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Adesão ao Sisbi-POA gera oportunidade de expansão para produtos da agropecuária brasileira

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A integração dos Serviços de Inspeção estaduais, municipais e consórcios públicos ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA) permite que os produtores rurais comercializem os produtos agropecuários em todo o território brasileiro.

O Sisbi-POA padroniza os procedimentos de inspeção de produtos de origem animal, agregando valor e permitindo a abertura de novos mercados. O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destaca que a inclusão no Sistema gera oportunidades para que pequenos produtores e agroindústrias comercializem nacionalmente com um selo de segurança e qualidade.

Segundo a Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (SDA), atualmente, existem 123 Serviços de Inspeção integrados ao Sisbi-POA; desses, 41 são consórcios do Projeto ConSIM, que consiste em orientar consórcios intermunicipais a se adequarem para obter a certificação, abrangendo 826 municípios.

“Nós, com muito trabalho e dedicação, já fizemos o ConSIM, os consórcios municipais para que possam ampliar, com custo baixo para o município, mas atendendo os produtores. Até o final deste ano, teremos 2.800 municípios brasileiros ampliando as oportunidades para a pequena propriedade, para que o produtor possa agregar valor e ampliar o leque de comercialização para o consumidor, oferecendo produtos mais baratos com garantia de procedência e ajudando a combater a inflação dos preços dos alimentos”, evidenciou o ministro Fávaro.

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Os produtores rurais e donos da Granja Alvorada da Serra, no município de Cáceres (MT), Jeferson Silva e Carla Silva, afirmam que, com o selo do Sisbi, foi possível abrir novos mercados para a comercialização dos produtos. Hoje, eles comercializam para outros municípios de Mato Grosso, com uma produção média de mais de dois mil ovos por dia.

“Antes do selo, a gente estava na metade da produção, entregando só em Cáceres e região. O Sisbi trouxe para nós vários projetos de expansão. Ele é sinônimo de emprego, portas abertas e comercialização a nível Brasil, para a gente poder cada vez mais acreditar no negócio e expandir o mercado”, disse Jeferson Silva.

Existem mais de 1.100 estabelecimentos integrados e mais de 16.300 produtos registrados no Sisbi-POA.

Informações à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Vazio Sanitário da soja começa em Mato Grosso e Aprosoja MT alerta para combate à ferrugem asiática

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Teve início na última segunda-feira (8) o período do Vazio Sanitário da soja em Mato Grosso, uma das principais medidas fitossanitárias adotadas para o controle da ferrugem asiática, considerada a doença mais agressiva da cultura no Brasil. Durante os próximos 90 dias, fica proibida a presença e o manejo de plantas de soja em todo o estado, com a semeadura da nova safra autorizada somente a partir de 7 de setembro.

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) reforça a importância do cumprimento rigoroso das regras estabelecidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), destacando que a medida é fundamental para reduzir a pressão do fungo causador da doença e garantir melhores condições para o desenvolvimento da próxima safra.

Ferrugem asiática pode causar perdas severas na produtividade

A ferrugem asiática é provocada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, que ataca as folhas da soja, provocando lesões, desfolha precoce e comprometimento da fotossíntese.

Com a redução da área foliar, a planta perde capacidade de realizar o enchimento adequado dos grãos, o que resulta em queda de produtividade e prejuízos econômicos para o produtor rural.

Segundo especialistas, a doença apresenta rápida disseminação e elevado potencial destrutivo quando não controlada adequadamente.

Eliminação de plantas voluntárias é fundamental

O vice-coordenador da Comissão de Defesa Agrícola da Aprosoja MT, Gilson Antunes de Melo, ressalta que o principal objetivo do Vazio Sanitário é interromper o ciclo biológico do fungo entre uma safra e outra.

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De acordo com ele, a permanência de plantas voluntárias — conhecidas como soja guaxa ou tigueras — favorece a sobrevivência do patógeno e aumenta os riscos de infestação logo no início do próximo ciclo produtivo.

A recomendação é que os produtores eliminem completamente qualquer planta de soja existente nas propriedades durante o período determinado, evitando a manutenção do hospedeiro que permite a multiplicação da doença.

Transporte de grãos também exige atenção

Além das restrições relacionadas ao cultivo, o Vazio Sanitário estabelece regras específicas para o transporte de grãos e sementes de soja.

Os caminhões devem estar devidamente vedados e com a documentação regularizada para evitar perdas de carga durante o trajeto. O derramamento de grãos nas rodovias pode favorecer a germinação espontânea de plantas às margens das estradas, comprometendo a eficácia da medida fitossanitária.

Segundo Gilson Antunes, a fiscalização é realizada pelo Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT), que mantém inspeções e barreiras sanitárias em diferentes regiões do estado para coibir irregularidades.

Medida é adotada há quase duas décadas

Implementado há cerca de 20 anos, o Vazio Sanitário tornou-se uma das principais ferramentas de controle da ferrugem asiática no Brasil, contribuindo significativamente para a redução da incidência da doença e para a preservação da produtividade das lavouras.

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A pesquisadora do Centro Tecnológico Parecis (CTECNO Parecis), Daniela Facco, explica que a ferrugem asiática possui evolução rápida e pode comprometer severamente o potencial produtivo das áreas afetadas.

Segundo ela, quando a doença se instala e não recebe controle eficiente, ocorre intensa desfolha das plantas, redução do enchimento dos grãos e queda expressiva da rentabilidade da atividade.

Cumprimento das regras protege a próxima safra

A Aprosoja MT destaca que o sucesso do Vazio Sanitário depende do comprometimento de todos os produtores rurais. O cumprimento das determinações contribui para reduzir a incidência de doenças, preservar a competitividade da soja mato-grossense e garantir maior segurança produtiva para a safra 2025/26.

Além disso, a entidade orienta os agricultores a acompanharem as recomendações dos órgãos de defesa agropecuária e a manterem vigilância constante sobre áreas agrícolas, estradas e locais de armazenamento para evitar a presença de plantas voluntárias durante o período de restrição.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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