CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

Adapar realiza operação para orientar produtores do Noroeste sobre uso correto de agrotóxicos

Publicados

AGRONEGOCIOS

Operação Agro+ no Noroeste do Paraná

Entre os dias 28 de julho e 1º de agosto, a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) conduziu a Operação Agro+ nos municípios vizinhos a Marialva, principal produtora de uva do estado. O objetivo da iniciativa foi promover a aplicação correta de agrotóxicos, aumentando a eficiência no controle de pragas e doenças, além de reduzir a deriva — fenômeno que pode causar danos a culturas sensíveis e ao meio ambiente.

Entendendo a deriva de agrotóxicos

A deriva acontece quando os defensivos agrícolas aplicados em uma lavoura são transportados pelo vento ou por condições climáticas adversas para áreas vizinhas que não deveriam ser afetadas. Esse deslocamento pode prejudicar outras culturas, solo, água e até a saúde humana e animal.

Parceria e atuação técnica

A operação contou com a participação de 26 servidores da Adapar, além de representantes da Federação da Agricultura do Paraná (Faep) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). As equipes acompanharam as inspeções realizadas nos pulverizadores agrícolas, verificando manutenção, qualidade das pontas de pulverização e presença de manômetros para controle do tamanho das gotas.

Leia Também:  Bracell lança cartilha gratuita para restaurar áreas degradadas do Cerrado em SP e MS

Além da fiscalização, técnicos da agência orientaram os produtores sobre as melhores práticas de aplicação e auxiliaram na correção de irregularidades encontradas nos equipamentos.

Importância da região para a operação

Marialva se destaca no Paraná pela expressiva produção de uva, que em 2023 superou 10 mil toneladas, com um Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 70,4 milhões. Essa característica torna a região especialmente vulnerável aos efeitos da deriva.

Além da viticultura, a área abriga outras culturas sensíveis, como a sericicultura (criação de bicho-da-seda), que também sofre impactos negativos quando há aplicação inadequada de defensivos agrícolas.

Continuidade do trabalho da Adapar

A Operação Agro+ de 2025 dá continuidade a ações iniciadas em 2023, quando cerca de 260 pulverizadores foram inspecionados em Astorga e Marialva. Naquele momento, mais de 90% dos equipamentos avaliados estavam em condições adequadas, refletindo uma melhora significativa na qualidade das pulverizações.

Paulo Roberto de Paula Brandão, chefe do departamento de sanidade vegetal da Adapar, destaca que o trabalho vai além da uva: “Estamos comprometidos com a sanidade vegetal e a sustentabilidade, por isso mapeamos pomares desde maio para planejar ações educativas e combater a deriva de forma mais eficaz.”

Leia Também:  Tereos lança programas para acelerar carreiras no agronegócio e abre inscrições para 2026
Expansão das ações da Adapar

A agência planeja ampliar as operações para outros municípios do Noroeste, como Nova Esperança — conhecida como capital da seda — e para usuários do herbicida Dicamba, muito usado no controle de plantas daninhas em culturas como trigo, milho, cana-de-açúcar e pastagens.

Relevância da aplicação adequada de agrotóxicos

O uso correto dos defensivos é essencial para proteger as lavouras, garantir a saúde dos trabalhadores rurais e preservar o meio ambiente. A fiscalização e orientação promovidas pela Adapar reforçam a importância da colaboração entre órgãos públicos, produtores e entidades para uma agricultura mais sustentável e produtiva no Paraná.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Propaganda

AGRONEGOCIOS

Milho: preços recuam em Chicago e na B3 enquanto mercado aguarda relatório do USDA e negociações seguem travadas no Brasil

Publicados

em

Os preços do milho iniciaram esta terça-feira (30) em queda nos mercados futuros de Chicago e da B3, refletindo a expectativa dos investidores pela divulgação dos relatórios de área plantada e estoques trimestrais do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), considerados decisivos para a formação dos preços internacionais dos grãos.

Além da cautela no cenário externo, o mercado brasileiro continua marcado pela baixa liquidez, com negociações pontuais e compradores abastecidos no curto prazo, enquanto o avanço da colheita da segunda safra mantém pressão sobre as cotações em diversas regiões produtoras.

Mercado internacional acompanha expectativa pelo USDA

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos futuros do milho operavam em baixa durante a manhã desta terça-feira.

Por volta das 9h05 (horário de Brasília), o contrato com vencimento em julho/2026 era negociado a US$ 4,01 por bushel, com queda de 0,25 ponto. O vencimento setembro/2026 recuava para US$ 4,08, enquanto dezembro/2026 era cotado a US$ 4,28 e março/2027 a US$ 4,43, ambos também registrando perdas.

