mediante autorização judicial.
Os resultados evidenciam o impacto da ação nas investigações conduzidas pelas polícias civis. Das mais de 16 mil extrações realizadas, 5,5 mil estão relacionadas a investigações de tráfico de drogas, 2,8 mil a casos de homicídio doloso e 12,7 mil a apurações envolvendo organizações criminosas, contribuindo para a produção de provas e para o avanço de investigações complexas em todo o território nacional.
“O Projeto Integra representa um marco na cooperação federativa ao promover a integração tecnológica entre as polícias civis de todo o País. A ação fortalece a produção de provas digitais, qualifica investigações e amplia a capacidade do Estado de combater organizações criminosas, contribuindo para uma atuação mais eficiente, coordenada e alinhada aos desafios da criminalidade contemporânea”, afirma o diretor de Operações Integradas e Inteligência (Diopi), Anchieta Nery.
Investimentos
A ação está estruturada em três eixos: aquisição e distribuição de equipamentos e softwares especializados; capacitação e suporte técnico aos operadores; e gestão do cadastro e do acesso dos usuários das unidades da Federação. Esses eixos atuam de forma integrada e ampliam a eficiência das investigações criminais.
As 27 unidades da Federação receberam quatro estações de trabalho, sistemas de armazenamento de dados e licenças de software para extração de informações de dispositivos móveis.
Além da infraestrutura tecnológica, o Projeto Integra investe na formação continuada dos profissionais responsáveis pela operação dos equipamentos. Até o momento, 530 servidores foram capacitados, dos quais 208 atuam como operadores ativos das soluções disponibilizadas pela Senasp.


