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Ácaros ameaçam produtividade da soja e do algodão no Brasil e exigem manejo eficiente no campo
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O avanço da produção brasileira de grãos reforça a necessidade de atenção dos produtores ao manejo fitossanitário nas lavouras de soja e algodão. Entre as ameaças que mais preocupam o setor estão os ácaros, organismos de difícil identificação no início da infestação e que podem provocar perdas significativas de produtividade quando não controlados adequadamente.
Segundo estimativas da Conab, o Brasil deve colher cerca de 354 milhões de toneladas de grãos em 2026, com destaque para a soja, cuja produção é estimada em 178 milhões de toneladas, além de aproximadamente 4 milhões de toneladas de pluma de algodão.
Diante da relevância econômica dessas culturas, especialistas alertam para os impactos causados pelos ácaros no desenvolvimento das plantas.
De acordo com Bruno Vilarino, gerente de Produto da ORÍGEO, os danos provocados pela praga afetam diretamente o desempenho fisiológico das lavouras.
“Os ácaros sugam as folhas, retirando nutrientes importantes e prejudicando o funcionamento da planta. Isso reduz a capacidade de fotossíntese, provoca perda de vigor e pode antecipar a queda das folhas. Na soja, o impacto aparece no menor desenvolvimento dos grãos. Já no algodão, os prejuízos afetam diretamente a qualidade da fibra”, explica.
Clima seco favorece avanço da infestação
Um dos maiores desafios para os produtores é a identificação precoce da infestação. Os primeiros sintomas geralmente surgem como pequenas manchas amareladas ou prateadas nas folhas, que evoluem para aspecto de queimadura em estágios mais avançados.
Em situações severas, também podem surgir teias finas sobre as plantas, indicando alta população da praga.
Condições climáticas de tempo seco e temperaturas elevadas favorecem a rápida multiplicação dos ácaros nas lavouras, aumentando a necessidade de monitoramento constante e manejo preventivo.
Manejo eficiente é fundamental para reduzir perdas
Especialistas do setor reforçam que o controle eficiente exige o uso de soluções específicas e estratégias integradas de manejo, capazes de garantir maior estabilidade produtiva ao longo do ciclo da cultura.
Entre as alternativas disponíveis no mercado, o produto Fastmite 600 WG, da UPL Brasil, comercializado pela ORÍGEO, é indicado para o manejo de ácaros em soja e algodão.
Segundo a empresa, a solução possui tecnologia desenvolvida para proporcionar efeito rápido no controle da praga e melhor distribuição do produto na planta, contribuindo para maior eficiência operacional no campo.
Bruno Vilarino destaca que o uso de tecnologias modernas no manejo fitossanitário se tornou estratégico para preservar produtividade e qualidade nas lavouras brasileiras.
“Com formulação moderna e foco em performance agronômica, o produto entrega eficiência, estabilidade e facilidade de uso em propriedades que priorizam um manejo preciso e confiável”, afirma.
Monitoramento constante ganha importância nas lavouras
Com o crescimento da produção agrícola brasileira e o aumento da pressão de pragas em regiões produtoras, o monitoramento constante das lavouras se consolida como ferramenta essencial para evitar perdas econômicas e garantir maior sustentabilidade produtiva.
A adoção de manejo integrado, aliada ao acompanhamento técnico e ao uso correto de tecnologias de controle, tende a ser decisiva para manter o potencial produtivo da soja e do algodão nas próximas safras.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Acordo Mercosul-União Europeia deve ampliar concorrência e acelerar mercado de vinhos no Brasil
O acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia promete remodelar o mercado de vinhos na América do Sul e ampliar a competitividade entre produtores dos dois blocos. Com entrada em vigor prevista para 1º de maio, o tratado prevê a redução gradual das tarifas de importação sobre vinhos europeus, movimento que deve impactar preços, ampliar a oferta de rótulos e acelerar a disputa por espaço no mercado brasileiro.
A expectativa do setor é de que a medida favoreça tanto o acesso do consumidor a produtos importados quanto a expansão comercial de produtores sul-americanos no mercado europeu.
Segundo o CEO da Ideal BI Consulting, Felipe Galtaroça, o acordo representa uma mudança estrutural para o setor vitivinícola brasileiro.
“A ratificação do acordo UE-Mercosul promete redesenhar as forças do setor vitivinícola no Brasil. A queda gradual dos impostos tende a ampliar a presença de vinhos europeus e aumentar a pressão competitiva sobre mercados já consolidados”, afirma.
Vinhos portugueses ampliam presença no mercado brasileiro
Entre os países europeus, Portugal aparece como um dos mais atentos às oportunidades abertas pelo novo cenário comercial.
De acordo com o presidente da ViniPortugal, Frederico Falcão, a eliminação gradual das tarifas deve criar condições mais equilibradas de concorrência e ampliar o alcance dos vinhos europeus no Brasil.
