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Abitrigo celebra 35 anos e reforça papel como principal representante da indústria do trigo no Brasil

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Abitrigo completa 35 anos e se consolida como voz unificada dos moinhos de trigo

A Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) chega a 2026 celebrando 35 anos de atuação, consolidada como a principal entidade representativa dos moinhos de trigo no Brasil e referência na articulação institucional do setor.

Criada em um cenário de forte intervenção estatal e fragmentação da representação setorial, a entidade surgiu com o objetivo de unificar a voz da indústria do trigo e fortalecer o diálogo com o poder público.

Fundação buscou unificar representação e fortalecer diálogo institucional

Segundo o fundador e primeiro presidente da Abitrigo, Atenor Barros Leal, a criação da entidade respondeu a uma demanda estratégica do setor, que à época contava com múltiplas representações regionais e pouca coordenação nacional.

“A política do trigo era altamente dependente do governo, e o setor tinha múltiplas vozes. A criação da Abitrigo permitiu organizar essa representação e estabelecer um interlocutor único”, afirma.

A iniciativa permitiu maior integração entre os agentes da cadeia, sem eliminar a representatividade regional, mas promovendo uma agenda nacional mais estruturada.

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Indústria do trigo passou por forte transformação nas últimas décadas

Ao longo de mais de três décadas, o setor moageiro brasileiro passou por mudanças significativas, impulsionadas pela redução da intervenção estatal, pela abertura de mercado e pelo aumento da competitividade.

De acordo com o presidente-executivo da Abitrigo, Rubens Barbosa, esse processo exigiu maior profissionalização e eficiência da indústria.

“A Abitrigo acompanhou e contribuiu para a modernização do setor moageiro. Hoje, representamos uma indústria mais competitiva e essencial para a segurança alimentar do país”, destaca.

Consolidação do setor fortaleceu papel institucional da entidade

A evolução da indústria do trigo também foi marcada pela consolidação de empresas, investimentos em tecnologia e ampliação da capacidade produtiva.

Esse movimento reforçou a importância da Abitrigo como articuladora institucional, ampliando sua atuação em temas estratégicos como política agrícola, comércio exterior, regulação, competitividade e sustentabilidade.

Para o presidente do Conselho Deliberativo da entidade, Daniel Kümmel, a trajetória da associação acompanha o amadurecimento do setor.

“A Abitrigo se fortaleceu junto com a indústria e segue sendo fundamental para promover o diálogo e defender interesses comuns”, afirma.

Entidade atua em agenda estratégica da cadeia do trigo no Brasil

Atualmente, a Abitrigo reúne os principais moinhos de trigo do país e mantém atuação ativa junto a órgãos governamentais, entidades de classe e demais elos da cadeia produtiva.

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A entidade participa de discussões relacionadas à competitividade da indústria, segurança alimentar e desenvolvimento sustentável do setor moageiro.

Abitrigo reforça compromisso com inovação e futuro do setor

Ao completar 35 anos, a entidade destaca o compromisso com os desafios futuros da indústria do trigo, em um cenário marcado por inovação tecnológica, eficiência produtiva e crescente demanda por segurança alimentar.

Segundo a liderança da associação, a base construída ao longo das últimas décadas permite ao setor enfrentar novos desafios com maior organização e capacidade de articulação.

“É motivo de orgulho ver a evolução do setor e o papel que a Abitrigo desempenhou ao longo dessa trajetória”, conclui Daniel Kümmel.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Indústria da borracha precisa acelerar execução de soluções para ganhar competitividade global, aponta estudo da Fiesp

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A indústria brasileira de artefatos de borracha já mapeou com clareza seus principais gargalos e oportunidades, mas ainda precisa avançar na transformação de diagnósticos em ações concretas para ampliar sua competitividade. A avaliação foi apresentada por Albino Fernando Calantuono, especialista em Competitividade e Tecnologia da Fiesp, durante a Expobor 2026 e a Pneushow 2026, eventos de referência do setor na América Latina.

Importações pressionam mercado e ampliam desafios da indústria nacional

De acordo com o levantamento apresentado, o setor enfrenta forte concorrência de produtos importados, que já representam cerca de 43% de penetração no mercado brasileiro.

Além disso, a cadeia produtiva convive com entraves estruturais, como o elevado custo de produção no país — o chamado “Custo Brasil” —, a ausência de uma política industrial de longo prazo e a concorrência crescente de materiais substitutos, especialmente os plásticos.

O estudo também aponta que 18,4% dos produtos de borracha são destinados ao setor automotivo, enquanto a maior parte das empresas do segmento é composta por pequenos e médios negócios.

