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Comissão aprova datas comemorativas e homenagens a pessoas, cidades e eventos

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A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou uma série de propostas que criam datas comemorativas e homenageiam cidades, eventos e figuras históricas, entre outras.

Todas elas tramitaram em caráter conclusivo e devem seguir diretamente para o Senado Federal, a menos que haja recurso para análise pelo Plenário da Câmara. 

  • PL 4268/25 – inscreve o nome de Almerinda Farias Gama (advogada, sindicalista, sufragista) no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, depositado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, em Brasília.
  • PL 4155/24 – cria o Dia Nacional do Amendoim, a ser celebrado anualmente em 13 de setembro. 
  • PL 4255/24 – cria o Dia Nacional do Sorgo (quinto cereal mais produzido no mundo), em 5 de novembro. 
  • PL 4481/24 – institui o Dia Nacional do Peixe-Boi-da-Amazônia, em 27 de setembro. 
  • PL 74/25 – cria o Dia Nacional do Futebol na Literatura Brasileira, a ser comemorado anualmente em 11 de dezembro. 
  • PL 1259/25 – cria o Dia Nacional do Arborista, a ser comemorado a cada dia 16 de setembro. 
  • PL 2311/25 – institui o Dia Nacional do Frentista, em 4 de março de cada ano. 
  • PL 1137/26 – cria o Dia Nacional do Técnico Judiciário do Poder Judiciário da União, a ser celebrado anualmente em 21 de fevereiro. 
  • PL 5810/23 – reconhece a Festança de Vila Bela da Santíssima Trindade (MT) como manifestação da cultura nacional. 
  • PL 4584/24 – reconhece a Romaria da Penha de João Pessoa como manifestação da cultura nacional. 
  • PL 3376/25 – reconhece a encenação da Paixão de Cristo, realizada anualmente no município de Floriano (PI), como manifestação da cultura nacional.
  • PL 3807/25 – reconhece o município de Rolante (RS) como a Capital Nacional do Bitcoin. 
  • PL 2039/24 – confere ao município de Barracão (RS) o título de Capital Nacional das Cascatas. 
  • PL 3119/24 – dá ao Município de Corupá (SC) o título de Capital Nacional da Banana.
  • PL 7402/10 – dá o nome de Reitor Gilberto Aquino Benetti ao trecho da BR-287 situado entre o entroncamento com a RS-287 e o entroncamento com a BR-158, Faixa Nova de Camobi, Santa Maria (RS).
  • PL 4493/20 – denomina Travessia José Mariano da Rocha Filho o segmento rodoviário localizado em Santa Maria (RS) formado pelo trecho de 2,1 km de extensão da BR-158, com início no entroncamento com a rodovia RS-509 até o entroncamento com a BR-287 e pelo trecho de 12,2 km de extensão da BR-287, com início no entroncamento com a BR-158 até a ponte sobre o Arroio Taquara.
  • PL 5586/20 – chama de Trevo Humberto Gabbi Zanatta o trevo localizado na interseção das rodovias BR 392-RS (km 352,7), BR 287-RS (km 243,5) e BR 158-RS (km 327,0), no município de Santa Maria (RS).
  • PL 4091/21 – denomina Prefeito José de Oliveira o trecho da BR-419 compreendido nos territórios dos municípios de Rio Verde e Rio Negro (MS).
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Reportagem – Paula Bittar
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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Falta de integração dificulta proteção a crianças e adolescentes, aponta CDH

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A falta de integração dos sistemas de informação, a subnotificação e o risco de revitimização no sistema de garantia de direitos são obstáculos no atendimento a crianças e adolescentes vítimas de crimes, segundo debatedores ouvidos pela Comissão de Direitos Humanos (CDH) nesta terça-feira (14).

A audiência pública fez parte do ciclo de debates promovido pela CDH para avaliação e aprimoramento do Plano Nacional de Enfrentamento da Violência contra Crianças e Adolescentes. O objetivo é verificar a eficácia prática das políticas públicas vigentes, identificar gargalos estruturais e propor melhorias administrativas e legislativas.

O evento foi presidido pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF), autora do requerimento de audiência pública. Na abertura do debate, a parlamentar destacou que as notificações de violência sexual contra crianças e adolescentes registradas pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) saltaram de 42 mil em 2022 para mais de 60 mil em 2025.

— A existência de todas essas estruturas, por si só, não garante que uma criança seja protegida. A efetividade da política depende da capacidade de essas instituições atuarem juntas, compartilharem responsabilidades, acompanharem cada caso e assegurarem continuidade ao atendimento – ponderou.

O senador Izalci Lucas (PL-DF), que acompanhou o debate, cobrou maior suporte orçamentário do Poder Executivo para que os conselhos tutelares tenham condições básicas de trabalho na ponta, como veículos, computadores e mobiliário adequado.

Estatísticas nacionais

A coordenadora-geral de Atenção à Saúde das Crianças, dos Adolescentes e Jovens do Ministério da Saúde, Sonia Isoyama Venancio, apresentou um balanço detalhado. Entre 2022 e 2025, o Sistema Único de Saúde (SUS) totalizou 556.470 notificações de violência interpessoal contra o público infantojuvenil. A violência sexual lidera os registros, representando 28,5% do total, com destaque para a violência no ambiente doméstico.

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— Acreditamos que o crescimento decorra de uma combinação de fatores: o movimento de sensibilização dos profissionais para notificar e, infelizmente, uma ampliação real no número de casos – explicou.

Questionada pela senadora Damares sobre os entraves na coleta de informações, Sonia Venancio admitiu que o medo de retaliações do crime organizado afeta diretamente o trabalho na ponta. Para mitigar a subnotificação, a gestora explicou que o ministério trabalha para despersonalizar as denúncias.

— As notificações não podem ser individualizadas. Deve ser um movimento institucional da gestão municipal para que as equipes de saúde se sintam devidamente protegidas e amparadas – frisou.

Denise Antonia de Paulo, ouvidora nacional do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, também citou estatísticas do Disque 100 e outros canais de atendimento mantidos pelo ministério. Os números apontam um crescimento significativo nas denúncias de violação sexual contra crianças e adolescentes: entre 2023 e 2025 os registros aumentaram mais de 20%.

Lei da Escuta Protegida

O secretário de Assistência Social de Vitória da Conquista (BA), Michael Farias Alencar Lima, apresentou o Centro Integrado dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cidca) de seu município como modelo pioneiro de implementação da Lei da Escuta Protegida, sancionada em 2017. O Cidca reúne órgãos de justiça, saúde e assistência em um só espaço.

Lima denunciou a fragilidade do atendimento a crianças e adolescentes na Bahia, que tem somente duas delegacias especializadas para 417 municípios. Ele cobrou uma postura mais ativa do governo federal.

— Sinto muita falta de maior integração entre o Ministério da Educação, o Ministério do Desenvolvimento Social e o Ministério da Saúde – avaliou.

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Representantes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) cobraram do Poder Judiciário que paute suas decisões pelo olhar da infância e da adolescência.

Fábio Francisco Esteves, conselheiro e representante do CNJ, destacou decisões recentes que previnem que a vítima sofra novas violências institucionais ao longo do processo.

— Hoje, no Poder Judiciário brasileiro, ninguém pode realizar depoimento de qualquer criança vítima de violência sem a capacitação adequada – garantiu o conselheiro.

Esteves anunciou ainda a implementação eletrônica do Formulário Nacional para Aplicação na Ocasião do Depoimento Especial (Fonad). O Fonad vai mapear o histórico da agressão, o perfil da vítima e avaliar as condições estruturais e humanas das salas de oitiva de todo o país.

Já o promotor de Justiça adjunto da Promotoria de Defesa da Infância e da Juventude do MPDFT, Carlos Eduardo Simões Moraes, manifestou preocupação com a escassez de recursos humanos e de salas especializadas para atendimento. Para ele, a demora nesse atendimento compromete a fidedignidade da memória de crianças muito jovens e abre margem para que pressões familiares levem ao recuo na denúncia. Moraes expressou apoio a programas de reeducação para pais agressores e lamentou a falta de notificações de violência vindas de escolas e hospitais da rede privada.

Relatório

Damares Alves antecipou que as contribuições técnicas do CNJ e do Ministério Público constarão no relatório final de avaliação do Plano Nacional de Enfrentamento da Violência contra Crianças e Adolescentes. O documento deve ser entregue em novembro para subsidiar o governo federal.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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