POLITÍCA NACIONAL
80 anos da Secretaria-Geral da Mesa e da Diretoria-Geral terão sessões especiais
POLITÍCA NACIONAL
O Senado terá sessões especiais para comemorar os 80 anos da Diretoria-Geral (Dger) e da Secretaria-Geral da Mesa (SGM) da Casa. Os requerimentos para as homenagens (RQS 641/2026 e RQS 648/2026), apresentados pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, foram aprovados nesta quarta-feira (2). As datas das sessões ainda serão marcadas.
Tanto a Dger quanto a SGM foram criadas em 1946, após o fim da ditadura do Estado Novo, com a reabertura do Parlamento. Ao longo do tempo, passaram por mudanças de nomenclatura e ampliação de atribuições.
Atualmente a Diretoria-Geral é responsável pela coordenação, supervisão e controle da gestão administrativa do Senado Federal. É a Dger que executa as ações administrativas, assessora e secretaria as reuniões da Comissão Diretora e dá suporte administrativo e logístico às atividades parlamentares e legislativas e aos órgãos da estrutura geral do Senado.
Já a Secretaria-Geral da Mesa assessora direta e imediatamente as Mesas do Senado e do Congresso Nacional; executa as atividades de gestão do processo legislativo; assessora e secretaria as sessões do Senado e do Congresso, as reuniões das Mesas e dos líderes e das comissões. Também é a SGM que faz a gestão de todo o processo legislativo eletrônico.
— Quero registrar a brilhante assessoria que nós temos no Senado Federal, na Mesa do Senado, o corpo de servidores do Senado Federal, nossos colaboradores, homens e mulheres que nos ajudam a exercer a nossa missão enquanto senadores da República — disse Davi.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLITÍCA NACIONAL
Volta à Câmara proposta de proteção a crianças expostas a violência doméstica no exterior
Autoridades brasileiras podem ficar desobrigadas de ordenar a repatriação de criança ou adolescente ao país onde moravam com o pai, quando houver indícios de que a mãe brasileira ou seus filhos foram vítimas de violência doméstica naquele país.
É o que prevê um projeto de lei aprovado nesta quinta (3) pelo Senado. Devido às alterações feitas no texto (PL 565/2022), a proposta retornará à Câmara dos Deputados, onde sua tramitação teve início.
A matéria contou com o parecer favorável da senadora Mara Gabrilli (PSD-SP), que promoveu alterações no projeto original. Ela participou de uma comissão do Senado que analisou por seis meses casos de mulheres brasileiras que, após terem residido no exterior, voltaram ao Brasil com seus filhos para escapar das agressões de seus maridos — e acabaram sendo acusadas por eles de sequestro internacional.
Atualmente, a Convenção sobre os Aspectos Civis do Sequestro Internacional de Criança (que faz parte da Convenção de Haia) determina o retorno da criança ou do adolescente. Por isso, o objetivo do projeto é evitar que as autoridades brasileiras se vejam obrigadas a devolver esses filhos a pais acusados de agressão.
Mara Gabrilli reitera que a principal inovação da proposta é reconhecer que a violência doméstica pode constituir risco suficiente para autorizar a autoridade brasileira a ignorar a regra de retorno da criança ou do adolescente ao país estrangeiro. Segundo ela, isso permite que situações de violência, mesmo quando dirigidas contra a mãe, sejam juridicamente consideradas fatores de risco à criança.
O texto aprovado no Senado lista uma série de situações que podem configurar indícios de violência doméstica em outro país — e que desobrigariam as autoridades judiciais e administrativas brasileiras de ordenar o retorno dos filhos —, como denúncias apresentadas no país onde vive o pai; laudos médicos, psicológicos ou relatórios de serviços sociais; depoimentos de testemunhas ou das próprias vítimas; contatos com consulados brasileiros em busca de apoio; etc.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado



