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13º Prêmio Região do Cerrado Mineiro encerra inscrições e valoriza cafés da safra 2025/2026

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Produtores de café da Região do Cerrado Mineiro têm até 19 de setembro para se inscrever no 13º Prêmio Região do Cerrado Mineiro, iniciativa que celebra a excelência da safra 2025/2026 e reforça o protagonismo da região no cenário mundial de cafés de origem controlada, reconhecida por qualidade, sustentabilidade e rastreabilidade.

Participação e instituições envolvidas

O prêmio é promovido pela Federação dos Cafeicultores do Cerrado, com apoio do Sebrae Minas, e conta com a parceria das cooperativas Carmocer, Carpec, Coocacer Araguari, Coopadap, Expocacer e monteCCer, além das associações ACA, Acarpa, Amoca, Appcer, Assocafé, Assogotardo e GRE Café – Região de Araxá. Juntas, essas instituições representam produtores dos 55 municípios da região.

Cada produtor pode inscrever uma amostra por categoria, através das cooperativas e associações filiadas, e mulheres cafeicultoras podem participar mesmo que a propriedade esteja em nome de outro produtor, desde que comprovem vínculo familiar. O regulamento completo está disponível em: https://cerradomineiro.org/premio/2025-2/.

Novidade: Categoria Doce Cerrado Mineiro

Nesta edição, uma inovação chama atenção: a Categoria Doce Cerrado Mineiro, que premiará os cafés mais doces da safra, processados pelo método Natural e com características sensoriais típicas da região, como notas de chocolate, caramelo, amêndoas e acidez cítrica.

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Além disso, a antiga Categoria Fermentação Induzida foi reformulada e passa a se chamar Categoria Fermentado, mantendo as categorias Café Natural e Cereja Descascado. A avaliação seguirá o protocolo Coffee Value Assessment (CVA) da Specialty Coffee Association (SCA).

Processo de seleção e ranqueamento

O processo de seleção envolve inscrição, validação e codificação das amostras, seguida de análise sensorial em duas etapas, premiação das cooperativas e conferência dos lotes.

  • Os primeiros colocados de cada cooperativa nas categorias Natural, Cereja Descascado e Fermentado avançam para o ranqueamento regional.
  • Os segundos colocados com média acima de 85 pontos também têm vaga garantida.
  • Os três primeiros da Categoria Doce Cerrado Mineiro de cada cooperativa integram o ranking regional, que define os campeões da região.
Oportunidades de comercialização: leilões presenciais e online

Os cafés premiados terão acesso a leilões exclusivos:

  • Leilão Solidário: venda presencial dos 9 melhores lotes (3 Naturais, 3 Cereja Descascados e 3 Fermentados), com 40% da arrecadação destinada ao projeto Troféu Escola de Atitude.
  • Leilão Online: marcado para 5 de dezembro, com compradores do mundo todo, também em lotes de uma saca.
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Os 9 lotes vencedores também poderão ser comercializados internamente na modalidade de reserva, enquanto os 6 cafés mais doces estarão disponíveis em lotes exclusivos de 20 sacas.

Reconhecimento de projetos sociais e sustentáveis

O prêmio também valoriza iniciativas educacionais e ambientais:

  • Troféu Escola de Atitude: reconhece projetos inovadores de educação e transformação social, com inscrições até 15 de outubro.
  • Troféu Atitude Sustentável: premia práticas agrícolas e socioambientais de destaque entre os 60 finalistas, com inscrições de 1º de outubro a 7 de novembro.

Juliano Tarabal, diretor executivo da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, afirma:

“Este prêmio celebra o trabalho e a dedicação dos cafeicultores que tornam a Região do Cerrado Mineiro referência mundial em cafés de origem controlada. A nova categoria valoriza ainda mais a diversidade e qualidade da produção regional.”

Cerrado Mineiro em números

A região abrange 55 municípios, com 234 mil hectares cultivados, sendo 85 mil irrigados e 102 mil certificados. A produção média anual é de 6 milhões de sacas de 60 kg, representando 25,4% da produção de Minas Gerais e 12,7% da produção nacional.

Regulamento completo

https://cerradomineiro.org/premio/2025-2

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Greening, safra menor e queda no consumo pressionam o setor brasileiro

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A citricultura brasileira chega à safra 2026/27 pressionada por três problemas simultâneos: quase metade das laranjeiras do principal cinturão produtivo está contaminada pelo greening, a produção deve cair cerca de 10% e o consumo mundial de suco perdeu força depois de anos de preços elevados. Embora continue líder global, o Brasil precisa controlar a doença e ampliar mercados para evitar uma pressão maior sobre produtores e indústrias.

A primeira reestimativa do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) aponta uma produção de 263,15 milhões de caixas de 40,8 quilos em São Paulo e no Triângulo e Sudoeste de Minas Gerais. O volume equivale a aproximadamente 10,7 milhões de toneladas de laranja.

A projeção ficou 3,1% acima da estimativa inicial, divulgada em maio, mas ainda representa uma queda de cerca de 10% diante das 292,94 milhões de caixas colhidas na temporada 2025/26. A recuperação sobre a primeira previsão ocorreu principalmente porque os frutos ganharam peso com as chuvas.

Entre maio e agosto, o cinturão citrícola recebeu 210 milímetros de chuva, volume 51% superior à média histórica do período. O peso médio estimado passou de 160 para 166 gramas por fruto, reduzindo de 255 para 246 o número de laranjas necessário para completar uma caixa.

O efeito positivo da chuva, porém, não elimina os riscos. A colheita está mais lenta e os frutos permanecem por mais tempo nas árvores, expostos a pragas, doenças e queda prematura. Até meados de agosto, apenas 27% da produção prevista havia sido retirada dos pomares.

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A taxa média de queda dos frutos foi elevada de 23,7% para 24,1%. Nas variedades tardias, que ainda têm grande parte da produção no campo, a perda projetada chega a 27,3% para Valência e Folha Murcha e a 30,9% para a variedade Natal.

O greening permanece como o maior problema da atividade. O levantamento mais recente sobre a doença mostrou que 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola estavam contaminadas em 2025. A severidade média também aumentou, passando de 18,7% para 22,7% da copa das plantas.

Transmitido pelo psilídeo, um pequeno inseto, o greening não tem cura. A doença reduz a produtividade, provoca queda precoce e produz frutos menores, deformados e amargos. O controle exige monitoramento frequente, combate ao inseto transmissor e eliminação das plantas doentes, especialmente em regiões onde a incidência ainda é baixa.

Na safra 2025/26, o greening foi responsável pela perda estimada de 49,59 milhões de caixas. A doença respondeu sozinha por 13 pontos percentuais da taxa total de queda de 23,2% registrada naquele ciclo.

A pressão não está restrita aos pomares. Depois de quatro anos de resultados elevados, o mercado internacional entrou em uma fase de ajuste. As exportações brasileiras de suco de laranja somaram 746,9 mil toneladas na safra 2025/26, praticamente o mesmo volume da temporada anterior, mas a receita caiu aproximadamente 30%.

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Os preços elevados das safras anteriores levaram parte dos consumidores a substituir o suco de laranja por bebidas mais baratas. Problemas de qualidade provocados pelo clima e pelo greening também afetaram o mercado. Na Europa, principal destino histórico do produto brasileiro, o volume adquirido caiu 10,9%. No Japão, a retração chegou a 28,6%.

O aumento das chuvas nesta temporada favoreceu o tamanho das laranjas, mas poderá reduzir a concentração de sólidos solúveis, medida pelo índice brix. Para a indústria, isso significa que pode ser necessário processar mais caixas para obter a mesma quantidade de suco concentrado, reduzindo parte do ganho trazido pelo maior peso dos frutos.

A busca por novos compradores tornou-se, portanto, uma necessidade para equilibrar a cadeia. O produto brasileiro não enfrenta grandes restrições sanitárias, mas encontra tarifas elevadas em mercados com potencial de consumo, como Japão, Coreia do Sul e Índia. A redução dessas barreiras poderia ampliar os destinos e diminuir a dependência de poucos compradores.

Maior produtora mundial de laranja e líder na exportação de suco, a citricultura brasileira mantém escala, tecnologia e capacidade industrial. O desafio agora é impedir que o avanço do greening, a queda da produtividade e o enfraquecimento do consumo reduzam a rentabilidade de uma cadeia que depende de investimentos contínuos para renovar pomares e manter a produção.

Fonte: Pensar Agro

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