Segundo analistas internacionais, o mercado permanece praticamente paralisado enquanto aguarda os números oficiais do USDA, que poderão redefinir as perspectivas de oferta para a safra norte-americana.

Mesmo após o órgão norte-americano reduzir inesperadamente as avaliações das lavouras na atualização semanal, os investidores mantiveram postura defensiva.

De acordo com a consultoria Farm Futures, as chuvas registradas recentemente em boa parte do Meio-Oeste dos Estados Unidos aliviaram parte das preocupações climáticas, enquanto a onda de calor prevista para esta semana tende a perder intensidade após o feriado de 4 de julho.

Outro fator que chama atenção é o forte posicionamento vendido dos fundos de investimento.

Nas últimas semanas, os investidores ampliaram significativamente suas apostas na queda dos preços, inclusive com vendas líquidas estimadas em cerca de 20 mil contratos apenas na sessão anterior. Esse cenário pode aumentar a volatilidade caso os números do USDA surpreendam positivamente o mercado.

Leia Também:  Bracell lança cartilha gratuita para restaurar áreas degradadas do Cerrado em SP e MS
B3 acompanha Chicago e opera no campo negativo

No mercado brasileiro de futuros, a Bolsa Brasileira (B3) também iniciou o dia em baixa, acompanhando o movimento internacional.

Durante a manhã, o contrato julho/2026 era negociado a R$ 64,51 por saca, com recuo de 0,15%. O vencimento setembro/2026 girava em torno de R$ 67,60, enquanto janeiro/2027 permanecia próximo de R$ 73,65, praticamente estável.

Apesar do suporte oferecido pelo dólar, a pressão exercida pela Bolsa de Chicago e a expectativa pelos dados norte-americanos limitaram qualquer reação mais consistente dos preços domésticos.

Mercado físico segue travado com baixa liquidez

No encerramento da segunda-feira (29), o mercado físico apresentou comportamento misto e volume reduzido de negócios.

Segundo a TF Agroeconômica, a combinação entre demanda enfraquecida, compradores abastecidos e expectativa em relação ao comportamento da segunda safra manteve o ritmo lento das negociações em praticamente todas as regiões produtoras.

Na B3, o contrato julho encerrou cotado a R$ 64,61, com leve valorização diária. Setembro fechou a R$ 67,64, enquanto novembro terminou em R$ 70,87, refletindo um mercado sem direção definida.

Embora o avanço da colheita da segunda safra continue ampliando a oferta, o fator perdeu parte da força como elemento de pressão sobre os preços em algumas regiões. Ao mesmo tempo, as baixas temperaturas registradas recentemente passaram a preocupar produtores quanto ao desenvolvimento das lavouras remanescentes.

Cotações variam entre os principais estados produtores

No Rio Grande do Sul, as indicações oscilaram entre R$ 56 e R$ 65 por saca, com média próxima de R$ 59,11.

Leia Também:  Projeto aprovado na Comissão do Senado facilita regularização ambiental

Em Santa Catarina, vendedores mantiveram ofertas ao redor de R$ 65, enquanto compradores indicavam valores próximos de R$ 60 por saca.

No Paraná, o mercado permaneceu praticamente parado, com referências de R$ 65 para vendedores e cerca de R$ 60 CIF para compradores. A colheita da segunda safra alcançou aproximadamente 3% da área, com produção estimada em 17,6 milhões de toneladas.

Já em Mato Grosso do Sul, as cotações oscilaram entre R$ 49 e R$ 52 por saca. A colheita atingiu cerca de 2% da área cultivada, e a elevada oferta, somada aos estoques disponíveis e à postura cautelosa dos compradores, continuou limitando a recuperação dos preços, mesmo diante da demanda crescente da indústria de etanol de milho.

Mercado deve ganhar volatilidade após divulgação dos relatórios

A expectativa agora está concentrada na divulgação dos relatórios de área plantada e estoques trimestrais do USDA, considerados alguns dos principais indicadores para o mercado mundial de milho.

Caso os números apontem redução na área cultivada ou estoques menores que os projetados, os preços poderão encontrar espaço para recuperação tanto em Chicago quanto na B3. Por outro lado, dados que confirmem uma oferta mais robusta tendem a manter a pressão sobre as cotações nos próximos dias.

Enquanto isso, o mercado brasileiro segue monitorando o avanço da colheita da safrinha, o comportamento do câmbio, a demanda doméstica e o cenário internacional para definir a tendência dos preços nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA