CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

SAÚDE

Café com Ciência debate estratégias para fixação de médicos na Atenção Primária

Publicados

SAÚDE

A permanência de médicos em regiões vulneráveis e distantes dos grandes centros continua sendo um dos principais desafios para o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde (APS) no Brasil. Mais do que ampliar benefícios financeiros, especialistas defendem a construção de políticas capazes de combinar incentivos econômicos, qualificação profissional e melhores condições de trabalho para garantir a fixação desses profissionais nos territórios onde são mais necessários.

O tema foi discutido na segunda edição do Café com Ciência, realizada na sexta-feira (25/9), na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), em Brasília. Promovido pelo Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), o encontro teve como objetivo debater a análise de custo-efetividade da fixação de médicos no Brasil e identificar estratégias para atrair e manter profissionais na APS, especialmente em territórios com maior dificuldade de provimento.

Entre os assuntos abordados estiveram os incentivos financeiros para a fixação de médicos na Atenção Primária e o uso da inteligência artificial na análise econômica do Programa Mais Médicos. A discussão considerou mecanismos capazes de contribuir para a permanência dos profissionais, levando em conta as diferenças entre os territórios e os desafios enfrentados por municípios afastados dos grandes centros urbanos.

Leia Também:  Forca Nacional do SUS fez mais de 3 mil atendimentos em São José do Rio Preto

Durante o encontro, o técnico da Coordenação-Geral de Planejamento, Avaliação e Dimensionamento de Profissionais para o SUS (DEGEPS/SGTES/MS), Ronielcio Ramos, ressaltou que incentivos financeiros, como auxílio-moradia, alimentação e ajuda de custo, são importantes para atrair profissionais, mas, isoladamente, não resolvem o desafio da permanência.

“A experiência do Programa Mais Médicos mostra que o incentivo financeiro é um elemento relevante, mas a decisão de permanecer em áreas mais vulneráveis depende também de perspectivas de desenvolvimento profissional, apoio institucional e condições adequadas para o exercício da medicina. Precisamos construir estratégias sustentáveis e equitativas, capazes de reconhecer os diferentes desafios enfrentados por quem atua longe dos grandes centros urbanos”, destacou Ramos.

Nesse contexto, o Programa Mais Médicos tem buscado integrar benefícios financeiros a uma proposta de formação contínua voltada aos profissionais que atuam em localidades vulneráveis e remotas. A estratégia busca fortalecer não apenas o acesso da população aos serviços de saúde, mas também a permanência de médicos em regiões historicamente marcadas pela escassez de profissionais.

Caroline Fogaça
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Leia Também:  Ministério da Saúde seleciona 300 projetos para o programa Vivências no SUS

Propaganda

SAÚDE

População conta com atendimento materno-infantil e oncológico de referência pelo SUS em Mossoró (RN)

Publicados

em

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou, nesta terça-feira (29), serviços de saúde no Rio Grande do Norte, em agenda voltada à atenção materno-infantil e ao tratamento do câncer.  Padilha esteve no Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, em Mossoró (RN), unidade de referência materno-infantil para as regiões Oeste, Alto Oeste e Vale do Açu, que abrangem cerca de 63 municípios.

O ministro também visitou a Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer, unidade filantrópica de referência em oncologia e radioterapia no Oeste potiguar. Ainda no estado, Padilha participou do lançamento do projeto estadual Bem-te-vi: Asas e Cores da Gestação, voltado à redução da mortalidade materna e infantil. O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome do Brasil, Wellington Dias, acompanhou a agenda.

“Estamos falando de dois serviços que são referência para a região e para o SUS. O Hospital da Mulher mostra o tipo de estrutura que queremos para garantir qualidade e segurança no cuidado às gestantes e aos bebês. O projeto Bem-te-vi ajuda justamente nesse trabalho de orientar e acompanhar as gestantes. E, na Liga Mossoroense, uma estrutura mais moderna de radioterapia permite tratar mais pacientes por ano e reduzir a espera pelo tratamento do câncer. É esse cuidado especializado que precisa estar cada vez mais perto das pessoas”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Atendimento materno-infantil para 63 municípios

O Hospital da Mulher Parteira Maria Correia conta com 134 leitos, dos quais 100 são destinados ao SUS. A estrutura obstétrica da unidade inclui seis suítes de Pré-Parto, Parto e Pós-Parto (PPP) para parto normal, sala de parto de alto risco, sala para cesárea, 12 leitos de alojamento conjunto, 12 para gestação de alto risco e 10 leitos neonatais, sendo cinco de UTI neonatal e cinco de cuidados intermediários. O hospital recebeu investimentos de R$ 134 milhões, sendo R$ 89,5 milhões para obra e R$ 45 milhões para a aquisição dos equipamentos.

Leia Também:  Brasil recebe segunda edição de formação de líderes em vacinologia

Tratamento oncológico no Oeste potiguar

Referência em oncologia e radioterapia no Oeste potiguar, a Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer possui 104 leitos, sendo 81 destinados ao SUS. A unidade atende pacientes com câncer em diferentes etapas do cuidado especializado, incluindo diagnóstico e tratamento oncológico.

Na área de radioterapia, o hospital conta com acelerador linear adquirido no âmbito do Plano de Expansão da Radioterapia no SUS, que recebeu investimento federal de R$ 7,2 milhões, considerando a aquisição e a atualização do equipamento. Outros R$ 7,1 milhões foram destinados à aquisição de um tomógrafo simulador e de uma ressonância magnética. A Liga Mossoroense conta ainda com crédito financeiro de R$ 2 milhões do programa Agora Tem Especialistas.

Prevenção da mortalidade materna e infantil

Padilha acompanhou o lançamento do projeto estadual Bem-te-vi: Asas e Cores da Gestação, voltado à redução da mortalidade materna e infantil. A iniciativa conta com um curso estruturado em 12 módulos, com orientações para mulheres e famílias durante a gestação, o parto e o puerpério. Entre os conteúdos estão educação materna, preparação e planejamento do parto, cuidados no pós-parto, estratégias para redução de óbitos e acolhimento multiprofissional.

Leia Também:  Ministério da Saúde seleciona 300 projetos para o programa Vivências no SUS

O projeto foi desenvolvido em parceria conjunta entre a Faculdade de Enfermagem da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), o Hospital da mulher Parteira Maria Correia, e a equipe da Residência Multiprofissional em Atenção Básica em Saúde da Família e Comunidade.

Cuidados com a saúde da mulher

Durante a agenda, o ministro destacou ações do SUS voltadas ao cuidado das mulheres antes, durante e depois da gestação. Entre elas está a oferta do implante contraceptivo Implanon, incorporado ao SUS e disponibilizado como opção de contracepção de longa duração, inclusive para adolescentes e mulheres em idade fértil. Já foram distribuídas 1,5 milhão de unidades em todo o país, e outras 1,8 milhão estão previstas para 2026. Na rede privada, o implante custa entre R$ 2 mil e R$ 4 mil.

Padilha também ressaltou o reforço do cuidado durante a gestação, com ações voltadas à qualificação do pré-natal e à prevenção de complicações para gestantes e bebês. Entre as iniciativas está a vacinação contra o vírus sincicial respiratório (VSR) durante a gestação, que contribui para proteger os bebês contra formas graves de doenças respiratórias nos primeiros meses de vida. 

Alessandra Galvão
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA