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Açúcar sobe nas bolsas internacionais com preocupações climáticas e quebra de safra no Brasil
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O mercado internacional de açúcar encerrou a quarta-feira (2) em alta, impulsionado pelas preocupações com o clima seco no Brasil e as projeções de menor produção da commodity. Segundo analistas ouvidos pela Reuters, a estiagem pode comprometer o desenvolvimento da nova safra, reforçando a valorização dos contratos negociados nas bolsas internacionais.
O Rabobank estimou a safra de cana-de-açúcar do Centro-Sul brasileiro em 595 milhões de toneladas para 2025/26, com uma produção de açúcar projetada em 41 milhões de toneladas. Já a Organização de Plantadores de Cana da Região Centro-Sul (Orplana) prevê uma colheita entre 605 e 618 milhões de toneladas, abaixo do intervalo de 630 a 640 milhões de toneladas registrado na temporada anterior.
Nova York
Na ICE Futures de Nova York, todos os contratos do açúcar bruto registraram valorização. O vencimento para maio/25 avançou 24 pontos, sendo negociado a 19,59 centavos de dólar por libra-peso. O contrato julho/25 subiu 26 pontos, para 19,39 cts/lb. Os demais lotes tiveram ganhos entre 10 e 25 pontos.
Londres
Em Londres, na ICE Futures Europe, os contratos de açúcar branco também fecharam em alta. O lote para maio/25 foi negociado a US$ 552,90 por tonelada, alta de US$ 7 no comparativo diário. Já o vencimento agosto/25 subiu US$ 6,30, sendo cotado a US$ 542,80 por tonelada. Os demais contratos registraram elevação entre US$ 2,80 e US$ 6,10.
Mercado interno
No mercado doméstico, o açúcar cristal manteve a tendência de alta pelo quarto dia consecutivo, de acordo com o Indicador Cepea/Esalq, da USP. A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 141,68 nas usinas, contra R$ 141,03 na terça-feira, representando um avanço de 0,46%.
Etanol hidratado
Já o etanol hidratado apresentou leve variação, encerrando praticamente estável no Indicador Diário Paulínia. O biocombustível foi negociado a R$ 2.858,50 por metro cúbico, apenas 50 centavos acima da cotação anterior.
Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Mercado do feijão: preços sobem para grãos de maior qualidade, mas demanda limita negócios
O mercado de feijão registrou baixa liquidez no segmento disponível (spot), com predominância de negociações por amostras e perda de eficiência do pregão como formador de preços. Segundo análise da consultoria Safras & Mercado, o ritmo de comercialização segue lento, com dificuldades para repassar preços mais elevados ao longo da cadeia.
Baixa liquidez e desalinhamento entre oferta e demanda
De acordo com o analista Evandro Oliveira, o escoamento foi limitado, especialmente na bolsa, refletindo o desalinhamento entre as pedidas mais altas nas regiões produtoras e a capacidade de absorção do mercado comprador.
Esse cenário tem dificultado o avanço das negociações e reduzido a fluidez das operações no mercado físico.
Estoques curtos sustentam preços no feijão de melhor qualidade
Do lado da oferta, o mercado enfrenta restrição estrutural, com estoques reduzidos em importantes estados produtores, como Minas Gerais, Goiás, Paraná e São Paulo.
A principal pressão de alta vem da escassez de feijão de qualidade superior, especialmente lotes classificados como nota 9 ou acima, que apresentam características como ausência de manchas, escurecimento lento e grãos de maior peneira.
Com isso, a maior parte das negociações ocorre com produtos de padrão intermediário, entre 7,5 e 8,5, o que mantém prêmios elevados para os melhores lotes e direciona a demanda para categorias inferiores.
Preços firmes no FOB, mas com dificuldade de repasse
No mercado FOB, os preços seguem firmes, sustentados pela limitação da oferta. No entanto, a valorização encontra resistência na ponta final da cadeia, devido à dificuldade de repasse ao varejo.
A demanda, segundo o analista, tem atuado de forma defensiva, com empacotadoras focadas apenas na reposição mínima de estoques, o que limita o volume de negociações.
Tendência depende de recuperação da demanda
Apesar do viés de estabilidade a leve alta nos fundamentos, o mercado ainda depende de uma retomada mais consistente da demanda e do avanço da colheita para ganhar tração e consolidar movimentos de valorização.
Feijão preto enfrenta pressão com consumo enfraquecido
No caso do feijão preto, o cenário é mais desafiador. O mercado apresentou liquidez extremamente baixa ao longo da semana, com poucas negociações e ausência de reação mesmo diante de quedas consecutivas nos preços.
A bolsa teve participação reduzida, com operações pontuais ou inexistentes.
Preços próximos do piso nas principais regiões produtoras
Nas regiões de origem, como Paraná, Santa Catarina e São Paulo, as cotações recuaram ou se estabilizaram em níveis baixos, indicando consolidação de um piso regional.
A pressão sobre os preços é resultado da forte concorrência entre vendedores e da necessidade de escoamento de estoques.
Oferta confortável e demanda limitada travam mercado
Ao contrário do feijão de maior qualidade, o feijão preto apresenta oferta mais confortável ao longo da cadeia produtiva.
Por outro lado, a demanda segue enfraquecida, com baixo consumo e reposição limitada por parte do varejo, o que reduz o ritmo de comercialização.
Perspectiva é de mercado lateral a baixista no curto prazo
A tendência para o feijão preto no curto prazo é de estabilidade com viés de baixa. O mercado permanece desancorado e depende diretamente de uma recuperação da demanda para reequilibrar preços e estimular novas negociações.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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