CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

BRASIL

Projeto Integra moderniza investigações das polícias civis e amplia uso de tecnologia no combate ao crime organizado

Publicados

BRASIL

Brasília, 24/6/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), tem ampliado a capacidade investigativa das polícias civis dos estados e do Distrito Federal com o Projeto Integra. A ação já contabiliza mais de 16 mil extrações de dados de dispositivos móveis, 9.719 aparelhos analisados e 530 profissionais capacitados para operar tecnologias avançadas de investigação criminal. O investimento do Governo Federal é de R$ 85 milhões, destinados à modernização da infraestrutura tecnológica das polícias civis.

Coordenado pela Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi/Senasp), o projeto fortalece o enfrentamento às organizações criminosas por meio da disponibilização de equipamentos e soluções tecnológicas de última geração para desbloqueio, extração, análise e armazenamento de dados de dispositivos móveis, sempre mediante autorização judicial.

Os resultados evidenciam o impacto da ação nas investigações conduzidas pelas polícias civis. Das mais de 16 mil extrações realizadas, 5,5 mil estão relacionadas a investigações de tráfico de drogas, 2,8 mil a casos de homicídio doloso e 12,7 mil a apurações envolvendo organizações criminosas, contribuindo para a produção de provas e para o avanço de investigações complexas em todo o território nacional.

Leia Também:  Prorrogado prazo para Levantamento da Educação Infantil 2025

“O Projeto Integra representa um marco na cooperação federativa ao promover a integração tecnológica entre as polícias civis de todo o País. A ação fortalece a produção de provas digitais, qualifica investigações e amplia a capacidade do Estado de combater organizações criminosas, contribuindo para uma atuação mais eficiente, coordenada e alinhada aos desafios da criminalidade contemporânea”, afirma o diretor de Operações Integradas e Inteligência (Diopi), Anchieta Nery.

Investimentos

A ação está estruturada em três eixos: aquisição e distribuição de equipamentos e softwares especializados; capacitação e suporte técnico aos operadores; e gestão do cadastro e do acesso dos usuários das unidades da Federação. Esses eixos atuam de forma integrada e ampliam a eficiência das investigações criminais.

As 27 unidades da Federação receberam quatro estações de trabalho, sistemas de armazenamento de dados e licenças de software para extração de informações de dispositivos móveis.

Além da infraestrutura tecnológica, o Projeto Integra investe na formação continuada dos profissionais responsáveis pela operação dos equipamentos. Até o momento, 530 servidores foram capacitados, dos quais 208 atuam como operadores ativos das soluções disponibilizadas pela Senasp.

Leia Também:  MJSP debate implementação do ECA Digital com especialistas internacionais em Brasília

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

Propaganda

BRASIL

Grupo de Trabalho da Seleção Feminina da Justiça e Segurança Pública mobiliza ações para prevenir feminicídios e proteger mulheres

Publicados

em

Brasília, 24/6/2026 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, anunciou nesta quarta-feira (24) a criação do Grupo de Trabalho da Seleção Feminina da Justiça e Segurança Pública, iniciativa voltada ao enfrentamento da violência contra as mulheres e à redução dos índices de feminicídio no País.

Na reunião de instalação do colegiado, o ministro destacou a urgência do tema e propôs que o grupo produza relatórios periódicos, realize encontros regulares e contribua para uma política pública baseada em evidências.

“Hoje é o nosso marco zero. Estamos capturando esse sentimento de alegria e brasilidade que envolve o futebol para que, durante e depois da Copa, esse time continue jogando. Queremos identificar o que funciona na rede de proteção, chamar atenção para o que não funciona e construir estratégias de comunicação que ampliem o alcance dessa causa”, afirmou.

Primeiro tempo: escuta em campo

A secretária de Acesso à Justiça, Sheila de Carvalho, lembrou que o Brasil registrou, pela primeira vez desde 2014, redução nos índices de feminicídio. “Queremos um espaço de escuta qualificada e permanente, capaz de fortalecer duas agendas fundamentais: o acesso das mulheres à Justiça e o acesso das mulheres à Segurança Pública”, afirmou.

Reunião para criação do Grupo no Ministério da Justiça e Segurança Pública. Foto: Tom Costa/MJSP
Reunião para criação do Grupo no Ministério da Justiça e Segurança Pública. Foto: Tom Costa/MJSP
Leia Também:  MEC promove curso para gestores da educação em tempo integral

A magistrada Andremara dos Santos (TJBA) defendeu que as ações tenham continuidade além dos grandes eventos. “O enfrentamento ao feminicídio precisa integrar de forma definitiva as estratégias da segurança pública”, disse.

A tenente-coronel Claudia Moraes, da Polícia Militar do Rio de Janeiro, chamou atenção para um gap estrutural: “A violência contra a mulher ainda não entrou na agenda da segurança pública como deveria. Precisamos garantir que o aumento das denúncias seja acompanhado pela preparação das instituições que estão na ponta.”

A delegada Luana Vaz Davico, do Distrito Federal, destacou os desafios no acolhimento: “As mulheres muitas vezes não querem procurar as delegacias porque não se sentem acolhidas pelo sistema. Precisamos construir protocolos que ampliem os pontos de atendimento.”

Jogo em todo o campo

A advogada Alice Bianchini enfatizou a dimensão territorial: “Precisamos olhar para a territorialidade e compreender as especificidades de cada contexto para que as políticas alcancem as mulheres.”

A defensora pública Alessia Tuxá alertou para as barreiras enfrentadas por mulheres indígenas: “Precisamos garantir que as políticas públicas alcancem os territórios e atendam efetivamente essas mulheres.”

Leia Também:  Projeto divulga resultado de chamada para Mapa do Turismo Responsável

Nenhuma jogadora deixada para trás

A procuradora Anamaria Barroso sintetizou o desafio central: “Nosso desafio é garantir que o serviço chegue à mulher invisível, aquela que passa pela polícia, pelo hospital, pela Defensoria Pública e muitas vezes desiste de buscar ajuda.”

O grupo reúne representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública, da Polícia Militar, do Judiciário e da sociedade civil, com foco na articulação entre União, estados e municípios. O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, encerrou a reunião destacando os avanços na integração de dados sobre feminicídio e o papel do grupo na qualificação das informações para orientar as ações de prevenção.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA