AGRONEGOCIOS
A Evolução Genética e Tecnológica na Pecuária: Caminho para a Sustentabilidade e Produtividade
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De acordo com José Luiz Moraes Vasconcelos, professor aposentado da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da UNESP Botucatu, a crescente demanda por carne e leite, impulsionada pelo aumento populacional global, exige a adoção de avanços tecnológicos na pecuária. Entre 1994 e 2024, a população mundial cresceu 45%, e a projeção da ONU aponta que, até 2054, o número de habitantes no planeta atingirá 10 bilhões, o que torna imprescindível o uso de genética superior nos rebanhos para atender às necessidades alimentares globais.
A seleção genética de animais, focada em características que favoreçam a produtividade, surge como uma solução eficaz. Contudo, sua implementação demanda investimentos não apenas em genética, mas também em manejo adequado, nutrição de qualidade e formação especializada da mão de obra. Embora os custos iniciais sejam elevados, o retorno a longo prazo é vantajoso, resultando na redução do custo por quilo de carne e por litro de leite.
Entretanto, o acesso a essas tecnologias ainda representa um desafio para os pequenos pecuaristas, que necessitam de políticas públicas de incentivo e programas de extensão rural para facilitar a adoção dessas práticas no campo.
Vasconcelos destaca que “ferramentas que possibilitem o aumento da renda do produtor rural funcionam como estímulos para a continuidade das famílias no setor. Quando o produtor falecido deixa a propriedade, a família frequentemente abandona a atividade e se muda para a cidade, o que resulta na perda do conhecimento e no enfraquecimento da continuidade do negócio.”
A inseminação artificial desponta como uma ferramenta estratégica para disseminar a genética melhoradora. Em 2024, a pecuária brasileira registrou o uso de 9,2 milhões de doses de sêmen, conforme dados da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia). Este crescimento no setor revela a importância dessa tecnologia para a expansão da pecuária nacional. A ampliação desse investimento, juntamente com políticas de fomento, poderá acelerar o desenvolvimento da pecuária no Brasil, garantindo maior produção e segurança alimentar para as próximas gerações.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Safra brasileira de grãos deve atingir recorde de 348,7 milhões de toneladas em 2026, aponta IBGE
IBGE projeta nova safra recorde para o Brasil em 2026
O Brasil caminha para registrar mais uma safra histórica em 2026. De acordo com levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deve alcançar 348,7 milhões de toneladas, consolidando um dos maiores volumes já registrados pelo país.
A nova estimativa representa crescimento de 0,7% em relação à safra de 2025, equivalente a um avanço de 2,6 milhões de toneladas. Na comparação com março de 2026, o levantamento também apresentou leve alta de 0,1%.
Além do aumento da produção, o país ampliou a área agrícola cultivada. O total estimado para colheita chegou a 83,3 milhões de hectares, avanço de 2,1% frente ao ano anterior.
Soja lidera crescimento e atinge novo recorde histórico
A soja continua sendo o principal motor do agronegócio brasileiro. O IBGE revisou novamente para cima a estimativa da oleaginosa, que deve atingir 174,1 milhões de toneladas em 2026 — novo recorde da série histórica.
O volume representa crescimento de 4,8% sobre a safra anterior, reforçando o protagonismo brasileiro no mercado global da commodity.
O Mato Grosso segue como maior produtor nacional, com previsão de 50,5 milhões de toneladas. Paraná e Rio Grande do Sul também aparecem entre os destaques da produção nacional, com recuperação importante das lavouras gaúchas após problemas climáticos em anos anteriores.
Milho deve perder força, mas mantém produção acima de 138 milhões de toneladas
A produção brasileira de milho foi estimada em 138,2 milhões de toneladas, registrando retração de 2,5% frente ao ciclo anterior.
O milho da primeira safra apresentou crescimento relevante, impulsionado principalmente pelo Sul e Sudeste do país. Já a segunda safra, responsável pela maior parte da produção nacional, apresentou recuo diante de ajustes climáticos e produtividade menor em importantes estados produtores.
O Mato Grosso continua liderando a safrinha nacional, seguido por Paraná e Goiás.
Café brasileiro alcança maior produção da história
Outro destaque do levantamento do IBGE é o café. A produção brasileira somando arábica e canephora foi estimada em 66,1 milhões de sacas de 60 quilos, o maior volume da série histórica iniciada em 2002.
O crescimento anual chega a 14,9%, sustentado por clima favorável, recuperação da produtividade e investimentos nas lavouras.
O café canephora, especialmente, deve registrar safra recorde em 2026, refletindo o avanço tecnológico no campo e o bom desempenho das áreas produtoras.
Centro-Oeste concentra metade da produção nacional
A Região Centro-Oeste mantém ampla liderança na produção brasileira de grãos, com estimativa de 174,5 milhões de toneladas — equivalente a 50% de toda a safra nacional.
Na sequência aparecem:
- Sul: 92,1 milhões de toneladas;
- Sudeste: 30,6 milhões de toneladas;
- Nordeste: 29,9 milhões de toneladas;
- Norte: 21,5 milhões de toneladas.
Entre os estados, o Mato Grosso lidera isoladamente, respondendo por 30,9% da produção brasileira de grãos. Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais completam a lista dos maiores produtores.
Algodão recua, mas Bahia ganha destaque
A produção de algodão herbáceo foi estimada em 9 milhões de toneladas. Apesar da recuperação mensal, o setor ainda apresenta forte retração em relação a 2025, pressionado pela redução de área e produtividade.
A Bahia ganhou destaque nas revisões positivas do IBGE, consolidando-se como segundo maior produtor nacional da fibra, atrás apenas do Mato Grosso.
Feijão preocupa mercado com redução na oferta
O levantamento também trouxe sinal de alerta para o feijão. A produção brasileira estimada em 2,9 milhões de toneladas apresentou queda tanto em relação ao mês anterior quanto frente à safra passada.
Segundo o IBGE, o mercado começa a demonstrar preocupação com o equilíbrio entre oferta e consumo interno, especialmente diante da redução gradual da produção nos últimos meses.
Trigo segue pressionado por baixa rentabilidade
O trigo brasileiro deve registrar produção de 7,3 milhões de toneladas, queda de 6,8% frente ao ano anterior.
A baixa rentabilidade, somada aos prejuízos climáticos recorrentes no Sul do país, tem reduzido o interesse dos produtores pelo cereal, especialmente no Rio Grande do Sul, principal estado produtor.
Perspectiva para o agronegócio em 2026
Mesmo com desafios climáticos, oscilações de mercado e pressão sobre algumas culturas, o cenário geral do agronegócio brasileiro permanece positivo para 2026.
O avanço da soja, a recuperação do café e a ampliação da área cultivada reforçam o papel do Brasil como uma das maiores potências agrícolas globais, sustentando exportações, geração de renda e crescimento do setor no próximo ciclo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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