CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

Açúcar recua nos mercados internacionais com projeção de safra maior no Brasil

Publicados

AGRONEGOCIOS

Projeção de aumento na produção brasileira pressiona preços globais

A divulgação de novas estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) influenciou negativamente os mercados internacionais de açúcar nesta terça-feira (29). A estatal projetou uma alta de 4% na produção brasileira de açúcar na atual safra em comparação com o ciclo anterior, o que gerou uma pressão imediata sobre os preços da commodity.

Demanda enfraquecida reforça movimento de baixa

Além da previsão de aumento da oferta, os preços do açúcar já vinham operando em tendência de baixa. Segundo analistas ouvidos pela agência Reuters, a Green Pool Commodity Specialists afirmou que o volume em aberto nos contratos futuros com vencimento em maio, que expiram nesta quarta-feira (30), sugere entregas significativas, um indicativo de demanda enfraquecida no mercado global.

Quedas nas cotações em Nova York

Diante desse cenário, os contratos futuros do açúcar bruto na ICE Futures de Nova York registraram queda em todos os vencimentos nesta terça-feira. O contrato com vencimento em maio de 2025 foi negociado a 17,62 centavos de dólar por libra-peso, uma desvalorização de 22 pontos em relação ao pregão anterior. Já o contrato de julho de 2025 recuou 31 pontos, sendo cotado a 17,54 cts/lb. Os demais lotes apresentaram quedas entre 8 e 30 pontos.

Leia Também:  Agronegócio de Santa Catarina responde por 65% das exportações em 2024 e bate recordes em suínos e frangos
Mercado londrino também fecha no vermelho

Na ICE Futures Europe, de Londres, o desempenho do açúcar branco também foi negativo. O contrato com vencimento em agosto de 2025 foi negociado a US$ 496,80 por tonelada, uma queda de US$ 8,50 no comparativo diário. O contrato de outubro de 2025 teve a mesma desvalorização, encerrando o dia a US$ 487,80 por tonelada. Os demais vencimentos registraram recuos entre US$ 3,00 e US$ 7,70.

Mercado doméstico acompanha tendência de baixa

No mercado interno, o movimento também foi de desvalorização. De acordo com o Indicador Cepea/Esalq (USP), o preço da saca de 50 kg de açúcar cristal caiu de R$ 143,04 para R$ 142,84, uma queda de 0,14% na comparação entre segunda (28) e terça-feira (29).

Etanol hidratado mantém trajetória de valorização

Em contraste com o mercado do açúcar, o etanol hidratado registrou alta pelo terceiro dia consecutivo, segundo o Indicador Diário Paulínia. Nesta terça-feira, o biocombustível foi negociado a R$ 2.824,50 por metro cúbico, contra R$ 2.808,00 do dia anterior, o que representa uma valorização de 0,59% no comparativo diário.

Leia Também:  Em Missão ao Caribe, Brasil abre mercado para carne bovina em São Vicente e Granadinas e aprimora relações agrícolas

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGOCIOS

Compactação do solo ameaça produtividade no plantio direto e exige diagnóstico preciso no campo

Publicados

em

A compactação do solo segue entre os principais desafios silenciosos da agricultura brasileira e pode comprometer diretamente a produtividade das lavouras, especialmente em áreas conduzidas sob sistema de plantio direto. O problema limita o crescimento das raízes, reduz a infiltração de água e dificulta o aproveitamento de nutrientes pelas culturas.

Com mais de 35 milhões de hectares cultivados em plantio direto no Brasil, o manejo adequado da estrutura do solo tornou-se estratégico para garantir estabilidade produtiva, reduzir erosão e ampliar a eficiência das operações agrícolas. Nesse cenário, o diagnóstico correto das áreas compactadas e o uso de tecnologias adequadas ganham papel decisivo dentro das propriedades rurais.

Segundo Douglas Fahl Vitor, engenheiro agrônomo e Head de Inovação da Piccin Equipamentos, o primeiro passo para combater a compactação é identificar corretamente os talhões mais suscetíveis ao problema.

“É fundamental mapear as áreas com maior risco de compactação, seja por histórico de manejo, análise da mineralogia da argila ou medições com penetrômetro. Com essas informações, o produtor consegue definir com precisão onde e quando intervir”, afirma o especialista.

Compactação reduz infiltração de água e limita desenvolvimento radicular

Na prática, a compactação funciona como uma barreira física no perfil do solo. O fenômeno dificulta o avanço das raízes em profundidade e reduz a capacidade de infiltração da água, afetando diretamente a resistência das lavouras em períodos de déficit hídrico.

O problema costuma estar associado ao tráfego intenso de máquinas agrícolas, principalmente em condições inadequadas de umidade. Com o aumento do peso dos equipamentos utilizados no campo nos últimos anos, os riscos de compactação em camadas mais profundas também cresceram.

