CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

A Revista Pensar Agro já está disponível e em duas versões: português e inglês

Publicados

AGRONEGOCIOS

A nova edição da revista Pensar Agro já está disponível (em português e inglês, Links abaixo) com uma análise política e econômica, sobre, entre muitos outros assuntos, o Plano Safra, principal política pública de apoio ao setor agropecuário brasileiro.

Com o título de capa “Plano Safra 2025/2026: O Estado que se ausenta”, a publicação joga luz sobre o crescente descompasso entre o discurso governamental e os entraves enfrentados no campo. A Pensar Agro mostra que mais de 73,6% dos recursos vêm do setor privado, por meio de instrumentos como LCA, CRA, CPR, debêntures e fundos de investimento agroalimentares (Fingro) etc.

Por parte do Estado, o aporte direto do Tesouro Nacional se restringe a R$ 13 bilhões para equalização de juros no Pronaf, voltado à agricultura familiar. Para os demais segmentos, os repasses federais vêm de financiamentos por meio do BNDES, totalizando R$ 26,3 bilhões distribuídos entre programas como Moderfrota, Inovagro, Renovagro e Proirriga — montante considerado insuficiente frente à magnitude das demandas produtivas.

A revista traz ainda uma série de colunas e artigos de opinião que expandem a reflexão sobre o cenário do agronegócio brasileiro e global. E tem a estreia do consultor Amir El-Kouba é um dos destaques. Psicólogo e mestre em Estratégia, El-Kouba introduz seu modelo de desenvolvimento empresarial com metodologia vivencial ao ar livre, aplicando conceitos da neurociência e da inteligência emocional a líderes e equipes do agro. Seu programa “Vencendo Desafios” propõe transformar gestores em agentes de transformação em um setor cada vez mais pressionado por mudanças rápidas e cobranças sociais.

Leia Também:  Produtos Viçosa e 51 empresas do agronegócio são premiados com Selo Agro Mais Integridade 2025-2026

No panorama internacional, o professor Michael Tanchum, um dos nomes mais influentes em segurança alimentar e energética no eixo Europa-Oriente Médio-África, analisa a ascensão da agricultura regenerativa nos territórios áridos do Oriente Médio e do Norte da África. Seu artigo, na seção Agro Arábia, revela como regiões onde 82% do território é deserto estão se tornando polos de inovação agrícola com uso intensivo de tecnologia, energia solar e reciclagem hídrica — um possível espelho para zonas semiáridas brasileiras.

Com um corpo de colunistas especializados, a Pensar Agro aborda temas cruciais para a cadeia produtiva do agronegócio brasileiro e mundial, reforçando o compromisso com a análise profunda, a pluralidade de vozes e a busca por soluções para os desafios do setor.

Você lê a versão em português clicando aqui.

You can read the English version by clicking here.

Fonte: Pensar Agro

Propaganda

AGRONEGOCIOS

Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto

Publicados

em

Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.

Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.

A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.

Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.

A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.

No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.

Leia Também:  Exportações de feijão batem recorde histórico em 2025, mas mercado interno segue com ritmo lento e negociações pontuais

É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.

A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.

O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.

No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.

Leia Também:  Produtos Viçosa e 51 empresas do agronegócio são premiados com Selo Agro Mais Integridade 2025-2026

O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.

As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.

A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.

Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.

Fonte: Pensar Agro

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA