VÁRZEA GRANDE
Obra do CAPS AD III avança e chega à fase de construção das paredes
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A construção da sede própria do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas Porte III (CAPS AD III) de Várzea Grande avança e já alcança aproximadamente 14% de execução. A obra, iniciada em maio deste ano, teve concluídas as etapas de fundação e alicerce e, agora, as equipes trabalham na elevação das paredes da nova unidade.
De acordo com a superintendente de Obras da Secretaria Municipal de Saúde, Amandda Lé, o cronograma segue avançando dentro das etapas previstas.
“A obra está avançando e já chegamos a aproximadamente 14% de execução. O alicerce já foi finalizado e agora estamos subindo as paredes. Na sequência, serão concluídos os pilares e, depois, seguimos para as demais etapas da construção, como acabamento das paredes, regularização do terreno e execução do contrapiso, até chegarmos à cobertura e às instalações”, explicou.
A nova sede representa um importante investimento na estrutura da Rede de Atenção Psicossocial do município. O espaço foi planejado para oferecer melhores condições de atendimento aos pacientes, incluindo acolhimento 24 horas, além de proporcionar melhores condições de trabalho às equipes multiprofissionais.
O CAPS AD III é voltado ao atendimento de pessoas que fazem uso prejudicial de álcool e outras drogas, oferecendo acompanhamento especializado e acolhimento humanizado. A estrutura própria permitirá ampliar a assistência e fortalecer a política de saúde mental em Várzea Grande.
Estrutura própria
A nova unidade contará com uma estrutura planejada para oferecer atendimento integral aos usuários, reunindo espaços destinados ao acolhimento, atendimento multiprofissional, acompanhamento clínico, atividades terapêuticas e convivência, além de ambientes de apoio para as equipes que atuam no serviço.
A construção da sede própria integra as ações da Prefeitura de Várzea Grande para fortalecer a infraestrutura da saúde e ampliar a capacidade de atendimento da rede municipal.
Com o avanço das etapas de construção, a expectativa é de que a nova estrutura proporcione mais conforto, segurança e qualidade no atendimento à população, consolidando o CAPS AD III como um dos equipamentos importantes da rede de saúde mental do município.
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Capacitação em hanseníase amplia diagnóstico e identifica 42 novos casos em Várzea Grande
O que poderia ser apenas mais uma consulta de rotina acabou contribuindo para uma avaliação mais detalhada do tratamento de uma paciente com hanseníase em Várzea Grande. Sueli Alves da Rosa já fazia acompanhamento contra a doença e procurou a unidade de saúde durante uma capacitação realizada pela rede municipal para saber se já poderia receber alta da medicação.
Durante a avaliação, os profissionais entenderam que ainda era necessário manter o tratamento e o acompanhamento. A decisão foi tomada a partir da análise do quadro clínico da paciente, que deverá retornar à unidade para uma nova avaliação dentro do período definido pela equipe médica.
A situação de Sueli é um exemplo de como a capacitação aproxima o conhecimento técnico da realidade dos pacientes. Ao longo da atividade, os profissionais puderam avaliar casos reais, discutir condutas e aprofundar a identificação de sinais da doença, alterações neurológicas, reações hansênicas, recidivas e a necessidade de acompanhamento.
Realizada nas Unidades de Saúde da Família (USFs) dos bairros Parque do Lago e Maringá, a capacitação resultou em 108 atendimentos e na identificação de 42 novos casos de hanseníase. Do total, 36 foram registrados em adultos e seis em crianças menores de 15 anos. Também foram identificadas 11 recidivas — retorno da doença — ou outros reingressos.
O número de casos encontrados mostra a importância da avaliação dermatoneurológica e da busca ativa dentro da Atenção Primária. Entre os pacientes avaliados, também foram identificados casos com diferentes graus de incapacidade física (GIF): 15 pacientes com GIF 0, 23 com GIF 1 e 15 com GIF 2.
Os casos de crianças menores de 15 anos chamam atenção porque exigem uma investigação mais cuidadosa dos contatos e do histórico epidemiológico, além do acompanhamento pela equipe de saúde.
Conhecimento compartilhado entre municípios
Além dos profissionais de Várzea Grande, participaram da capacitação trabalhadores dos municípios de Chapada dos Guimarães, Nossa Senhora do Livramento, Santo Antônio do Leverger, Poconé e Nova Brasilândia, ampliando a troca de experiências entre as equipes que atuam no enfrentamento da hanseníase.
Ao todo, 23 profissionais de Várzea Grande participaram diretamente da capacitação: 10 enfermeiros, 12 médicos e um dentista. A atividade foi conduzida pela enfermeira especialista Adriana de Oliveira Matos, responsável técnica pela Linha de Cuidado da Hanseníase e pelas equipes do Ambulatório de Atenção Especializada e Regionalizado em Hanseníase (AAER), localizado no Centro de Especialidade em Saúde, conhecido como Postão.
Mais do que atualizar conhecimentos, a proposta foi levar os profissionais para dentro da realidade do atendimento. A partir dos casos encontrados nas próprias unidades, foi possível discutir diagnóstico, tratamento, avaliação dos nervos periféricos, prevenção de incapacidades e acompanhamento dos pacientes.
A orientação dos profissionais é que os pacientes em tratamento mantenham o acompanhamento e retornem às consultas mesmo quando percebem melhora. A hanseníase pode provocar alterações nos nervos e incapacidades físicas, e a avaliação regular permite identificar essas mudanças e agir antes que os danos se agravem.
A experiência reforça o papel das unidades de saúde como porta de entrada para o diagnóstico e o acompanhamento da hanseníase e mostra que, muitas vezes, uma avaliação cuidadosa pode fazer a diferença na condução do tratamento.
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