MATO GROSSO
Estudantes protagonizam concurso sobre violência contra a mulher
MATO GROSSO
Os estudantes serão os protagonistas do concurso cultural “Oh, Lá em Casa (Nem Lá em Casa)”, que marca o início da segunda fase do projeto FloreSer, desenvolvido pelo Ministério Público de Mato Grosso, por meio do Núcleo das Promotorias de Justiça de Enfrentamento da Violência Doméstica contra a Mulher-Espaço Caliandra. O lançamento ocorreu na manhã desta terça-feira (25), em Cuiabá. Acesse o edital no Observatório Caliandra.A iniciativa convida alunos do Ensino Médio da rede pública estadual da Capital a produzirem conteúdos audiovisuais para plataformas como Instagram, TikTok e YouTube. O objetivo é estimular a conscientização e o debate sobre a violência contra a mulher e as desigualdades de gênero, além de promover relacionamentos saudáveis e o respeito aos direitos das mulheres, utilizando uma linguagem próxima do público jovem.A promotora de Justiça Claire Vogel Dutra deu as boas-vindas aos convidados e destacou que, após um ano de atividades, o projeto FloreSer entra em uma nova etapa. Nesse período, foram realizadas 78 rodas de conversa em 13 escolas públicas e duas particulares, alcançando mais de 2.545 estudantes, com idades entre 15 e 17 anos.“Iniciamos agora o concurso de vídeos para as redes sociais. Vamos trabalhar com esses mesmos adolescentes do Ensino Médio da Capital, que vão produzir conteúdos para concorrer aos prêmios. Teremos uma primeira fase de inscrições até o dia 30 de setembro. Na sequência, o júri técnico fará a análise dos vídeos e serão escolhidos 12 semifinalistas, que irão para votação popular. Os três primeiros colocados receberão prêmios, assim como as escolas”, explicou a promotora.A subprocuradora-geral de Justiça Januária Dorileo destacou a urgência da temática e a importância de sensibilizar os jovens para o enfrentamento da violência contra a mulher. “Buscamos a sensibilização social desse público sobre temáticas que são muito importantes, a exemplo da violência contra a mulher e também dos relacionamentos saudáveis entre os jovens. Aproveitamos para agradecer todos os parceiros que tornaram possível a realização desse concurso”, afirmou.A procuradora de Justiça Elisamara Sigles Vodonós Portela, que representou o procurador-geral de Justiça, Rodrigo Fonseca Costa, disse que é preciso garantir espaço para que os jovens expressem suas percepções.“Participei de algumas etapas em algumas escolas e foi uma experiência riquíssima. Vemos o quanto o jovem tem a oferecer. Temos que ir até esse jovem, ouvir o que ele pensa, interagir com ele e esclarecer suas dúvidas. A partir de tudo o que já foi trabalhado nas escolas, agora eles vão manifestar, de maneira livre e criativa, sua opinião e suas expectativas em relação à violência, como entendem esse problema e como combatê-lo”, disse.Para a secretária-adjunta executiva da Secretaria de Estado de Educação, Cristina Barbosa Guimarães Ferreira, mais de 40 escolas devem se engajar na produção dos vídeos. “Quando a gente coloca o nosso aluno como foco do processo, ele entende que é o protagonista, realmente abraça a causa e movimenta a campanha dentro da escola. Será um sucesso total”, afirmou.Parceria – O projeto FloreSer conta com a parceria da TV Centro América e do portal de notícias Primeira Página na divulgação do concurso, com o objetivo de ampliar a transparência e o engajamento dos estudantes na produção dos conteúdos. O site Primeira Página será responsável por hospedar os vídeos durante a etapa de votação popular.O gerente de Sustentabilidade da Rede Mato-Grossense de Comunicação, Cícero Mariano, destacou o potencial transformador da iniciativa. “Como veículo de comunicação, temos a missão de levar à comunidade aquilo que é relevante. Temos, de certa forma, duas palavras que estão alinhadas com o Ministério Público: impacto e mitigação de riscos. Esse é um projeto que apoiamos, além de outras pautas muito relevantes com as quais temos total afinidade. Não tem como não apoiar”, afirmou.Sobre a Premiação – A premiação é um incentivo para que os estudantes criem vídeos curtos, no formato de Reels, destinados às plataformas Instagram, TikTok e YouTube, de acordo com as regras estabelecidas no edital, mas o ponto principal é estimular o debate consciente sobre a violência de gênero contra a mulher.Os prêmios (celular, notebook e tablet), foram doados pelas empresas Gazin e Bom Futuro, em uma parceria que reconhece a importância de promover ações de prevenção à violência contra a mulher, especialmente no ambiente educacional.O diretor de Serviços Compartilhados da Bom Futuro, Leonardo Rossato, destacou a importância da parceria. “Primeiramente, quero parabenizar o Ministério Público por essa iniciativa e pela aproximação com os mais vulneráveis. A Bom Futuro não podia ficar de fora