“No contexto brasileiro, trata-se de um mercado estratégico para os Vinhos de Portugal, que atualmente detêm cerca de 16% de participação de mercado. A redução das tarifas poderá ampliar o acesso dos consumidores e permitir maior competitividade em diferentes faixas de preço”, destaca.
Falcão ressalta ainda que o acordo também beneficia produtores do Mercosul, que passam a contar com melhores condições de acesso ao mercado europeu.
Além da disputa entre origens, o executivo avalia que o principal impacto será a expansão do consumo da bebida.
“A maior oportunidade está na democratização do consumo de vinho, tornando o produto mais acessível ao consumidor e fortalecendo o crescimento do mercado como um todo”, afirma.
Alemanha amplia foco na América do Sul
A Alemanha também começa a direcionar atenção estratégica para a América do Sul diante da redução das barreiras comerciais.
O Instituto Alemão do Vinho (Deutsches Weininstitut) participará pela primeira vez da ProWine São Paulo em 2026, enxergando o Brasil como mercado de alto potencial de crescimento.
Atualmente, o país ocupa apenas a 38ª posição entre os destinos dos vinhos alemães, mas o setor avalia que fatores como expansão da classe média, dimensão do mercado consumidor e mudanças nos hábitos de consumo podem acelerar esse avanço.
Além do aspecto econômico, produtores alemães identificam afinidade entre os vinhos brancos do país — geralmente mais leves, frescos e com menor teor alcoólico — e o perfil gastronômico brasileiro.
Segundo o gerente de marketing do Deutsches Weininstitut, Michael Schemmel, a feira paulista se tornou estratégica para a expansão internacional do setor.
“A ProWine São Paulo representa uma vitrine importante para os produtores alemães. O mercado de vinhos depende de relacionamento, experiência e conexão direta entre produtores, importadores e compradores”, afirma.
França e Itália aumentam pressão sobre vinhos sul-americanos
Para Felipe Galtaroça, países como Argentina devem enfrentar aumento da concorrência, especialmente nos segmentos premium.
“No nicho de vinhos de maior valor agregado, regiões tradicionais como Bordeaux, Borgonha e Piemonte devem ampliar sua presença de maneira mais agressiva”, avalia.
Segundo ele, o acordo também surge como oportunidade para importadores e distribuidores recuperarem margens pressionadas pela inflação e pela volatilidade cambial dos últimos anos.
Setor argentino adota postura cautelosa
Entre os produtores sul-americanos, o cenário é analisado com cautela. A CEO da Wines of Argentina, Magdalena Pesce, afirma que o principal desafio está na competitividade estrutural e não na qualidade dos vinhos europeus.
“A entrada gradual de vinhos europeus com tarifas reduzidas pode pressionar os segmentos de entrada caso a Argentina não avance em questões ligadas à carga tributária e aos custos logísticos”, afirma.
Ao mesmo tempo, ela avalia que o acordo cria oportunidades relevantes para modernização do setor argentino, principalmente no acesso a insumos e tecnologias importadas.
“A redução das barreiras tarifárias para barris, rolhas e tecnologias de vinificação pode elevar eficiência e qualidade das vinícolas locais, fortalecendo sua competitividade”, destaca.
Pesce também acredita que a presença crescente de vinhos europeus tende a acelerar agendas ligadas à sustentabilidade, rastreabilidade e transparência no setor vitivinícola sul-americano.
Importadoras apostam em nichos premium e identidade regional
Empresas importadoras também enxergam oportunidades na nova configuração do mercado.
Para Georges Karakaxis, sócio-administrador da Monte Dictis, especializada em vinhos e produtos gregos, o acordo abre espaço para ampliar o acesso a rótulos diferenciados no Brasil.
“Nossa estratégia passa por ampliar a presença de vinhos do Mediterrâneo Oriental e fortalecer o trabalho de curadoria, relacionamento e educação do consumidor”, afirma.
Segundo ele, vinhos gregos competem menos por preço e mais por identidade, terroir e exclusividade.
Karakaxis destaca que variedades como Assyrtiko, Xinomavro e Agiorgitiko representam nichos de alto valor agregado, que podem ganhar espaço com a redução de custos de importação.
ProWine São Paulo reforça protagonismo global do setor
Nesse novo cenário de maior integração comercial e disputa por mercado, a ProWine São Paulo amplia sua relevância internacional.
A edição de 2026 deve reunir mais de 1.800 produtores de diversos países, consolidando o evento como a maior feira de vinhos e destilados das Américas e uma das principais do mundo no segmento.
Segundo a diretora da feira, Malu Sevieri, o evento se tornou uma plataforma estratégica para empresas interessadas em expandir operações na América do Sul.
“A ProWine São Paulo é hoje a principal plataforma para quem deseja entrar, crescer ou consolidar presença no mercado sul-americano”, afirma.
A feira será realizada entre os dias 6 e 8 de outubro de 2026, no Expo Center Norte, em São Paulo. As inscrições para visitantes profissionais já estão abertas gratuitamente.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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