China lidera exportações e amplia disputa global

No cenário internacional, a China se destaca como principal player global, liderando praticamente todas as categorias de produtos de borracha comercializados pelo Brasil e respondendo por 18,4% das exportações mundiais do setor.

O Brasil, por outro lado, ocupa a 30ª posição no ranking global de exportadores, com participação de apenas 0,7%.

Segundo Calantuono, apesar do cenário desafiador, há espaço para expansão da indústria brasileira.

“A China está praticamente no quintal do Brasil quando observamos o mercado latino-americano. Ela lidera em escala, competitividade e capacidade produtiva. Mas isso não significa que o Brasil não tenha espaço”, destacou.

Oportunidade está em inovação, sustentabilidade e economia circular

O especialista defende que o reposicionamento da cadeia da borracha brasileira deve passar por inovação tecnológica e estratégias sustentáveis.

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Entre os caminhos apontados estão soluções de menor pegada de carbono, maior valor agregado e práticas de economia circular, como reaproveitamento de resíduos e desenvolvimento de materiais inovadores.

“O Brasil possui uma oportunidade única de reposicionar sua cadeia com soluções sustentáveis e customizadas, que podem se tornar diferenciais competitivos importantes”, afirmou.

Calantuono também defendeu a criação de instrumentos regulatórios e políticas públicas para fortalecer o setor.

“A indústria da borracha precisa de uma política tecnológica e industrial consistente para competir em igualdade de condições com o mercado internacional”, completou.

Senai amplia investimentos em capacitação e inovação no setor

Durante o evento, instituições do Sistema S apresentaram iniciativas voltadas à qualificação profissional e ao desenvolvimento tecnológico da indústria da borracha.

O Senai-SP anunciou a implantação de um laboratório de elastômeros no Distrito Tecnológico de São Bernardo do Campo (SP), com início de operação previsto para 2027. O projeto contará com 14 equipamentos de alta tecnologia e investimento estimado em R$ 10 milhões.

Segundo Fernanda Moreira, coordenadora técnica de Novos Negócios do Senai-SP, a estrutura atenderá diferentes segmentos industriais.

“A meta é atender aplicações de alta performance em pneus, indústria automotiva, construção civil, aeroespacial, médico-hospitalar e calçadista, com desenvolvimento de projetos de P,D&I”, afirmou.

Além disso, o Senai-SP está destinando cerca de R$ 3 milhões para capacitação profissional, com 14 cursos voltados ao setor, em formatos presenciais, in company e, futuramente, EAD.

Senai-RS busca ampliar participação da borracha em projetos de inovação

O Senai-RS também destacou iniciativas para expandir a presença da indústria da borracha em seus projetos de pesquisa e desenvolvimento.

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Segundo Jordão Gheller Jr., gerente de Operações do Instituto Senai de Inovação em Engenharia de Polímeros, atualmente apenas 15% dos 29 projetos em andamento envolvem elastômeros.

O painel foi complementado por ações de formação profissional conduzidas por Sandro Lima Bernieri, voltadas à qualificação na área de polímeros.

Novas tecnologias reforçam sustentabilidade e eficiência produtiva

A Arena do Conhecimento da Expobor e da Pneushow 2026 também apresentou inovações tecnológicas voltadas à indústria da borracha.

Entre os destaques, Jason Silva, da Retilox, apresentou sistemas de cura com peróxidos atóxicos, com menor uso de insumos, maior produtividade e reciclabilidade total dos resíduos pós-cura. A tecnologia também reduz emissões de compostos orgânicos voláteis (VOC), contribuindo para a saúde ocupacional e a economia circular.

Já Guilhermo Spangenberg, da Cabot Corporation, apresentou o CGX 1000, um novo tipo de negro de carbono com até 30% de carbono recuperado, desenvolvido para apoiar empresas na redução das emissões dos escopos 1, 2 e 3 do Protocolo GHG.

Indústria precisa reforçar foco no cliente e adaptação ao mercado

Encerrando o ciclo de palestras, o consultor Sérgio Luís Patzlaff, da STG Consultoria Empresarial, destacou a importância da leitura de mercado e da conexão com o cliente como fatores decisivos para a competitividade.

Segundo ele, muitas empresas acabam direcionando esforços para questões internas, em detrimento das demandas externas.

“A empresa não está perdendo cliente, está desistindo de vê-los. A reconexão começa dentro da organização”, afirmou.

O especialista reforçou ainda que a atenção aos clientes em risco deve ser prioridade estratégica, já que a perda de relacionamento pode ser irreversível.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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