disso, de ser parceira, assim como foi no diálogo com a sociedade, para entender que precisamos criar essa consciência nos jovens sobre a importância de cuidar das pessoas, do respeito à mulher e aos mais vulneráveis. A Bom Futuro veio ser parceira dessa iniciativa do Ministério Público porque acredita que ela vai mudar e tornar a sociedade melhor”, declarou.Inscrições – As inscrições das equipes com até 3 alunos, na criação e produção dos vídeos, ocorrerão de 25 de agosto a 30 de setembro de 2026, mediante preenchimento de formulário disponível no site do Observatório Caliandra (https://caliandra.mpmt.mp.br/projeto-floreser)É obrigatória a indicação do nome dos participantes, do professor responsável, do diretor e da escola. Poderão participar estudantes do Ensino Médio da rede pública estadual de Cuiabá. O edital será retificado para permitir a participação de todos os alunos do Ensino Médio, incluindo os estudantes do 3º ano, que inicialmente não estavam contemplados.Após o período de inscrições, os vídeos serão submetidos à avaliação técnica. Doze produções serão selecionadas para a segunda etapa, de votação popular, conforme os critérios estabelecidos no edital. Os três vídeos mais votados serão premiados.Premiação às escolas – Além da premiação destinada aos estudantes, as escolas públicas das equipes vencedoras serão contempladas com a implementação de projetos de eficiência energética pela Energisa Mato Grosso.O coordenador de Relacionamento da Energisa/MT, Jorge Círio, destacou que a concessionária desenvolve ações, por meio do Programa de Eficiência Energética, voltadas à economia de energia, ao uso consciente e à segurança. Segundo ele, a parceria com o Ministério Público poderá contribuir para a redução dos custos das unidades escolares, por meio da substituição de equipamentos, ampliação e melhoria da rede elétrica e, eventualmente, instalação de placas de energia solar.“Essa parceria com o Ministério Público vem justamente nesse sentido: mostrar um pouco mais do nosso trabalho. Estamos estendendo essas ações, falando também sobre o combate à violência contra a mulher nas contas de energia, e nossas equipes estão sendo capacitadas. A ideia é fazer um movimento que vá ao encontro da sociedade e leve as informações necessárias em várias áreas, com a Energisa também como porta-voz desse trabalho e dessas parcerias”, destacou.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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Projeto Âmbar avança com oficina sobre gestão e saúde mental
Com foco na prevenção do adoecimento mental e no fortalecimento de uma cultura organizacional mais saudável, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, na tarde de segunda-feira (24), a segunda oficina de capacitação do Projeto Âmbar – Prevenir para Cuidar. Voltado às lideranças da instituição, o encontro reuniu gestores no auditório da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) para discutir como ferramentas de gestão podem contribuir para a redução de riscos psicossociais e para a promoção da saúde mental no ambiente de trabalho.Nesta etapa, a capacitação foi conduzida pela Subprocuradoria-Geral de Justiça de Planejamento e Gestão e pelo Departamento de Planejamento (Deplan). Com o tema “Gestão que Cuida: Ferramentas de gestão aplicadas à liderança como estratégia de promoção da saúde mental”, a oficina foi estruturada em três momentos e teve início com a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão, Anne Karine Louzich Hugueney Wiegert, responsável por falar sobre “Saúde mental também é uma questão de gestão”.Durante a exposição, ela abordou a relação entre organização do trabalho, liderança e saúde mental, destacando que fatores psicossociais, como sobrecarga, falta de clareza de papéis, comunicação inadequada e carência de suporte institucional, impactam diretamente o bem-estar das equipes.A subprocuradora ressaltou ainda que o Projeto Âmbar representa um passo importante na construção de uma cultura organizacional voltada à prevenção do adoecimento mental, reforçando que a iniciativa busca oferecer suporte não apenas às equipes, mas também às lideranças, que enfrentam diariamente o desafio de equilibrar demandas institucionais e as necessidades dos grupos que coordenam.