Entre os sinais mais comuns observados nas lavouras estão:

  • Desenvolvimento desuniforme das plantas;
  • Encharcamento localizado;
  • Dificuldade de infiltração de água;
  • Raízes tortuosas;
  • Maior esforço das máquinas durante as operações agrícolas.

Além dos impactos agronômicos, o manejo incorreto também pode elevar os custos operacionais, especialmente no consumo de diesel.

Profundidade incorreta aumenta gasto de combustível

De acordo com o especialista, um dos erros mais frequentes no manejo da compactação é trabalhar em profundidade superior à necessária.

“Quando o produtor atua abaixo da camada realmente compactada, ocorre desperdício de combustível sem retorno agronômico. Já operações realizadas em solo excessivamente úmido podem provocar nova compactação nas laterais do sulco”, explica.

O ideal, segundo ele, é que o solo apresente ruptura adequada durante a operação, sem efeito de “laminação”, indicando condição correta de umidade.

Leia Também:  Agronegócio de Santa Catarina responde por 65% das exportações em 2024 e bate recordes em suínos e frangos
Escarificadores e descompactadores ganham espaço no manejo do solo

Entre os principais equipamentos utilizados para romper camadas compactadas no plantio direto estão os escarificadores e os descompactadores.

Embora ambos tenham função semelhante, existe diferença importante na profundidade de atuação.

O escarificador atua em camadas mais rasas, enquanto o descompactador trabalha em maiores profundidades, sendo indicado em áreas onde o problema ocorre abaixo da superfície, situação cada vez mais comum em regiões de agricultura intensiva.

A linha Advanced de descompactadores da Piccin Equipamentos vem registrando crescimento de demanda justamente por permitir maior modularidade, facilidade operacional e adaptação conforme a potência dos tratores utilizados na propriedade.

Outro diferencial está no ajuste de espaçamento entre hastes, recurso que influencia diretamente no consumo de combustível.

Segundo Douglas Fahl Vitor, regulagens corretas podem reduzir entre 20% e 40% o consumo de diesel durante as operações de descompactação.

Plantas de cobertura ajudam na manutenção biológica do solo

Além da intervenção mecânica, o manejo biológico também se tornou ferramenta importante na preservação da estrutura física do solo.

Plantas de cobertura com raízes agressivas, como nabo-forrageiro, crotalária e guandu, auxiliam na formação de canais naturais no perfil do solo, favorecendo infiltração de água e desenvolvimento radicular das culturas comerciais.

Em áreas com compactação mais severa, a recomendação técnica costuma envolver a combinação entre descompactação mecânica e manutenção biológica ao longo das safras.

Janela operacional exige atenção às condições de umidade

A descompactação normalmente ocorre durante a entressafra, mas o sucesso da operação depende diretamente das condições de umidade do solo.

Em regiões com períodos chuvosos mais longos, a janela operacional tende a ser maior. Já em áreas de clima mais seco, o produtor precisa aproveitar momentos logo após precipitações para obter melhor eficiência no trabalho.

Leia Também:  Brasil e Paraguai assinam acordo para ações conjuntas na área de saúde animal

O especialista alerta que entrar com máquinas em áreas excessivamente úmidas pode agravar ainda mais o problema.

Por isso, práticas como zoneamento de risco, planejamento das rotas de máquinas e uso de pneus de alta flutuação tornam-se aliados importantes na redução da pressão exercida sobre o solo.

Compactação pode derrubar produtividade do milho e da soja

Pesquisas científicas já demonstram impactos expressivos da compactação sobre o desempenho das lavouras.

Estudos indicam que níveis de resistência à penetração de 1,65 MPa em Latossolo Vermelho podem reduzir em até 38% a produtividade do milho.

Na soja, perdas de até 18% na densidade radicular já foram registradas em situações com resistência a partir de 0,85 MPa.

Valores próximos de 2,0 MPa já acendem o alerta técnico em diversas culturas, principalmente em anos de veranico, cenário cada vez mais frequente no Cerrado brasileiro.

“Quando as raízes encontram barreiras físicas, deixam de explorar camadas mais profundas em busca de água. Corrigir a compactação aumenta a resiliência da lavoura diante do estresse hídrico”, destaca o engenheiro agrônomo.

Planejamento e monitoramento são fundamentais

Para evitar perdas produtivas e desperdícios operacionais, especialistas reforçam a necessidade de monitoramento contínuo do solo.

Entre as principais recomendações estão:

  • Realização periódica de análises de penetrometria;
  • Mapeamento da mineralogia da argila;
  • Ajuste correto da profundidade de trabalho;
  • Definição de talhões prioritários;
  • Uso de rotação de culturas e plantas de cobertura.

Segundo Douglas Fahl Vitor, investir em diagnóstico custa menos do que lidar com prejuízos provocados por decisões tomadas sem informação técnica.

“O solo é o principal patrimônio da propriedade rural. O plantio direto só alcança todo seu potencial quando as condições físicas estão adequadas. A compactação pode ser corrigida com planejamento, informação e ferramentas corretas”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA