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Ações da China e Hong Kong recuam com aprofundamento da deflação ao produtor

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Mercados chineses encerram em queda com temor sobre deflação

Os principais índices acionários da China fecharam em baixa nesta quarta-feira (9), revertendo os ganhos registrados ao longo do dia. O recuo ocorreu em meio à crescente preocupação com a intensificação da deflação ao produtor, agravada pela fraqueza na demanda interna. O movimento também contaminou os mercados de Hong Kong, que acompanharam a tendência negativa.

  • Em Xangai, o índice SSEC recuou 0,13%, encerrando aos 3.493 pontos.
  • O índice CSI300, que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 0,18%, para 3.991 pontos.
  • Já o Hang Seng, de Hong Kong, teve baixa mais acentuada, com queda de 1,06%, fechando aos 23.892 pontos.
Deflação ao produtor atinge pior nível em quase dois anos

Dados recentes revelaram que a deflação ao produtor na China atingiu o pior patamar dos últimos 24 meses em junho. A queda de preços, impulsionada pela fraca demanda, eleva a pressão sobre as autoridades chinesas para que ampliem medidas de estímulo à economia.

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Especialistas veem com preocupação esse cenário:

“Combinado ao deflator do PIB persistentemente negativo, a deflação continua sendo uma preocupação relevante”, avaliou Lynn Song, economista-chefe do ING para a China.

Analistas do Citi também demonstraram cautela, afirmando que a trajetória da inflação ainda é incerta e que aguardam novas diretrizes, tanto do próximo encontro do Politburo quanto de possíveis planos de ação do Conselho de Estado e do órgão estatal de planejamento.

Guerra comercial ganha novo capítulo com medidas dos EUA

No cenário internacional, a tensão comercial aumentou após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar novas tarifas sobre produtos importados. Entre as medidas:

  • Tarifa de 50% sobre o cobre importado;
  • Novas taxas em breve sobre semicondutores e produtos farmacêuticos.

Embora Trump tenha declarado que as negociações com a China e a União Europeia estão indo bem, ele também afirmou que pretende enviar uma carta tarifária à UE nos próximos dias, o que pode intensificar ainda mais os conflitos comerciais.

Desempenho de outras bolsas na Ásia-Pacífico

Enquanto China e Hong Kong registraram perdas, outras bolsas da região apresentaram resultados mistos:

  • Tóquio (Nikkei): +0,33%, a 39.821 pontos
  • Seul (Kospi): +0,60%, a 3.133 pontos
  • Taiwan (Taiex): +0,74%, a 22.527 pontos
  • Cingapura (Straits Times): +0,25%, a 4.057 pontos
  • Sydney (S&P/ASX 200): -0,61%, a 8.538 pontos
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A intensificação da deflação ao produtor na China somada à escalada da guerra comercial global provocou aversão ao risco nos mercados asiáticos, especialmente em Xangai e Hong Kong. O mercado segue atento a novas sinalizações do governo chinês sobre medidas de estímulo e aos desdobramentos das ações comerciais dos Estados Unidos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos

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O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.

O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.

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INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.

“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”

“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”

“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”

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Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.

No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.

Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.

Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.

Fonte: Pensar Agro

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