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Adaptação das plantas e fertilizantes especiais ganham destaque em Summit de Nutrição Vegetal Inteligente
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Evento reúne especialistas para debater inovação na nutrição vegetal
O Summit de Nutrição Vegetal Inteligente, promovido pela Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abisolo), será realizado nos dias 9 e 10 de junho, no PECEGE, em Piracicaba (SP). O encontro reunirá especialistas, pesquisadores e profissionais do agronegócio para discutir tendências, avanços científicos e práticas inovadoras voltadas à nutrição de plantas.
Palestra destaca adaptação das plantas à disponibilidade de nutrientes
Um dos destaques da programação será a palestra do professor e pesquisador Átila Mógor, da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A apresentação, intitulada “Adaptação das plantas à disponibilidade de nutrientes e o uso de fertilizantes especiais”, ocorrerá no dia 10 de junho, às 11h35.
O conteúdo trará uma abordagem integrada entre nutrição mineral, fisiologia vegetal e estratégias modernas de fertilização, conectando conceitos científicos com aplicações práticas no campo.
Nutrição vegetal como processo dinâmico e adaptativo
Na primeira parte da palestra, o pesquisador abordará como as plantas percebem e respondem às variações na disponibilidade de nutrientes no solo. O enfoque será o metabolismo nutricional como um processo dinâmico, que envolve sinalização, absorção, distribuição e ajustes fisiológicos essenciais ao desenvolvimento vegetal.
Segundo Mógor, a planta atua de forma contínua para manter o equilíbrio nutricional. “A nutrição vegetal não é um processo estático. A planta interpreta constantemente o ambiente e ajusta seu metabolismo para manter a homeostase e sustentar o crescimento”, explica.
Fertilizantes especiais ampliam a resiliência das lavouras
Na segunda etapa, a apresentação fará a conexão entre os mecanismos adaptativos das plantas e o uso de fertilizantes especiais, como biofertilizantes, produtos organominerais e fertilizantes de liberação lenta ou controlada.
De acordo com o pesquisador, essas tecnologias contribuem para manter o equilíbrio nutricional e tornam as plantas mais eficientes na resposta a estresses abióticos, como variações climáticas, déficit hídrico e salinidade.
“Melhorar o estado nutricional da planta amplia sua capacidade de enfrentar adversidades. Os fertilizantes especiais atuam no ajuste do metabolismo, promovendo maior estabilidade e melhor desempenho agronômico”, destaca.
Substâncias húmicas e desenvolvimento radicular em foco
Entre os exemplos práticos, será abordado o papel das substâncias húmicas no estímulo ao crescimento radicular. Esse processo aumenta a capacidade de absorção de nutrientes e fortalece a interação da planta com o solo, favorecendo o desenvolvimento das lavouras.
A proposta da palestra é traduzir conceitos científicos consolidados em uma linguagem acessível, conectando a fisiologia vegetal às demandas práticas da agricultura moderna.
Abordagem integrada prioriza entendimento da planta como um todo
O conteúdo será apresentado de forma transversal, sem foco em culturas específicas, priorizando a compreensão da planta como um organismo integrado. A estrutura da palestra será baseada em evidências científicas acumuladas ao longo de anos de pesquisa, organizadas em formato técnico e didático.
Summit reforça conexão entre ciência e prática no campo
Para Roberto Levrero, presidente do Conselho Deliberativo da Abisolo, a participação de especialistas com forte atuação acadêmica eleva o nível técnico das discussões promovidas no evento.
“O Summit foi concebido para aproximar ciência e prática agrícola. A presença do professor Átila Mógor reforça nosso compromisso com a disseminação de conhecimento que contribua para o aumento da produtividade e da eficiência no uso de insumos na agricultura brasileira”, afirma.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Conama aprova nova resolução para licenciamento ambiental da aquicultura
O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) aprovou, nesta quarta-feira (2), a nova resolução que estabelece regras para o licenciamento ambiental da atividade de aquicultura. A norma substituirá a Resolução Conama nº 413/2009 e atualiza os critérios de enquadramento dos empreendimentos, adequando o licenciamento às características atuais do setor.
Entre os principais avanços da nova resolução está a definição do porte dos empreendimentos com base na produção. A modalidade de licenciamento também passa a considerar o porte da atividade: empreendimentos de pequeno porte poderão ser enquadrados na Licença por Adesão e Compromisso (LAC); os de médio porte, na Licença Ambiental Única (LAU); e os de grande porte estarão sujeitos ao licenciamento ordinário, conforme o enquadramento.
A nova regra também estabelece que o cultivo de espécies exóticas não altera, por si só, a modalidade de licenciamento. Além disso, o monitoramento ambiental deverá ser adequado ao porte do empreendimento, permitindo maior proporcionalidade entre as exigências ambientais e a escala da atividade.
A resolução incorpora ainda conceitos relacionados à realidade atual da aquicultura, como boas práticas aquícolas, adensamento, escapes em massa, espécies ornamentais, sistemas de cultivo integrado ou consorciado e sistemas de produção fechados.
Construção da nova resolução
A revisão da Resolução Conama nº 413/2009 foi conduzida por um Grupo de Trabalho coordenado pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e contou com a participação de diferentes órgãos públicos, instituições de pesquisa, representantes do setor produtivo, entidades estaduais e municipais de meio ambiente, especialistas e sociedade civil.
O grupo realizou reuniões ordinárias e extraordinárias entre dezembro de 2024 e novembro de 2025, período em que foram discutidas e construídas as propostas de atualização da regulamentação.
Entre os temas analisados esteve a atualização dos conceitos utilizados na regulamentação, buscando incorporar a evolução dos sistemas e das práticas de produção aquícola. Também foi discutido um novo modelo de enquadramento dos empreendimentos, considerando porte e sistema de produção.
A proposta também retirou o chamado grau de severidade da espécie como critério. Para o cultivo de espécies exóticas, alóctones ou híbridas, permanecem previstas medidas específicas de prevenção e mitigação de potenciais impactos ambientais, incluindo ações para evitar escapes e mecanismos de biossegurança.
Com a aprovação da nova resolução pelo Conama, a Aquicultura ganha muito com critérios mais justos e respeito a cadeia.
ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
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