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Açúcar mantém volatilidade: oferta global pressiona preços, mas câmbio e etanol sustentam mercado interno

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Cenário de volatilidade domina o mercado do açúcar

O mercado global do açúcar segue enfrentando oscilações, com ajustes leves nas bolsas internacionais e movimentos mistos no Brasil. Enquanto os preços externos sofrem pressão devido ao aumento da oferta mundial, o mercado doméstico reage a fatores como o câmbio e a qualidade do produto negociado.

De acordo com levantamento do Cepea/Esalq (USP), o açúcar cristal branco segue em queda no mercado paulista. Entre os dias 19 e 23 de janeiro, o Indicador CEPEA/ESALQ – São Paulo (cor Icumsa de 130 a 180) registrou média de R$ 104,38 por saca de 50 kg, queda de 1,56% frente à semana anterior.

Pesquisadores do Cepea apontam que, embora a demanda tenha permanecido relativamente estável, o aumento das vendas de açúcar com Icumsa mais elevado (menor qualidade) contribuiu para a retração dos preços. Já os produtores têm restringido a oferta de açúcar de melhor qualidade, apostando em uma recuperação de preços nas próximas semanas.

Oscilações nas bolsas de Nova York e Londres

Os preços internacionais do açúcar voltaram a oscilar nesta segunda-feira (26 de janeiro). Na ICE Futures, em Nova York, o açúcar bruto apresentou leve alta.

O contrato março/2026 encerrou a 14,79 centavos de dólar por libra-peso, avanço de 0,06 centavo (+0,40%). Já o vencimento maio/2026 fechou a 14,30 centavos (-0,06%).

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Em Londres, o açúcar branco manteve trajetória de queda. O contrato março/2026 recuou US$ 4,70, negociado a US$ 414,20 por tonelada, enquanto maio/2026 caiu US$ 2,30, para US$ 417,40 por tonelada.

A valorização do real frente ao dólar ajudou a limitar perdas maiores em Nova York, ao mesmo tempo em que a queda do petróleo reduziu o ímpeto de valorização dos contratos.

Oferta global elevada pressiona o mercado

Segundo o analista Jack Schoville, da Price Future Group, as boas condições de cultivo da cana-de-açúcar em diferentes regiões do mundo têm mantido a oferta elevada. A expectativa de um superávit global na safra 2025/26, com destaque para o aumento da produção na Índia e na Tailândia, reforça a pressão sobre as cotações internacionais.

A Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) também informou que, até dezembro de 2025, a produção acumulada do Centro-Sul do Brasil atingiu 40,22 milhões de toneladas, crescimento de 0,9% sobre o mesmo período anterior. O mix de cana destinado ao açúcar passou de 48,16% em 2024/25 para 50,82% em 2025/26, ampliando ainda mais a oferta global.

Mercado interno reage com leve valorização

Apesar do cenário externo desafiador, o mercado doméstico registrou uma leve recuperação. O Indicador Cepea/Esalq apontou que a saca de 50 kg do açúcar cristal foi negociada a R$ 104,92 nesta segunda-feira (26), alta de 0,08% em relação ao dia anterior. Mesmo assim, no acumulado de janeiro, o produto ainda acumula queda de 4,61%.

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Etanol hidratado mantém tendência de alta

Enquanto o açúcar oscila, o etanol hidratado mantém trajetória positiva no início de 2026. O Indicador Diário Paulínia registrou alta de 0,09% nesta segunda-feira (26), com o biocombustível sendo negociado a R$ 3.186,00 por metro cúbico. No acumulado de janeiro, o etanol já apresenta valorização de 4,80%, impulsionado pela maior demanda no mercado interno e pela concorrência com a gasolina.

Perspectivas: equilíbrio entre câmbio e produção

Especialistas destacam que o câmbio brasileiro continua sendo um fator importante para o comportamento dos preços. A força do real frente ao dólar ajuda a conter quedas externas, mas o excedente global e a alta produtividade do Centro-Sul devem manter o açúcar em um patamar de volatilidade nas próximas semanas.

Enquanto isso, a recuperação gradual do etanol pode atuar como um fator de sustentação para o setor sucroenergético no início de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro brasileiro busca expansão internacional e encontra oportunidades no mercado dos Estados Unidos

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Integração entre mercados amplia oportunidades no agronegócio

A busca por novos mercados tem levado o agronegócio brasileiro a intensificar sua presença no cenário internacional. A integração entre diferentes mercados agrícolas vem se consolidando como uma estratégia relevante para ampliar oportunidades de negócios e fortalecer a competitividade do setor.

Mesmo diante de um ambiente global marcado pela forte disputa por commodities, a troca de conhecimento, tecnologia e práticas produtivas entre países pode gerar ganhos estratégicos tanto para empresas quanto para produtores rurais.

Brasil e Estados Unidos apresentam modelos complementares

Nesse cenário, Brasil e Estados Unidos se destacam como duas das principais potências agrícolas do mundo, com características produtivas que se complementam.

Enquanto o modelo norte-americano é reconhecido pela alta eficiência e uso intensivo de tecnologia, o Brasil se diferencia pela diversidade de culturas e pela capacidade de realizar múltiplas safras ao longo do ano. Essa combinação abre espaço para inovação e expansão de negócios entre os dois países.

Planejamento é essencial para entrada no mercado americano

A entrada no mercado dos Estados Unidos exige planejamento detalhado e compreensão das particularidades locais. De acordo com especialistas, é fundamental conhecer as especificidades produtivas de cada região e adaptar as estratégias comerciais às demandas locais.

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Além disso, entender a cultura de negócios e as práticas agrícolas adotadas no país é um passo essencial para reduzir barreiras de entrada e aumentar as chances de sucesso.

Diferenças regionais exigem estratégias específicas

O mercado norte-americano apresenta grande diversidade regional, o que exige abordagens distintas por parte das empresas interessadas em atuar no país.

Estados como a Califórnia, por exemplo, possuem forte vocação para a fruticultura, enquanto regiões tradicionais produtoras de grãos demandam estratégias mais consolidadas e competitivas. Essa segmentação reforça a importância de um planejamento direcionado para cada nicho de atuação.

Estrutura local e suporte técnico são diferenciais competitivos

Outro fator determinante para o sucesso no mercado americano é a construção de uma estrutura local sólida. A presença de parceiros comerciais ou estoques dentro dos Estados Unidos contribui para aumentar a confiança nas negociações.

O mercado valoriza fortemente o suporte técnico eficiente e a capacidade de reposição rápida de produtos, o que torna a logística um ponto estratégico para empresas estrangeiras.

Domínio do idioma e conhecimento regulatório são fundamentais

O domínio do idioma inglês e o entendimento das exigências regulatórias e logísticas também são considerados requisitos básicos para atuar no país.

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Esses fatores influenciam diretamente a capacidade de negociação, adaptação e conformidade com as normas locais, elementos essenciais para consolidar a presença no mercado.

Mercado competitivo exige maturidade operacional

Apesar das oportunidades, o mercado norte-americano é altamente competitivo e consolidado. Por isso, especialistas recomendam que a entrada seja feita por empresas que já possuem operações estruturadas e experiência no setor.

Nesse contexto, a internacionalização para os Estados Unidos tende a ser mais indicada para negócios que buscam expansão após consolidação no mercado interno, com capacidade de competir em um ambiente exigente e dinâmico.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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