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Açúcar apresenta volatilidade nas bolsas internacionais e queda no mercado brasileiro
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O mercado do açúcar segue com comportamento misto entre os principais centros de negociação internacionais, ao mesmo tempo em que o mercado doméstico brasileiro mantém tendência de retração. Fatores cambiais e a queda do etanol hidratado também influenciam o cenário atual.
Bolsas internacionais registram desempenho divergente
Em Nova Iorque, o açúcar bruto perdeu parte do fôlego das últimas sessões. O contrato março/26 fechou a 14,54 centavos de dólar por libra-peso, recuo de 0,07%. Os contratos de maio e julho de 2026 também registraram baixa, sendo negociados a 13,97 e 13,96 cents/lbp, respectivamente, refletindo realização de lucros e perda do suporte dos 14 cents.
No mercado europeu, o açúcar branco apresentou estabilidade com leve tendência positiva. O contrato maio/26 foi cotado a US$ 407,40 por tonelada, alta de 0,05%, enquanto os vencimentos próximos tiveram variações mínimas, indicando menor volatilidade na Europa.
Valorização do Real desestimula exportações brasileiras
A forte valorização do real frente ao dólar tem limitado a participação das usinas brasileiras nas negociações internacionais. Com o câmbio mais forte, as vendas em dólares passam a render menos quando convertidas para a moeda local, reduzindo as margens de lucro. Essa dinâmica faz com que o Brasil retenha parte da oferta, sustentando os preços globais e evitando quedas acentuadas nas bolsas.
Mercado interno: açúcar e etanol em queda
No Brasil, o Indicador Cepea/Esalq apontou estabilidade no açúcar cristal branco, negociado a R$ 99,11 por saca de 50 quilos, leve alta de 0,02% no dia. Apesar da pequena valorização, o acumulado de fevereiro ainda registra queda de 5,51%, mantendo o mercado paulista sob pressão.
O etanol hidratado também segue em retração. De acordo com o Indicador Diário de Paulínia (SP), o biocombustível foi negociado a R$ 2.955,50 por metro cúbico, queda diária de 0,61% e recuo acumulado de 6,40% no mês, reforçando a tendência de enfraquecimento das cotações.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Milho: preços recuam em Chicago e na B3 enquanto mercado aguarda relatório do USDA e negociações seguem travadas no Brasil
Os preços do milho iniciaram esta terça-feira (30) em queda nos mercados futuros de Chicago e da B3, refletindo a expectativa dos investidores pela divulgação dos relatórios de área plantada e estoques trimestrais do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), considerados decisivos para a formação dos preços internacionais dos grãos.
Além da cautela no cenário externo, o mercado brasileiro continua marcado pela baixa liquidez, com negociações pontuais e compradores abastecidos no curto prazo, enquanto o avanço da colheita da segunda safra mantém pressão sobre as cotações em diversas regiões produtoras.
Mercado internacional acompanha expectativa pelo USDA
Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos futuros do milho operavam em baixa durante a manhã desta terça-feira.
Por volta das 9h05 (horário de Brasília), o contrato com vencimento em julho/2026 era negociado a US$ 4,01 por bushel, com queda de 0,25 ponto. O vencimento setembro/2026 recuava para US$ 4,08, enquanto dezembro/2026 era cotado a US$ 4,28 e março/2027 a US$ 4,43, ambos também registrando perdas.
Segundo analistas internacionais, o mercado permanece praticamente paralisado enquanto aguarda os números oficiais do USDA, que poderão redefinir as perspectivas de oferta para a safra norte-americana.
Mesmo após o órgão norte-americano reduzir inesperadamente as avaliações das lavouras na atualização semanal, os investidores mantiveram postura defensiva.
De acordo com a consultoria Farm Futures, as chuvas registradas recentemente em boa parte do Meio-Oeste dos Estados Unidos aliviaram parte das preocupações climáticas, enquanto a onda de calor prevista para esta semana tende a perder intensidade após o feriado de 4 de julho.
Outro fator que chama atenção é o forte posicionamento vendido dos fundos de investimento.
Nas últimas semanas, os investidores ampliaram significativamente suas apostas na queda dos preços, inclusive com vendas líquidas estimadas em cerca de 20 mil contratos apenas na sessão anterior. Esse cenário pode aumentar a volatilidade caso os números do USDA surpreendam positivamente o mercado.
B3 acompanha Chicago e opera no campo negativo
No mercado brasileiro de futuros, a Bolsa Brasileira (B3) também iniciou o dia em baixa, acompanhando o movimento internacional.
Durante a manhã, o contrato julho/2026 era negociado a R$ 64,51 por saca, com recuo de 0,15%. O vencimento setembro/2026 girava em torno de R$ 67,60, enquanto janeiro/2027 permanecia próximo de R$ 73,65, praticamente estável.
Apesar do suporte oferecido pelo dólar, a pressão exercida pela Bolsa de Chicago e a expectativa pelos dados norte-americanos limitaram qualquer reação mais consistente dos preços domésticos.
Mercado físico segue travado com baixa liquidez
No encerramento da segunda-feira (29), o mercado físico apresentou comportamento misto e volume reduzido de negócios.
Segundo a TF Agroeconômica, a combinação entre demanda enfraquecida, compradores abastecidos e expectativa em relação ao comportamento da segunda safra manteve o ritmo lento das negociações em praticamente todas as regiões produtoras.
Na B3, o contrato julho encerrou cotado a R$ 64,61, com leve valorização diária. Setembro fechou a R$ 67,64, enquanto novembro terminou em R$ 70,87, refletindo um mercado sem direção definida.
Embora o avanço da colheita da segunda safra continue ampliando a oferta, o fator perdeu parte da força como elemento de pressão sobre os preços em algumas regiões. Ao mesmo tempo, as baixas temperaturas registradas recentemente passaram a preocupar produtores quanto ao desenvolvimento das lavouras remanescentes.
Cotações variam entre os principais estados produtores
No Rio Grande do Sul, as indicações oscilaram entre R$ 56 e R$ 65 por saca, com média próxima de R$ 59,11.
Em Santa Catarina, vendedores mantiveram ofertas ao redor de R$ 65, enquanto compradores indicavam valores próximos de R$ 60 por saca.
No Paraná, o mercado permaneceu praticamente parado, com referências de R$ 65 para vendedores e cerca de R$ 60 CIF para compradores. A colheita da segunda safra alcançou aproximadamente 3% da área, com produção estimada em 17,6 milhões de toneladas.
Já em Mato Grosso do Sul, as cotações oscilaram entre R$ 49 e R$ 52 por saca. A colheita atingiu cerca de 2% da área cultivada, e a elevada oferta, somada aos estoques disponíveis e à postura cautelosa dos compradores, continuou limitando a recuperação dos preços, mesmo diante da demanda crescente da indústria de etanol de milho.
Mercado deve ganhar volatilidade após divulgação dos relatórios
A expectativa agora está concentrada na divulgação dos relatórios de área plantada e estoques trimestrais do USDA, considerados alguns dos principais indicadores para o mercado mundial de milho.
Caso os números apontem redução na área cultivada ou estoques menores que os projetados, os preços poderão encontrar espaço para recuperação tanto em Chicago quanto na B3. Por outro lado, dados que confirmem uma oferta mais robusta tendem a manter a pressão sobre as cotações nos próximos dias.
Enquanto isso, o mercado brasileiro segue monitorando o avanço da colheita da safrinha, o comportamento do câmbio, a demanda doméstica e o cenário internacional para definir a tendência dos preços nas próximas semanas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


