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Ações de China e Hong Kong Alcançam Máximas de um Mês com Medidas de Estímulo
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As bolsas de valores da China e de Hong Kong registraram ganhos expressivos nesta quinta-feira, atingindo as máximas de um mês, impulsionadas por uma série de medidas de estímulo econômico adotadas pelo governo chinês. As decisões de cortar juros e outros pacotes de estímulo ajudaram a aliviar as preocupações com a guerra comercial entre China e Estados Unidos, impulsionando os mercados.
Recuperação dos Índices em Meio à Guerra Comercial
Após as tensões comerciais iniciadas com a ameaça de tarifas elevadas por parte dos Estados Unidos, os mercados financeiros da China e de Hong Kong viram uma recuperação significativa. O índice de Xangai subiu 0,28%, enquanto o CSI300, que agrupa as principais empresas de Xangai e Shenzhen, avançou 0,56%. Por sua vez, o Hang Seng, de Hong Kong, fechou com uma valorização de 0,37%, marcando uma sequência positiva de seis dias consecutivos de ganhos.
Medidas de Estímulo Econômico de Pequim
Na quinta-feira, a China anunciou a redução de sua taxa de juros em 10 pontos-base, parte de um pacote de políticas econômicas destinadas a fortalecer a economia, que vem sofrendo com os efeitos da guerra comercial. Além disso, outras medidas, como a redução dos requisitos de reservas bancárias e esforços para estabilizar os mercados financeiros e imobiliários, também foram implementadas. Tais ações têm como objetivo aliviar a volatilidade dos mercados e restaurar a confiança dos investidores.
Impacto das Medidas sobre o Mercado
O Goldman Sachs destacou que as medidas adotadas pelo governo chinês não apenas ajudam a mitigar a volatilidade dos mercados, mas também demonstram o compromisso das autoridades em estabilizar as expectativas dos investidores. De acordo com a instituição, essas ações visam suavizar as incertezas em torno dos preços e do impacto no mercado financeiro. O secretário do Tesouro dos EUA e o representante de Comércio dos Estados Unidos devem se reunir no sábado com o czar econômico da China, He Lifeng, para discutir possíveis soluções para as disputas comerciais, o que também contribui para a diminuição da incerteza.
Aumento do Apetite pelo Risco
A corretora Dongxing Securities observou que a incerteza no mercado está diminuindo, o que tem levado a um aumento do apetite pelo risco. No entanto, a corretora fez um alerta sobre a volatilidade futura, já que o impacto da guerra comercial sobre a economia chinesa ainda deve se aprofundar.
Desempenho de Outros Índices Asiáticos
Além da recuperação em Xangai e Hong Kong, os mercados em outras partes da Ásia também apresentaram resultados positivos, com destaque para o Nikkei de Tóquio, que avançou 0,41%, fechando aos 36.928 pontos. Em Seul, o índice KOSPI teve uma valorização de 0,22%, enquanto em Sydney o S&P/ASX 200 subiu 0,16%. No entanto, outros índices, como o TAIEX de Taiwan e o Straits Times de Cingapura, registraram pequenas quedas, de 0,02% e 0,44%, respectivamente.
Índices de Mercado no Final do Dia:
- Tóquio (Nikkei): +0,41%, 36.928 pontos
- Hong Kong (Hang Seng): +0,37%, 22.775 pontos
- Xangai (SSEC): +0,28%, 3.352 pontos
- CSI300 (Xangai e Shenzhen): +0,56%, 3.852 pontos
- Seul (KOSPI): +0,22%, 2.579 pontos
- Taiwan (TAIEX): -0,02%, 20.543 pontos
- Cingapura (Straits Times): -0,44%, 3.848 pontos
- Sydney (S&P/ASX 200): +0,16%, 8.191 pontos
Com a retomada do crescimento nos mercados asiáticos, investidores permanecem atentos aos próximos passos nas negociações comerciais e às possíveis consequências das novas medidas econômicas adotadas pela China.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril
O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.
Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços
A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.
No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.
O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.
Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante
No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:
- Paraná: +20%
- Rio Grande do Sul: +25%
Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.
Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.
Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade
A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.
No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.
Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.
Câmbio limita repasse da alta internacional
Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.
A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.
Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio
A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.
No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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