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Exportação de café verde do Brasil cai quase 36% em maio por baixa oferta, aponta Cecafé

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Queda nas exportações de café verde

A exportação de café verde do Brasil totalizou 2,6 milhões de sacas de 60 kg em maio, registrando uma queda de 35,9% na comparação com o mesmo mês do ano passado, conforme divulgado nesta terça-feira pelo Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé). A redução é atribuída à menor disponibilidade de grãos antes do início da colheita em ritmo mais acelerado.

Desempenho por variedades

Os embarques da variedade arábica somaram 2,4 milhões de sacas, uma redução anual de 24,6%. Já as exportações de canéforas (robusta e conilon) caíram expressivos 77%, totalizando 202,7 mil sacas.

Comparativo com anos anteriores

Apesar da forte queda frente a maio de 2024, o volume exportado em maio de 2025 ainda é superior ao do mesmo mês de 2023, quando o Brasil embarcou 2,1 milhões de sacas. Considerando também o café industrializado, especialmente o solúvel, as exportações brasileiras somaram 2,96 milhões de sacas em maio, representando um recuo de 33,3% em relação ao ano anterior.

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Motivos para a redução

Márcio Ferreira, presidente do Cecafé, explicou que o recuo está ligado à menor disponibilidade principalmente da espécie arábica, cuja colheita começou a ganhar ritmo somente em junho. Quanto aos grãos canéforas, apesar da colheita mais avançada, a queda nas exportações está relacionada à menor competitividade do produto brasileiro frente a países como Vietnã e Indonésia.

Impacto nos preços e na receita

A oferta reduzida tem pressionado os preços do café exportado, que subiram 81,6% em um ano, alcançando US$ 419,49 por saca. Por isso, mesmo com o volume menor, a receita cambial com as exportações cresceu 21,1% no período, somando US$ 1,24 bilhão.

Fatores climáticos e impactos globais

Ferreira destacou que o Brasil, junto a outros grandes produtores mundiais como Vietnã, Colômbia e Indonésia, enfrenta perdas de potencial produtivo em cinco safras consecutivas devido a extremos climáticos. Essa menor oferta global elevou os preços, impulsionando a receita das exportações brasileiras.

Estoques e volumes recordes em 2024

O aumento dos preços fez com que o Brasil reduzisse seus estoques. Apesar disso, as exportações totais em 2024 superaram 50 milhões de sacas, atingindo níveis recordes.

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Principais destinos do café brasileiro

No acumulado até maio de 2025, os Estados Unidos lideram como maior importador do café brasileiro, com 2,874 milhões de sacas. Em seguida vêm Alemanha (2,112 milhões), Itália (1,375 milhão), Japão (1,089 milhão) e Bélgica (809.897 sacas).

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Venda de soja acelera em Mato Grosso e comercialização da safra 2025/26 supera 81%; preços avançam

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Comercialização da soja em Mato Grosso avança com força e preços registram alta

A comercialização da soja em Mato Grosso ganhou ritmo nos últimos meses, impulsionada principalmente pela necessidade de abertura de espaço nos armazéns para a chegada da segunda safra de milho. O movimento também foi favorecido pela valorização dos preços da oleaginosa, levando produtores a intensificarem as negociações tanto da safra atual quanto dos ciclos futuros.

De acordo com levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), as vendas da safra 2025/26 alcançaram 81,04% da produção estimada até maio, representando avanço de 8,52 pontos percentuais em relação ao mês anterior. O percentual também supera em 5,02 pontos percentuais o registrado no mesmo período da temporada 2024/25.

Liberação de armazéns acelera negociações

O avanço da comercialização está diretamente relacionado à necessidade dos produtores de escoar os estoques de soja para receber a safra de milho, cuja colheita começa a ganhar intensidade em diversas regiões do estado.

Além da questão logística, a melhora nas cotações contribuiu para estimular novas vendas. O preço médio da soja da safra 2025/26 encerrou maio em R$ 106,58 por saca, registrando valorização de 1,85% em comparação com abril.

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O cenário reforça a estratégia adotada pelos produtores de aproveitar momentos de recuperação dos preços para ampliar a comercialização e reduzir riscos de mercado.

Safra 2026/27 também registra avanço nas vendas

O movimento de antecipação não se limita à temporada atual. Segundo o Imea, a comercialização da safra 2026/27 atingiu 18,49% da produção projetada, avanço de 4,96 pontos percentuais frente ao mês anterior.

O desempenho também supera em 4,34 pontos percentuais o registrado no mesmo período do ciclo anterior, evidenciando maior interesse dos produtores em travar parte da produção futura.

A antecipação das negociações foi favorecida pela valorização de 1,37% no preço médio mensal da safra futura, que encerrou maio cotada a R$ 109,11 por saca.

Custos elevados e clima mantêm produtores atentos

Apesar do avanço nas vendas, o cenário para os próximos ciclos continua cercado por desafios. O Imea destaca que os elevados custos de produção e as incertezas climáticas seguem sendo fatores de atenção para os agricultores mato-grossenses.

Diante desse ambiente, muitos produtores optam por aproveitar janelas favoráveis de preços para garantir margens e reduzir a exposição às oscilações do mercado.

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A estratégia de comercialização antecipada tem sido uma ferramenta importante para o gerenciamento de riscos, especialmente em um contexto de volatilidade nos mercados agrícolas e de custos ainda elevados para a implantação das lavouras.

Preço da soja disponível também avança

No mercado físico, a soja disponível em Mato Grosso registrou valorização na última semana. O indicador do Imea apresentou alta de 0,54%, encerrando a sexta-feira cotado a R$ 105,17 por saca.

O desempenho positivo reforça o cenário de maior movimentação comercial no estado, que segue como principal produtor de soja do Brasil e referência para o mercado nacional da oleaginosa.

Com a colheita do milho avançando e os produtores atentos às oportunidades de mercado, a tendência é de continuidade do fluxo de vendas nas próximas semanas, tanto para a safra atual quanto para os ciclos futuros.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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