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Agricultura regenerativa ganha força no Cerrado com parceria entre AGCO Agriculture Foundation e The Nature Conservancy

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A adoção de práticas de agricultura regenerativa no Cerrado brasileiro ganha um novo impulso com a parceria entre a AGCO Agriculture Foundation (AAF) e a The Nature Conservancy (TNC). A iniciativa busca acelerar a transição para sistemas produtivos mais sustentáveis, oferecendo assistência técnica, capacitação e soluções voltadas ao aumento da produtividade aliado à conservação dos recursos naturais.

Considerado um dos biomas mais importantes para a produção de alimentos no mundo, o Cerrado exerce papel estratégico na segurança alimentar, hídrica e climática. Nesse contexto, o projeto pretende fortalecer o protagonismo dos produtores rurais, promovendo modelos de produção que conciliem rentabilidade, eficiência e sustentabilidade.

Projeto leva inovação e assistência técnica ao campo

A parceria tem como eixo principal o apoio aos produtores na adoção de práticas regenerativas por meio de assistência técnica contínua e acesso a conhecimento aplicado às condições do campo.

Como parte das ações, foram implantadas unidades demonstrativas em colaboração com universidades, onde sistemas integrados de produção são avaliados em condições reais de cultivo.

Essas áreas funcionam como verdadeiros laboratórios a céu aberto, permitindo que agricultores acompanhem na prática os resultados técnicos, econômicos e ambientais proporcionados pelas tecnologias regenerativas antes de implementá-las em suas propriedades.

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Formação de profissionais fortalece produção sustentável

Outro diferencial do projeto é a criação de um modelo de assistência técnica territorial, que prioriza a formação de profissionais locais e estabelece uma rede permanente de suporte aos produtores rurais.

Além da difusão de tecnologias sustentáveis, a iniciativa contempla estratégias voltadas ao uso eficiente dos recursos hídricos, à adaptação às mudanças climáticas e ao fortalecimento da resiliência das propriedades rurais diante dos desafios ambientais.

Segundo as instituições envolvidas, a combinação entre ciência, inovação e capacitação técnica amplia a segurança na tomada de decisões pelos produtores e contribui para sistemas produtivos mais eficientes.

Investimentos devem ampliar alcance da iniciativa

Com novos investimentos previstos para os próximos anos, a expectativa é expandir o projeto para outras regiões estratégicas do Cerrado.

Entre os principais resultados esperados estão o aumento da produtividade em áreas já consolidadas para agricultura, a melhoria da resiliência climática das propriedades, a elevação da renda dos produtores e a promoção de condições que garantam maior sustentabilidade econômica das atividades agropecuárias.

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A iniciativa também busca gerar evidências técnicas que possam orientar futuras políticas públicas e estimular novos investimentos voltados à agricultura sustentável no Brasil.

Parceria reforça compromisso com inovação no agro

De acordo com Marcelo Traldi, gerente-geral da AGCO, a parceria demonstra o compromisso da fundação com o desenvolvimento de uma agricultura cada vez mais eficiente e sustentável.

Segundo o executivo, apoiar iniciativas que integrem inovação, conhecimento técnico e a realidade do campo permite que os produtores modernizem seus sistemas produtivos com maior segurança e planejamento de longo prazo.

Para Julia Mangueira, diretora da The Nature Conservancy Brasil para o Cerrado, a experiência mostra que a assistência técnica qualificada, quando adaptada às características locais, possibilita ganhos simultâneos de produtividade, redução de riscos e geração de benefícios ambientais.

Ela destaca ainda que a integração entre pesquisa científica, capacitação regional e parcerias estratégicas fortalece a construção de soluções capazes de ampliar o acesso dos produtores às tecnologias regenerativas e contribuir para o desenvolvimento sustentável do Cerrado brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Plano Safra 2026/2027 pode impulsionar vendas de máquinas para agricultura familiar, avalia Agritech

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O reforço dos recursos destinados à agricultura familiar no Plano Safra 2026/2027 foi recebido com expectativa positiva pelo setor de máquinas agrícolas. Para a Agritech, fabricante brasileira especializada em tratores e implementos para pequenos e médios produtores, o aumento do orçamento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e a redução das taxas de juros criam um ambiente mais favorável para os investimentos no campo.

No entanto, a empresa ressalta que o impacto sobre as vendas dependerá da efetiva liberação e contratação das linhas de crédito pelos agricultores.

Nesta safra, o Governo Federal destinou R$ 85,2 bilhões ao Pronaf, valor 9% superior aos R$ 78,2 bilhões disponibilizados no ciclo anterior. As linhas de custeio passam a operar com juros entre 1% e 7,5% ao ano, enquanto os financiamentos para investimentos terão taxas entre 1% e 5% para aquisição de máquinas e equipamentos e de até 7,5% para outras finalidades.

Crédito rural será decisivo para retomada do mercado

Segundo o gerente de Vendas e Marketing da Agritech, Cesar Roberto Guimarães de Oliveira, a ampliação dos recursos e o custo menor do financiamento representam um estímulo importante para o produtor rural, especialmente após um período marcado pela perda do poder de compra e retração dos investimentos.

De acordo com o executivo, o mercado demonstra sinais de recuperação, mas ainda opera com cautela.

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Ele observa que a movimentação nas feiras do agronegócio revela o interesse dos produtores em renovar suas máquinas, porém a concretização dos negócios continua condicionada ao acesso ao crédito rural.

A empresa destaca que cerca de 90% das vendas do segmento dependem de financiamento, o que torna a disponibilidade dos recursos um fator determinante para o desempenho do mercado.

Moderfrota também pode acelerar renovação da frota

Além do Pronaf, a Agritech acompanha as oportunidades geradas pelo Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota).

Para a safra 2026/2027, o programa contará com R$ 5,8 bilhões em recursos. As taxas de juros foram definidas em 11,5% ao ano para produtores enquadrados no Pronamp e 12,5% ao ano para os demais agricultores.

O financiamento contempla produtores rurais e cooperativas com renda bruta anual de até R$ 45 milhões, oferecendo prazo de pagamento de até sete anos para máquinas novas e até quatro anos para equipamentos usados.

Na avaliação da Agritech, o Moderfrota pode ampliar o acesso à mecanização, estimular a renovação da frota agrícola e contribuir para ganhos de produtividade no campo. Ainda assim, a empresa ressalta que os resultados dependerão da efetiva execução dos recursos anunciados pelo governo.

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Máquinas desenvolvidas para a agricultura familiar

A estratégia da Agritech está baseada em equipamentos desenvolvidos especificamente para atender às necessidades da agricultura familiar e das pequenas propriedades rurais.

Segundo Cesar Oliveira, a diversidade de culturas e sistemas produtivos exige tratores adaptados às características de cada atividade, permitindo maior eficiência operacional e melhor aproveitamento dos investimentos realizados pelos produtores.

Entre os destaques da empresa está o trator 1155, equipado com motor de 42 cavalos de potência e produzido em mais de 49 configurações, possibilitando adequações de altura, largura e outros componentes conforme a necessidade de cada propriedade.

A fabricante também ampliou recentemente seu portfólio com o lançamento do AGT-20, modelo equipado com motor de 17 cavalos, voltado aos pequenos produtores que buscam ampliar a mecanização com menor investimento, e do AGT-25 Cabinado, desenvolvido para atender diferentes aplicações agrícolas em propriedades familiares e de médio porte.

Para a Agritech, a combinação entre crédito acessível, juros menores e equipamentos adequados à realidade da agricultura familiar poderá favorecer a retomada dos investimentos em mecanização, desde que os recursos previstos no Plano Safra cheguem efetivamente aos produtores rurais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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