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Vacinação contra brucelose em Mato Grosso termina em 30 de junho; pecuaristas devem evitar multas e restrições
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Os pecuaristas de Mato Grosso devem redobrar a atenção ao calendário sanitário estadual. A primeira etapa obrigatória da vacinação contra a brucelose termina em 30 de junho, prazo final para imunizar bezerras bovinas e bubalinas com idade entre três e oito meses. Após a vacinação, a comunicação ao Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) deverá ser realizada até 2 de julho.
O alerta é da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), que reforça que não houve alterações no calendário estadual, apesar da divulgação da Campanha Nacional de Vacinação contra a Brucelose pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Dessa forma, continua valendo o cronograma oficial estabelecido pelo Indea-MT.
Brucelose causa prejuízos econômicos e representa risco à saúde pública
A brucelose é uma doença infectocontagiosa provocada pela bactéria Brucella abortus, que acomete principalmente bovinos e bubalinos. A enfermidade compromete significativamente a produtividade dos rebanhos, causando abortos, retenção de placenta, nascimento de animais debilitados, redução da fertilidade e queda na produção de leite.
Além dos impactos econômicos para a pecuária, a doença também é considerada uma zoonose, podendo ser transmitida aos seres humanos, especialmente pelo contato direto com animais infectados ou pelo consumo de leite e derivados não pasteurizados.
Vacinação é obrigatória e deve ser realizada por profissionais habilitados
Segundo a Famato, a vacinação das bezerras permanece como uma das principais medidas de prevenção e controle da brucelose, contribuindo para a sanidade dos rebanhos e para a manutenção da competitividade da pecuária mato-grossense.
A aplicação da vacina deve ser realizada exclusivamente por médico-veterinário ou vacinador devidamente cadastrado, conforme determina a legislação sanitária. A entidade recomenda que os produtores não deixem o procedimento para os últimos dias, evitando dificuldades de agendamento e possíveis atrasos no cumprimento das exigências oficiais.
Descumprimento pode gerar multa e impedir emissão da GTA
Os produtores que deixarem de vacinar as fêmeas dentro da faixa etária obrigatória estarão sujeitos à aplicação de multa equivalente a uma Unidade Padrão Fiscal de Mato Grosso (UPF/MT) por animal, atualmente no valor de R$ 254,36.
Além da penalidade financeira, o pecuarista ficará impedido de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA), documento indispensável para a movimentação legal dos animais, o que pode comprometer negociações, transporte e demais atividades da propriedade rural.
Diante do encerramento da primeira etapa da campanha, a orientação é que os produtores realizem a vacinação até 30 de junho e efetuem a comunicação obrigatória ao Indea-MT dentro do prazo, garantindo a conformidade sanitária do rebanho e evitando prejuízos operacionais e financeiros.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Exportações de algodão do Brasil devem bater recorde em 2025/26 e reforçam liderança global no mercado internacional
As exportações brasileiras de algodão devem encerrar o ciclo comercial 2025/2026 em nível recorde, com estimativa de aproximadamente 3,3 milhões de toneladas embarcadas, segundo projeções apresentadas durante a abertura do XXIII Anea Cotton Dinner, em reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados.
O desempenho reforça o protagonismo do Brasil no comércio internacional da fibra, com o país consolidado como principal exportador mundial de algodão, superando concorrentes tradicionais como os Estados Unidos. O resultado é sustentado pela forte demanda de mercados da Ásia, Europa e Oriente Médio.
Produção brasileira mantém crescimento e produtividade elevada
A safra 2025/2026 de algodão no Brasil deve alcançar cerca de 3,9 milhões de toneladas de pluma, cultivadas em aproximadamente 1,9 milhão de hectares, com produtividade média próxima de 1.954 quilos por hectare, de acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).
Para o ciclo 2026/2027, as primeiras estimativas indicam nova expansão, com produção projetada em 3,96 milhões de toneladas, reforçando a tendência de crescimento consistente da cultura no país.
Brasil registra recordes de exportação e consolida liderança global
A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) destacou que o Brasil registrou recordes mensais de embarques em sete meses dentro do ciclo atual, mantendo ritmo forte de exportações e encerrando a temporada na liderança global do setor.
“O algodão brasileiro alcançou um novo patamar no mercado internacional. Tivemos sete meses de recorde de exportação, e junho deve seguir o mesmo ritmo. Hoje, o desafio já não é apenas produzir mais, mas garantir infraestrutura, competitividade e previsibilidade para sustentar esse crescimento”, afirmou o presidente da Anea, Dawid Wajs.
O avanço das exportações reflete não apenas o aumento da produção, mas também a consolidação da confiança internacional na qualidade da fibra brasileira.
Cenário global pode sustentar preços do algodão
No mercado internacional, o cenário de oferta e demanda segue apertado. A projeção aponta consumo global de aproximadamente 26,510 milhões de toneladas, acima da oferta estimada em 25,265 milhões de toneladas, o que pode contribuir para sustentar as cotações da fibra no mercado mundial.
Mercado interno mais cauteloso e busca por qualidade
No Brasil, o mercado doméstico apresenta comportamento mais conservador. As fiações têm adotado postura cautelosa nas compras, priorizando qualidade da matéria-prima e reduzindo o apetite por contratos de longo prazo, especialmente em um ambiente de juros elevados.
Uso do algodão avança para além do setor têxtil
Durante as discussões do setor, também ganhou destaque a valorização das fibras naturais e a ampliação do uso do algodão em novas aplicações industriais. Além do vestuário, o produto vem sendo incorporado em segmentos como saúde, construção civil, defesa e materiais funcionais, ampliando seu potencial de inovação e agregação de valor na cadeia produtiva.
Fonte: Portal do Agronegócio
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