CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

ABHB registra maior representatividade de bovinos de corte na Expointer 2025

Publicados

AGRONEGOCIOS

A Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB) confirmou crescimento expressivo no número de animais inscritos para a 48ª Expointer, que será realizada de 30 de agosto a 7 de setembro, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS).

Segundo a associação, a raça Braford na modalidade argola contará com 154 exemplares, representando um aumento de quase 30% em relação aos 119 animais do ano passado. Já os Hereford terão 63 animais, contra 58 em 2024. No total, serão 89 expositores e 217 animais na modalidade argola das duas raças.

Nos bovinos rústicos, o crescimento é ainda mais expressivo: 190 animais inscritos, sendo 88 Hereford e 102 Braford, contra 121 em 2024, um aumento próximo de 60%.

Satisfação da ABHB com os números da feira

Para o gerente executivo da ABHB, Felipe Azambuja, os resultados refletem o reconhecimento do trabalho da associação e a valorização das raças:

“O aumento de inscrições nas duas modalidades demonstra que nosso trabalho está sendo bem executado, que os criadores acreditam nos eventos que promovemos e que o mercado está aquecido pelas nossas raças.”

Azambuja também destacou o impacto positivo do desempenho recente da ABHB no Mundial Braford e Nacional Hereford, realizados em maio de 2025, que contribuiu para o interesse crescente na Expointer:

“Esperamos realizar uma grande feira em Esteio, pois já tivemos uma bela demonstração de representatividade em número de animais e expositores.”

Programação completa da ABHB na Expointer

A participação da ABHB começa com a entrada dos animais entre 25 e 29 de agosto. A partir de 30 de agosto, ocorrem os julgamentos de admissão e classificação nas modalidades argola e rústicos:

  • 30 de agosto:
    • 9h: Julgamento de admissão Hereford e Polled Hereford, modalidade argola
    • 13h30: Julgamento de admissão Braford, modalidade argola
  • 1º de setembro:
    • 13h: Julgamento de classificação Hereford e Polled Hereford, modalidade argola (fêmeas e machos)
  • 2 de setembro:
    • 8h: Entrada e julgamento de admissão Hereford e Braford, modalidade rústicos
    • 8h30: Julgamento de classificação Braford, modalidade argola (fêmeas)
    • 14h: Julgamento de classificação Braford, modalidade argola (machos)
    • 17h: Encerramento de admissão dos animais rústicos
  • 3 de setembro:
    • 8h: Julgamento de classificação Hereford e Polled Hereford, modalidade rústicos (fêmeas e machos)
    • Sequência: Julgamento de classificação Braford, modalidade rústicos (fêmeas e machos)
Leia Também:  Presidente da Gadolando alerta para necessidade de pagamento estável ao produtor de leite diante da instabilidade do mercado

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGOCIOS

Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

Publicados

em

Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

Leia Também:  Guerra comercial e clima nos EUA criam cenário de alerta para o mercado mundial de grãos

O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

Leia Também:  Boi gordo mantém estabilidade em São Paulo e registra valorização no Pará

Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA