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Ministério da Saúde recomenda dose zero contra sarampo em São Bernardo do Campo (SP)

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O Ministério da Saúde recomendou, nesta sexta-feira (17), a aplicação da “dose zero” contra o sarampo em crianças de 6 meses a 11 meses em São Bernardo do Campo (SP), devido à investigação de dois casos suspeitos no município. A mesma medida já havia sido adotada na capital paulista e em Guarulhos para reduzir o risco de transmissão do vírus. A estratégia amplia a proteção de crianças nessa faixa etária, que é mais suscetível à infecção e ao desenvolvimento de formas graves da doença.

Entre 2 de junho e 17 de julho de 2026, a cidade de São Paulo confirmou oito casos de sarampo, todos importados ou relacionados com importação. Além disso, 16 casos seguem em investigação: 13 na capital paulista, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos. Outros cinco foram descartados.

A dose zero é uma dose adicional da vacina tríplice viral, aplicada antes da idade prevista no Calendário Nacional de Vacinação. Ela não substitui o esquema vacinal de rotina: a criança deve receber normalmente a 1ª dose (D1) aos 12 meses e a 2ª dose (D2) aos 15 meses.

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A estratégia é indicada principalmente em locais com evidência de circulação viral, surtos ou maior risco de transmissão, pois reduz o número de pessoas suscetíveis ao sarampo, contribui para interromper cadeias de transmissão e ajuda a prevenir casos graves da doença.

Além da vacinação de bloqueio nas áreas de risco, estão sendo adotadas medidas de vigilância para conter a transmissão local, como busca ativa de casos suspeitos, identificação e monitoramento de contactantes e investigação epidemiológica.

País livre do sarampo

O Brasil segue livre da circulação endêmica do sarampo, com registro atual de casos importados ou relacionados à importação. O país mantém essa condição mesmo após as Américas perderem a certificação regional de eliminação da doença, em decorrência da transmissão endêmica no Canadá, após epidemias também registradas nos Estados Unidos, México e Bolívia. Neste ano, o avanço da doença se estende a outros países, com destaque para Guatemala e Peru.

Em 2025, foram registrados 38 casos importados ou relacionados à importação no país, com interrupção da transmissão a partir de ações de vigilância, rastreamento de contatos e bloqueio vacinal.

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Vacinação gratuita

A vacina tríplice viral faz parte do Calendário Nacional de Vacinação. O esquema recomendado prevê duas doses para crianças, aplicadas aos 12 e 15 meses. Para pessoas de até 29 anos sem vacinação ou comprovação, são indicadas duas doses. Entre 30 e 59 anos, recomenda-se ao menos uma dose.

Em 2025, a cobertura vacinal no Brasil foi de 92,90% para a primeira dose e 78,31% para a segunda dose. Em 2026, até o momento, foram distribuídas mais de 7,2 milhões de doses da vacina tríplice viral para garantir a proteção da população, com 1,8 milhão aplicadas em todo o país.

A vacinação é gratuita pelo SUS e está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde e pontos de vacinação de todo o país. Essa é a principal forma de manter o Brasil livre do sarampo.

Deborah Novais
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Siaps: atualização do sistema de informações da atenção primária amplia busca por perfil territorial de saúde

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O Sistema de Informação para a Atenção Primária à Saúde (Siaps) recebeu uma atualização nos relatórios de acesso público ao módulo Vigilância de Práticas Assistenciais. Agora, a funcionalidade permite refinar as consultas por meio de filtros relacionados ao perfil do território e da população, promovendo a transparência dos dados. Entre as variáveis disponíveis estão raça/cor, nacionalidade, escolaridade, pertencimento a povos ou comunidades tradicionais e condição de pessoa com deficiência. A mudança foi divulgada para gestores durante o Congresso do Conasems, em Porto Alegre/RS.

A ferramenta reúne informações sobre os atendimentos realizados na atenção primária do Sistema Único de Saúde (SUS), com acesso a dados utilizados para o monitoramento e a análise das ações desenvolvidas nos serviços. O acesso é feito pelo e-Gestor APS, na área Relatórios APS, selecionando a opção Siaps. Os dados estão organizados conforme os principais modelos de informação da APS:

  • Atendimentos individuais;
  • Atendimentos odontológicos;
  • Procedimentos;
  • Visitas domiciliares;
  • Atividades coletivas.

Como funciona?

Ao realizar as pesquisas, o usuário pode selecionar o tipo de prática assistencial e escolher entre visualizar a quantidade de pessoas atendidas ou o número de atendimentos realizados. Os resultados podem ser organizados por diferentes recortes de informação, como período de atendimento e outros critérios disponíveis na plataforma.

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Após definir os critérios de busca, os resultados podem ser consultados diretamente na plataforma ou exportados em formato de relatório. Os arquivos gerados reproduzem os parâmetros selecionados pelo usuário durante a pesquisa. A documentação técnica do módulo está disponível no próprio Siaps e apresenta orientações sobre a utilização da ferramenta e a interpretação das informações disponibilizadas.

Thaís Ellen Rodrigues
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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