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Açúcar se valoriza no mercado internacional com temores de geadas no Brasil e correção técnica

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Os contratos futuros de açúcar encerraram a quinta-feira (3) em alta nas bolsas internacionais, influenciados por previsões de geadas no Brasil e por correções técnicas após quedas recentes. O movimento reflete tanto os temores sobre os impactos do clima nas lavouras da região Centro-Sul quanto o ajuste do mercado diante das perdas acumuladas nas últimas semanas.

Segundo o analista Maurício Muruci, da Safras & Mercado, geadas atingiram áreas produtoras de cana-de-açúcar no Centro-Sul na última semana, e os danos ainda estão sendo avaliados. A valorização de aproximadamente 5% nos contratos representa uma recuperação após uma queda acumulada de cerca de 6% nos dias anteriores. Ainda assim, a semana foi marcada por perdas, com o contrato outubro/25 registrando queda de 2% no acumulado, em razão do feriado do Dia da Independência dos Estados Unidos nesta sexta-feira (4).

Desempenho nas bolsas de Nova York e Londres

Na ICE Futures de Nova York, os contratos de açúcar bruto reagiram com forte alta. O vencimento outubro/25 subiu 80 pontos (5,13%), fechando a 16,38 centavos de dólar por libra-peso. A posição março/26 avançou 73 pontos (4,5%), sendo negociada a 17,06 centavos de dólar por libra-peso.

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Em Londres, na ICE Europe, os contratos de açúcar branco também apresentaram variações. O vencimento de agosto/25 teve valorização de US$ 22,70, encerrando a US$ 481,50 por tonelada. Já o contrato de outubro/25 recuou US$ 20,40, fechando a US$ 470,90 por tonelada.

Cenário global e correções técnicas

A recuperação dos preços é atribuída principalmente a uma correção técnica, após os contratos alcançarem os menores níveis em mais de quatro anos, pressionados pelo aumento da oferta global. Apesar das boas perspectivas para as safras asiáticas, com o avanço das chuvas de monção beneficiando regiões produtoras da Índia, o mercado voltou sua atenção para as condições climáticas adversas no Brasil, maior produtor mundial de açúcar.

Mercado interno acompanha tendência

No mercado doméstico, o açúcar cristal também registrou valorização. Segundo o Indicador Cepea/Esalq (USP), a saca de 50 quilos foi negociada a R$ 116,57, representando alta de 0,53%.

Queda no preço do etanol hidratado

Enquanto o açúcar apresentou ganhos, o etanol hidratado teve leve recuo. De acordo com o Indicador Diário Paulínia, o biocombustível foi negociado a R$ 2.691,00 por metro cúbico, queda de 0,22% em relação ao dia anterior.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ministro André de Paula recebe Mariangela Hungria e celebra reconhecimento internacional da ciência brasileira

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O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu nesta terça-feira (28) a pesquisadora da Embrapa, Mariangela Hungria, para parabenizá-la por ter sido eleita pela revista Time uma das 100 pessoas mais influentes do mundo e pelo recebimento do World Food Prize 2025, considerado o “Nobel da Agricultura”.

Durante o encontro, o ministro destacou o orgulho do país pela projeção internacional alcançada pela cientista e pela contribuição de sua trajetória para a ciência brasileira e mundial.

“Para todos nós, brasileiros, é motivo de orgulho ver alguém do nosso país chegar a um nível de reconhecimento internacional como o que você alcançou. Isso não é pouca coisa. Para dimensionar, é quase como uma Copa do Mundo. É uma conquista que projeta o país. Nós temos muito orgulho de tudo o que você representa, de toda a trajetória que construiu e da forma como elevou o nome da ciência brasileira”, declarou o ministro.

Mariangela Hungria recebeu, em outubro de 2025, nos Estados Unidos, o World Food Prize em reconhecimento a mais de quatro décadas de pesquisas voltadas ao uso de microrganismos capazes de substituir fertilizantes químicos na agricultura. As tecnologias desenvolvidas pela cientista estão presentes hoje em cerca de 85% das lavouras de soja do Brasil, reduzindo custos de produção e ampliando a sustentabilidade no campo. A pesquisadora estava acompanhada pela presidente da Embrapa, Silvia Massruhá.

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Segundo a pesquisadora, a homenagem internacional representa também o trabalho acumulado ao longo de décadas pela ciência brasileira. “O reconhecimento que estou recebendo hoje não é um reconhecimento pessoal. É um reconhecimento da Embrapa e da ciência brasileira. Eu apenas carrego essa bandeira”, afirmou.

Mariangela destacou ainda que a base científica construída ao longo de mais de 40 anos foi fundamental para consolidar o uso de bioinsumos na agricultura brasileira. “Quando muitos apostavam apenas em fertilizantes químicos, nós já defendíamos outro caminho. Hoje existe uma base de dados robusta construída ao longo de décadas. Inovação precisa ser sólida e baseada em evidências”, explicou.

Em abril de 2026, Mariangela Hungria foi incluída na lista TIME100, que reúne as cem personalidades mais influentes do mundo. A pesquisadora foi destacada na categoria “Pioneiros”, dedicada a líderes responsáveis por avanços científicos e tecnológicos com impacto global. Seu trabalho com microrganismos capazes de fixar nitrogênio no solo permite reduzir o uso de fertilizantes químicos e gerar economia bilionária anual para a agricultura brasileira.

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Além do World Food Prize, a cientista também recebeu outras homenagens recentes, como o Grande Colar do Mérito do Tribunal de Contas da União (TCU), em 2025, e condecorações como a Medalha de Mérito Apolônio Salles, concedida pelo Ministério da Agricultura, e a Ordem do Pinheiro, maior honraria do estado do Paraná.

Há mais de quatro décadas na  Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Mariangela Hungria é membro da Academia Brasileira de Ciências e reconhecida em rankings internacionais de impacto científico nas áreas de microbiologia e fitotecnia. Seu trabalho é referência no desenvolvimento de tecnologias biológicas voltadas para uma agricultura mais produtiva e de baixo carbono.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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