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Gestão Pública ou Privada: conheça Elaine Luiza de Jesus

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Chegou o momento de conhecer a última vencedora da 3ª edição do Prêmio Mulheres das Águas. Elaine Luiza de Jesus é a homenageada na categoria Gestão Pública ou Privada. Formada em Engenharia de Pesca pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), atualmente é diretora de Aquicultura e Pesca do município de São Cristóvão (SE) e trabalha em projetos sociais e políticas públicas voltadas para as marisqueiras da cidade. 

 Os projetos liderados por Elaine na Prefeitura Municipal de São Cristóvão reúnem ações voltadas ao fortalecimento das cadeias produtivas da aquicultura e da pesca artesanal. Segundo ela, essa é uma forma de a gestão pública se unir aos pescadores locais, promovendo cooperação, troca de experiências e apoio mútuo. “Por meio de suporte técnico, capacitações e políticas de incentivo, procuramos trazer melhorias, segurança e maior qualidade de vida para as pescadoras artesanais da Cidade Mãe de Sergipe”, explica. 

 Nadando com as Marisqueiras da Cidade Mãe 

 O projeto “Nadando com as Marisqueiras da Cidade Mãe” é uma iniciativa da Prefeitura de São Cristóvão, em parceria com a Universidade Federal de Sergipe (UFS), que busca promover a segurança no trabalho das marisqueiras. 

 Elaine explica que essa demanda surgiu ao longo de uma escuta ativa e empática, na qual as marisqueiras informaram que não sabiam nadar e que, muitas vezes, passavam por situações de perigo sem poder ajudar umas às outras. A partir dessa informação, ela buscou apoio do Departamento de Educação Física da UFS para ministrar aulas de natação para as marisqueiras. Atualmente, são realizadas duas aulas por semana, ao longo de seis meses (as aulas iniciaram em outubro de 2025). 

 De acordo com Elaine, mais do que ensinar a nadar, o projeto proporciona segurança, autoconfiança e bem-estar físico e emocional. “Muitas das participantes, mesmo acostumadas a passar boa parte do dia na água, nunca haviam aprendido a nadar, um paradoxo comum entre mulheres que vivem do mar, mas que sempre enfrentaram o medo e os riscos do ofício”, reflete a gestora. 

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 As aulas têm proporcionado transformações que vão além do aprendizado técnico, pois as marisqueiras estão ganhando qualidade de vida. Muitas relatam melhora nas dores no corpo, redução do estresse e maior sensação de bem-estar. “É um momento de lazer, de autocuidado e de fortalecimento entre elas. Entre as participantes, o sentimento é de gratidão e redescoberta”, conta Elaine. 

 “Esse projeto não ensina apenas a nadar; ele restaura autonomia, reduz o medo, salva vidas e fortalece vínculos. Para muitas marisqueiras, pela primeira vez, a água não representa risco, mas liberdade. São mulheres que hoje respiram com mais segurança e atuam com mais confiança, porque a gestão acreditou que elas mereciam não apenas sobreviver, mas viver com dignidade.” 

 EPIs para as Marisqueiras 

 O projeto de entrega de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para as marisqueiras é desenvolvido em parceria entre as pescadoras e a Prefeitura de São Cristóvão. O objetivo é atender à demanda apontada durante o diagnóstico participativo realizado nos estuários. A iniciativa foi pensada para promover melhores condições de segurança no trabalho e minimizar os riscos ocupacionais enfrentados pelas marisqueiras que atuam na pesca artesanal. 

 “Durante a atividade de captura, realizada nos ecossistemas de manguezais e estuários, verificamos que as pescadoras ficam expostas diretamente ao sol intenso, à lama e à água salobra, utilizando vestimentas improvisadas, como blusas de manga comprida, calças e sapatos confeccionados a partir de retalhos de tecido jeans, como forma rudimentar de proteção contra as raízes pontiagudas e incrustações de ostras e sururus”, explica Elaine. 

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 Além disso, muitas vezes as pescadoras não utilizavam protetor solar ou repelentes, em razão do alto custo desses produtos, recorrendo ao uso de óleo diesel como alternativa — prática extremamente nociva à saúde. Assim, os equipamentos de proteção foram pensados para minimizar esses danos, tanto para o meio ambiente quanto para a saúde dessas mulheres. 

 Em um primeiro momento, foram selecionadas 100 pescadoras artesanais para testar se os EPIs eram funcionais. Foram disponibilizados chapéus safari, luvas anticorte, sapatos náuticos, blusas com proteção UV e calças legging. A seleção começou com as marisqueiras que participavam do automonitoramento e, em seguida, outras foram indicadas pelo grupo de lideranças locais. 

 “Os EPIs são fundamentais para protegê-las contra acidentes e riscos à saúde, como quedas, cortes, exposição a produtos químicos, radiação solar e ataques de mosquitos. O município de São Cristóvão foi pioneiro nesse projeto e, por possuir uma grande população de marisqueiras, tem como objetivo acolher, transformar e empoderar essas mulheres”, destaca. 

 Elaine explica ainda que “essas iniciativas representam um marco para o setor pesqueiro artesanal de São Cristóvão, trazendo melhoria das condições de trabalho, fortalecimento da produção e dignidade para essas mulheres”. 

Elaine recebe o Prêmio Mulheres das Águas 2025 porque representa, na prática, o que significa transformar realidades com sensibilidade, estratégia, coragem e compromisso social. 

 Sobre o Mulheres das Águas –  O prêmio foi criado em 2023 para reconhecer o trabalho de mulheres que se destacam na pesca e na aquicultura, promovendo práticas sustentáveis e, principalmente, o empoderamento das mulheres que vivem das águas. Esta edição será realizada no dia 18 de março, no Teatro Nacional, em Brasília.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Etanol ganha sustentação com chuvas no Centro-Sul e amplia vantagem sobre a gasolina em oito estados e no DF

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As chuvas registradas nas principais regiões produtoras de cana-de-açúcar do Centro-Sul do Brasil continuam impactando o mercado de etanol. A menor oferta do biocombustível, provocada pelas dificuldades nas operações industriais das usinas, sustentou a valorização dos preços pela terceira semana consecutiva, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

De acordo com os pesquisadores, as precipitações interromperam o ritmo de moagem e de produção em diversas unidades industriais, reduzindo a disponibilidade de etanol no mercado. Com isso, muitas usinas elevaram os preços pedidos pelo combustível para compensar a menor oferta.

Apesar da tendência de alta, o mercado ainda apresenta liquidez limitada. Em algumas regiões, produtores optaram por negociar volumes pontuais com preços mais baixos, refletindo diferentes estratégias comerciais diante das condições de mercado.

Pelo lado da demanda, distribuidoras seguem adotando uma postura cautelosa. Os compradores acompanham a evolução da safra 2026/27, que apresenta bom desempenho produtivo até o momento, fator que pode ampliar a oferta nas próximas semanas e influenciar o comportamento dos preços.

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Etanol mantém vantagem econômica frente à gasolina

Enquanto a oferta restrita sustenta as cotações, o etanol segue competitivo para os consumidores brasileiros. Levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), referente ao período de 21 a 27 de junho, mostra que o biocombustível foi economicamente mais vantajoso do que a gasolina em oito estados e no Distrito Federal.

Na média nacional, a relação entre os preços do etanol e da gasolina ficou em 61,93%, percentual considerado favorável ao consumo do biocombustível, já que a referência tradicional de competitividade é de até 70%.

Os estados onde o etanol apresentou vantagem econômica foram:

  • Mato Grosso: 55,65%
  • São Paulo: 59,22%
  • Mato Grosso do Sul: 61,79%
  • Distrito Federal: 63,96%
  • Paraná: 63,50%
  • Goiás: 64,46%
  • Minas Gerais: 65,98%
  • Bahia: 69,02%
  • Santa Catarina: 69,23%

Especialistas do setor destacam que, em veículos flex mais modernos e eficientes, o etanol pode permanecer vantajoso mesmo quando a paridade supera o patamar de 70%, dependendo do rendimento específico de cada modelo.

Mercado acompanha clima e ritmo da safra

A combinação entre restrições momentâneas na oferta e demanda cautelosa mantém o mercado de etanol em um cenário de equilíbrio delicado. As condições climáticas nas regiões produtoras continuarão sendo determinantes para o ritmo da moagem da cana e para a disponibilidade do biocombustível nas próximas semanas.

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Ao mesmo tempo, a evolução da safra 2026/27 será monitorada por produtores, distribuidoras e consumidores, já que uma recuperação mais consistente da produção poderá ampliar a oferta e influenciar a trajetória dos preços no mercado brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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