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Brasil pode ser líder mundial na produção de alimentos
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O Brasil se encontra diante de uma oportunidade ímpar, não apenas para liderar o mercado agrícola e promover a segurança alimentar em escala global, mas também para moldar o futuro da agricultura. Esta análise foi compartilhada pelo CEO da Syngenta América Latina, Juan Pablo Llobet, durante um evento na capital paulista ocorrido na terça-feira (24/10).
Llobet enfatizou que o comprometimento com o desenvolvimento da agricultura é crucial para garantir essa liderança e para moldar a agricultura de acordo com as nossas aspirações para o futuro. Ele expressou essa visão durante o Agriculture Investment Conference.
O executivo destacou que a incerteza se tornou uma realidade global devido à pandemia de Covid-19, conflitos internacionais como a guerra entre Rússia e Ucrânia, bem como eventos climáticos extremos. No entanto, pesquisas indicam que, tanto no Brasil como em outras partes do mundo, os agricultores mantêm uma perspectiva otimista em relação ao setor.
Llobet observou que a agricultura se consolidou como um dos setores mais estratégicos em todo o mundo. Todas as economias do planeta estão focadas na agricultura, considerando-a um elemento estratégico em suas agendas. No entanto, ele ressaltou que as prioridades variam de acordo com a região.
Por exemplo, na Ucrânia, o foco é a reconstrução pós-guerra. Na Índia, está na promoção de melhores condições para os produtores rurais. Na China, busca-se a autossuficiência. Nos Estados Unidos, a ênfase recai sobre a busca por maior resiliência climática na produção agrícola, enquanto na União Europeia, a principal preocupação é a sustentabilidade.
Llobet enfatizou que o Brasil se destaca como um dos poucos países que não precisa escolher entre essas prioridades e consegue se desenvolver em todas essas dimensões de forma simultânea.
O presidente do Conselho da Lavoro, Marcos Haaland, destacou que o crescimento do agronegócio brasileiro se deve à capacidade de gerar tecnologia e à sua eficaz utilização pelos produtores rurais. Ele mencionou que o Brasil é líder global na adoção de produtos biológicos, uma inovação que está ganhando tração de forma expressiva no país, consolidando-o como uma potência no setor agroalimentar.
Fonte: Pensar Agro
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Custos da safra 2026/27 sobem para milho e soja em Mato Grosso, enquanto algodão registra queda, aponta Imea
Os custos de produção das principais culturas agrícolas de Mato Grosso devem apresentar comportamentos distintos na safra 2026/27. Levantamento divulgado pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostra aumento dos gastos para o cultivo de milho e soja, enquanto o algodão deve registrar redução nos desembolsos por hectare.
O avanço dos custos está relacionado, principalmente, às maiores despesas com fertilizantes, defensivos agrícolas e sementes, fatores que seguem impactando a rentabilidade das atividades e exigindo maior planejamento financeiro dos produtores.
Custo do milho sobe mais de 14% em Mato Grosso
De acordo com o Imea, o custeio do milho para a safra 2026/27 foi estimado em R$ 3.799,42 por hectare, alta de 14,46% em relação ao consolidado da temporada 2025/26.
O aumento foi impulsionado pelos maiores gastos com fertilizantes e defensivos, além da elevação nos custos das sementes, refletindo tanto o encarecimento dos insumos quanto a adoção de materiais genéticos mais tecnológicos.
Como consequência, o Custo Operacional Efetivo (COE) foi projetado em R$ 5.528,49 por hectare, avanço de 15,03% na comparação anual.
Já o Custo Total (CT) atingiu R$ 7.418,49 por hectare, crescimento de 10,30% frente à safra anterior.
Preço mínimo para cobrir os custos
Com os custos mais elevados, o produtor precisará de maior eficiência na gestão comercial da safra.
Considerando uma produtividade de referência de 120,28 sacas por hectare, o Imea estima que a saca de milho deverá ser comercializada a pelo menos R$ 45,96 para cobrir o COE da atividade.
O cenário reforça a importância da comercialização antecipada e do travamento de preços em momentos favoráveis do mercado para preservar margens de rentabilidade.
Soja também terá aumento nos custos de produção
Para a soja, as projeções apontam um cenário de cautela para a temporada 2026/27.
Segundo o levantamento elaborado pelo Sistema Famato, Senar-MT e Imea, o custeio da oleaginosa foi estimado em R$ 4.315,29 por hectare, alta de 3,21% em relação à safra 2025/26.
Os principais fatores responsáveis pela elevação dos custos foram:
- Fertilizantes e corretivos: aumento de 5,40%;
- Defensivos agrícolas: alta de 10,97%.
Além dos custos mais elevados, o setor continua atento às condições climáticas para a próxima temporada.
As incertezas relacionadas ao clima seguem sendo apontadas como um dos principais riscos para a produtividade das lavouras, podendo impactar diretamente o potencial produtivo e os resultados econômicos da atividade.
Crédito restrito preocupa produtores
Outro fator que preocupa o setor é a maior restrição ao crédito rural.
Segundo o Imea, a limitação dos recursos disponíveis para financiamento pode reduzir a capacidade de investimento dos produtores e provocar ajustes nos pacotes tecnológicos adotados nas propriedades.
Como reflexo desse cenário, o ponto de equilíbrio da soja para cobrir os custos de custeio aumentou 9,13% em relação à temporada passada.
Diante das margens mais apertadas, os produtores acompanham com atenção a compra dos insumos ainda pendentes e as oportunidades de comercialização da safra futura.
Algodão apresenta redução nos custos
Na contramão de milho e soja, o algodão foi a única das principais culturas analisadas a registrar queda no custo de produção.
O custeio da safra 2026/27 foi estimado em R$ 10.652,39 por hectare, redução de 1,14% em comparação ao consolidado da temporada anterior.
A diminuição foi influenciada principalmente pela redução das despesas com:
- Manutenção de máquinas e equipamentos;
- Operações mecanizadas;
- Defensivos agrícolas.
Apesar do alívio nos custos, a cultura continua exigindo elevados investimentos por hectare, mantendo-se entre as atividades agrícolas de maior intensidade de capital no país.
Produtores enfrentam cenário de margens mais pressionadas
Os dados do Imea mostram que a safra 2026/27 deverá exigir maior planejamento financeiro dos produtores mato-grossenses.
Com custos mais elevados para milho e soja e um ambiente marcado por incertezas climáticas, restrição de crédito e volatilidade dos mercados, a gestão eficiente dos insumos e a estratégia de comercialização ganham ainda mais relevância.
Nesse contexto, o monitoramento dos custos de produção e das oportunidades de mercado será decisivo para a manutenção da rentabilidade das propriedades rurais na próxima temporada.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