“O Âmbar vem exatamente para nos dar suporte diante desses desafios, deixando uma mensagem muito clara: os líderes que apoiam, coordenam e conduzem também terão o apoio da instituição. Essa é a essência do projeto, apoiar quem apoia e cuidar de quem cuida. Saúde mental não é apenas uma questão individual, de autocuidado. Há muito da gestão e da organização do trabalho que impacta diretamente o bem-estar das pessoas, por isso gestão também é uma estratégia de promoção da saúde mental”, afirmou.Ao longo da apresentação, Anne Karine Wiegert enfatizou que liderança e gestão são competências passíveis de desenvolvimento e que o aperfeiçoamento dessas habilidades é fundamental para reduzir riscos psicossociais e fortalecer ambientes de trabalho mais saudáveis.Na segunda etapa, intitulada “Riscos psicossociais e ferramentas de gestão”, a chefe do Deplan, Annelyse Cristine Candido Santos, contextualizou a realidade institucional e apresentou conceitos relacionados à gestão de pessoas, diversidade e organização do trabalho. A palestrante ressaltou que a instituição é composta por mais de 2,3 mil integrantes, cada um com características, experiências e necessidades distintas, fator que exige das lideranças sensibilidade e preparo para conduzir equipes de forma equilibrada e eficiente.“Não podemos pensar as pessoas como se fossem todas iguais. Temos diferenças, particularidades e realidades distintas. Compreender esse contexto é essencial para construir soluções e utilizar ferramentas de gestão que realmente contribuam para ambientes de trabalho mais saudáveis”, observou.A terceira etapa, denominada “Vamos à prática”, foi conduzida pelos servidores Alex Magalhães Dias e Luiz Felipe Coimbra Gaborin, que apresentaram metodologias e ferramentas de gestão aplicáveis ao cotidiano das lideranças. A atividade buscou transformar os conceitos discutidos ao longo da oficina em práticas voltadas à organização do trabalho, ao planejamento e à prevenção de fatores de risco.Os participantes foram divididos em quatro grupos e puderam colocar em prática os ensinamentos relacionados à identificação de demandas, priorização, organização e execução das atividades. Para o supervisor pedagógico do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Hélio da Silva Taques Filho, o principal aprendizado da tarde foi compreender o planejamento como uma ferramenta essencial para a prevenção do adoecimento mental.“A rotina acaba nos consumindo e, se não houver planejamento, muitas vezes não conseguimos enxergar o que está acontecendo dentro da própria equipe. As ferramentas apresentadas ajudam a organizar o trabalho, identificar sobrecargas e compreender melhor os processos. Isso facilita a gestão e contribui para prevenir o adoecimento, porque permite agir antes que os problemas se agravem”, destacou.Já a supervisora administrativa do Centro de Apoio Operacional (CAO), Grayce Glaúcia da Silva Ruiz Rech, avaliou que a oficina evidenciou a importância de buscar apoio técnico e fortalecer o planejamento como estratégia de cuidado com as equipes.“Nosso setor vem crescendo muito e, embora tenhamos excelentes profissionais e ferramentas de trabalho, nem sempre conseguimos organizar tudo sozinhos. Poder contar com o apoio de pessoas que pensam gestão e planejamento diariamente traz mais segurança para enfrentar os desafios e prevenir o adoecimento. A oficina mostrou que nós, líderes, também precisamos pedir ajuda e ser cuidados para conseguirmos cuidar bem das nossas equipes”, destacou.Engajamento – Antes do início das atividades, a coordenadora do Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho – Vida Plena, promotora de Justiça Gileade Pereira Souza Maia, deu as boas-vindas aos participantes e reforçou a importância da participação integral dos líderes nas quatro etapas do projeto e da avaliação dos resultados por meio dos questionários aplicados antes e depois das oficinas.“Apenas após a participação nas quatro oficinas poderemos dizer que houve uma capacitação completa. Cada etapa possui uma base teórica e prática que se complementa, permitindo construir diagnósticos e propostas consistentes para a reorganização do trabalho e a prevenção dos riscos psicossociais”, destacou.A promotora também incentivou os participantes a contribuírem com sugestões de melhorias para a instituição. “Todos aqui acumulam experiência e certamente poderão trazer ideias e boas práticas que contribuam para aperfeiçoarmos o Ministério Público como um todo. O Projeto Âmbar é também um espaço de construção coletiva”, afirmou.Projeto Âmbar – Iniciativa do Núcleo Vida Plena, o projeto tem como foco a prevenção de riscos psicossociais e a promoção da saúde mental no ambiente de trabalho. A proposta está alinhada às diretrizes do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), ao Planejamento Estratégico Institucional (PEI) 2024-2031 e às atualizações da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que passou a exigir das organizações a gestão dos riscos psicossociais.A formação foi estruturada em quatro encontros voltados às lideranças da instituição. A primeira oficina foi realizada em 17 de agosto, sob a condução da equipe do Programa Vida Plena. As próximas ocorrerão nos dias 1º de setembro, ministrada pela Corregedoria-Geral, e 3 de setembro, conduzida pelo Departamento de Gestão de Pessoas (DGP).
Fonte: Ministério Público MT – MT



